<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912</id><updated>2012-02-13T06:17:52.467-08:00</updated><category term='Reflexão'/><category term='Música'/><category term='Viagem'/><category term='Televisão'/><category term='Cinema'/><category term='Literatura'/><title type='text'>Vestígios Urbanos</title><subtitle type='html'>Cultura pop, vida urbana e andanças pelo mundo, com uma pitada pessoal. Vestígios de um tempo que teima em correr.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-461869997909025357</id><published>2012-02-12T12:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T12:38:00.683-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cinemania</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IpQv42iLTZE/Tzgi_I1YyGI/AAAAAAAAAc4/JW4jr3irsxk/s1600/cinema1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-IpQv42iLTZE/Tzgi_I1YyGI/AAAAAAAAAc4/JW4jr3irsxk/s320/cinema1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708350995790612578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao cinema e não há melhor momento para fazer isso do que nas vésperas do Oscar. O prêmio da Academia pode não ter o mesmo glamour e qualidade de festivais como Cannes, Berlim e Veneza, porém é inegável que ainda consegue reunir alguns dos melhores filmes do ano. Quero ver todos e a agonia da impossibilidade de isso ocorrer na velocidade que quero, dá a eterna sensação de incompletude. Mesmo sabendo que as piadinhas vão me cansar e que no dia seguinte estarei com um sono danado, quero assistir à cerimônia do Oscar torcendo para os meus favoritos e não para aqueles que os críticos escolhem. Para cumprir essa tarefa, preciso comparecer ao cinema religiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelos idos de 2002, curti 10 dias dos sonhos. Trabalhava no portal iBahia.com, escrevendo sobre cultura. Eis que acontece o Panorama Coisa de Cinema, então a maior mostra de filmes de Salvador. Fui escalado para cobrir o evento, para minha felicidade. Três filmes por dia, entrando e saindo de salas de cinema, com um sorriso sempre estampado no rosto. Deveria escrever alguns parágrafos sobre cada um daqueles filmes e as idéias se multiplicavam na minha cabeça. Na escuridão da sala, rabiscava em um pedaço de papel garranchos que marcavam minhas impressões sobre os filmes. O medo de esquecer aquela frase dita com tanto vigor pelo protagonista era mais forte do que o relaxamento em usufruir a experiência cinematográfica. A cada filme, naturalmente, ia ficando melhor em guardar as sensações mais importantes na memória, sem grandes angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo filmes somente por lazer, mas tenho vontade de escrever sobre cada um deles. Talvez não tenha mais a fluidez de outrora, possivelmente me desatualizei no ano que menos fui ao cinema, o ano passado. Porém já entrei em 2012 disposto a mudar isso. Três passos importantíssimos garantem a minha atualização frequente. O primeiro foi a mudança de casa, que me colocou ao lado de um bom shopping com ótimo cinema, o Unibanco do Bourbon. O segundo foi a compra de um aparelho de blu-ray com home theater, que me incentiva a querer ver um filme a toda noite. O terceiro, na verdade dois passos em um só, foi a assinatura do Netmovies, com entrega em casa, e o pacote de filmes que a Net HD deixa à minha disposição. O cardápio é extenso e está pronto para ser degustado, promovendo o meu reencontro com a Sétima Arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-461869997909025357?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/461869997909025357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=461869997909025357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/461869997909025357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/461869997909025357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2012/02/cinemania.html' title='Cinemania'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IpQv42iLTZE/Tzgi_I1YyGI/AAAAAAAAAc4/JW4jr3irsxk/s72-c/cinema1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2243521975707906424</id><published>2012-02-06T18:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T12:36:46.817-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Um fim de semana para se guardar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h2O659t2VYM/TzCIpfPiVkI/AAAAAAAAAcs/ZZcQ517H8A0/s1600/SSA_fevereiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-h2O659t2VYM/TzCIpfPiVkI/AAAAAAAAAcs/ZZcQ517H8A0/s320/SSA_fevereiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706210974221096514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desembarcar numa cidade com medo foi estranhamente revelador para mim. Constatei que minha relação com Salvador, minha terra natal, é de amor e ódio. Ódio talvez seja uma palavra dura demais e não estampe a realidade na sua completude. Mas encaixa-se como uma luva com o momento em que a metrópole atravessa - de total abandono. Sinto raiva da deturpação do jeito baiano de ser, antes conhecido pela malemolência quase charmosa e hoje mais chegado à esculhambação da pior estirpe. Às vezes acho que estou chegando numa cidade habitada em sua maioria por pessoas que não se preocupam com nada que não esteja debaixo dos seus narizes. Não há lei, tudo pode, e nada, por mais absurdo que seja, é passível de condenação. Salvador acreditou muito no culto à sua alegria e jeito acolhedor, foi traída por sua autoconfianca e hoje é uma sombra do que já foi e do que poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre há ocasiões em que um lampejo, digamos, mágico me lembra que não há uma terra como aquela que chamamos de nossa. Adoro morar em São Paulo e só me mudaria daqui se forçado. Mas não posso mentir que em alguns momentos percebo que só me sinto em casa mesmo quando ando nas ruas hoje sujas e maltratadas da Barra, quanto tomo um banho no Porto, quando assisto a shows dos melhores músicos da Bahia, quando como um caruru com xinxim de galinha, quando busco uma sombra com o privilégio da brisa do mar, quando forço no sotaque baiano para o menino de rua perceber que tenho olho azul mas sou baiano, quando dou risada com a sinceridade sem vergonha do garçom que traz minha cerveja gelada e lambreta suculenta. A lista é infinita e todos esses momentos têm cheiros, sons e cores vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste fim de semana de greve da Polícia, quando achei que o perigo que rondava a cidade só ia prejudicar a minha estadia, vivi muitas dessas coisas. Foi principalmente um sábado memorável, que começou com minha sobrinha de 1 ano pela primeira vez se entregando de completo ao tio, me seguindo por todos os cantos da casa e chamando pelo nome, a qualquer momento que saia do alcance dos olhos dela. Prosseguiu na visita a duas tias que amo muito, logo depois de comer um pratão com delícias que só a Bahia oferece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a pegar fogo de fato em um aniversário à beira-mar, que teve de Timbalada à cover de AC/DC, numa mistura surreal que só poderia acontecer em Salvador. Aniversário este que comecou com uma sensação de não-pertencer, pela intimidade apenas recente com o homenageado do dia, mas que logo foi preenchido com a presença de alguns dos melhores amigos e parentes que tenho. O pôr-do-sol sensacional só aumentou o conforto. O dia, porém, estava longe de acabar, como provou o seu apogeu, com o show de Moraes Moreira e Pepeu Gomes. Enquanto alguns amigos e parentes tinham medo de sair de casa por conta da greve, eu andava tranquilamente pelo centro da cidade e conhecia um belo e tradicional clube, o Fantoches. Estava entupido de uma alegria que parecia reprimida pela violência e insegurança provocadas pela greve. Lá dentro era só uma sensação boa, acompanhada pelos maiores sucessos de Moraes, Pepeu e Novos Baianos. Uma música que não envelhece e que mantém o talento da Bahia aceso, longe dos filhos de Bell Marques e dos pagodes repetitivos e agressivos. Fui tomado por uma espécie de êxtase combinada com paz interior, lembrando imediatamente o que Salvador tem de melhor. Foi um momento que evidenciou o que mais gosto na minha terra. Isso ao lado de primos e amigos que sempre sinto falta e que funcionam como ímãs, sempre me trazendo de volta a Soterópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar em alto estilo, uma esticadinha pós-show rumo a um predio na beira da Avenida Contorno. Minha vista favorita da cidade com uma lua quase cheia, iluminando absurdamente o mar. Fiquei ali na varanda, na verdade um mirante disfarçado de varanda, vendo o mar calmo e a lua reluzente, absolutamente ignorantes do caos instaurado na cidade. Naquele momento tive uma certeza: a vantagem de não morar em Salvador é ter que voltar sempre, para curtir o que a cidade tem de melhor. De longe fico na torcida para que não estraguem ainda mais a boa terra, assim posso ir e voltar sempre com um sorriso estampado no rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2243521975707906424?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2243521975707906424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2243521975707906424&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2243521975707906424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2243521975707906424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2012/02/um-fim-de-semana-para-se-guardar.html' title='Um fim de semana para se guardar'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-h2O659t2VYM/TzCIpfPiVkI/AAAAAAAAAcs/ZZcQ517H8A0/s72-c/SSA_fevereiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2224954868828932072</id><published>2011-10-23T18:38:00.001-07:00</published><updated>2011-10-23T18:41:44.508-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><title type='text'>Um novo vício</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2MOYmSQrgTs/TqTBvv40A4I/AAAAAAAAAbs/-h774IadH3Q/s1600/Trueblood.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2MOYmSQrgTs/TqTBvv40A4I/AAAAAAAAAbs/-h774IadH3Q/s320/Trueblood.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5666867257191695234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixo levar tão facilmente por histórias que exploram o universo fantástico. Mas quando são bem engendradas, com roteiros bem feitos e coerentes com o universo que criam, entram na minha lista de favoritos. Foi assim com a trilogia "Senhor dos Anéis", com os últimos três "Harry Potter" e com o primeiro "Matrix". A saga de Neo, aliás, é um exemplo de como errar a mão, quando se observa os dois filmes seguintes, "Reloaded" e "Revolutions". Na ganância de repetir o sucesso da primeira produção, os irmãos Wachowski inventaram continuações sem pé nem cabeça, verdadeiros micos. Outro que vem colecionando erros é M. Night Shymalan, que tanto prometia com sua estréia "O Sexto Sentido" Quando a escolha é por ser mais sutil, as chances de êxito são maiores, caso de alguns filmes de Pedro Almodóvar e do ótimo "Labirinto do Fauno", dirigido por Guillermo del Toro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho costume de assistir séries da TV americana, especialmente aquelas cujos capítulos não são fechados em si e demandam acompanhamento semanal. Não que eu não goste, mas a questão é que falta disciplina para acompanhar todos os capítulos religiosamente. E como não sou exatamente uma pessoa que fica muito em casa, a tarefa torna-se ainda mais árdua. Mas eis que as séries passam a ser vendidas como febre em boxes de DVDs e também ficam disponíveis quase que imediatamente na Internet. E não há nada melhor do que assistir um capítulo e poder assistir o seguinte sem precisar esperar uma semana inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um contexto, portanto, improvável, acabei me viciando de vez na série norte-americana "True Blood". O universo temático é o mais fantástico possível, com vampiros, telepatas, lobisomens, transmorfos, e por aí vai... Ou seja, nada sutil. A série, que já está na quarta temporada, tem bem mais testosterona que outros produtos ligados a vampiros, como o chatinho "Crepúsculo". É adulta - com doses cavalares de violência e sexo - e traz personagens complexos e bem trabalhados. O roteiro é redondinho, fazendo com que os personagens mais absurdos se encaixem perfeitamente na narrativa. Cada capítulo termina de um jeito tão surpreendente que o mais difícil é desligar o DVD. A tendência é emendar um episódio no outro. Sempre algo de importante acontece, o que mostra que em termos de dramaturgia, nós brasileiros estamos muito atrás. A morosidade de nossas novelas não tem comparação com as (boas) série gringas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"True Blood" se concentra principalmente na pequena e fictícia cidade de Bon Temps, no estado da Louisiana. Nada melhor que um local onde todos se conhecem e que guarda segredos dos mais incríveis, justamente como outra famosa cidade da televisão, a Twin Peaks da sensacional série de mesmo nome. Só que em Bon Temps não moram só humanos, mas também vampiros e outros seres incomuns. A protagonista é Sookie Stackhouse, telepata que é objeto de desejo de todos. Interpretada pela garota prodígio Anna Paquin, possivelmente no papel de sua vida, Sookie se envolve com o vampiro Bill, que é encarnado pelo inglês Stephen Moyer (hoje marido de Paquin). A partir desse momento, a vida dela vira de cabeça para baixo e nunca mais Sookie terá um dia de paz. Em um mundo em que humanos e vampiros começam a conviver, muitas dúvidas pairam pelo ar e discussões apaixonadas sobre preconceito e aceitação entram na ordem do dia. A primeira temporada de "True Blood é nada menos que excepcional, mas o criador Alan Ball não deixa a peteca cair nas duas temporadas seguintes, que vão ganhando personagens cada vez mais bizarros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto espero a quarta temporada acabar - para assistir os episódios sem impedimentos temporais - já começo a pensar na próxima série da lista. Desconfio que estou entrando em um vício que vai me pegar pelo pé. E me despeço sem medo das cada vez mais chatas novelas brasileiras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2224954868828932072?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2224954868828932072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2224954868828932072&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2224954868828932072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2224954868828932072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/10/um-novo-vicio.html' title='Um novo vício'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2MOYmSQrgTs/TqTBvv40A4I/AAAAAAAAAbs/-h774IadH3Q/s72-c/Trueblood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1881735221139527978</id><published>2011-07-17T20:14:00.001-07:00</published><updated>2011-07-17T20:16:37.205-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Playlists da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7a-TbwdXobE/TiOlNaBAR6I/AAAAAAAAAbU/NL9X_d-0_sM/s1600/Musica.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7a-TbwdXobE/TiOlNaBAR6I/AAAAAAAAAbU/NL9X_d-0_sM/s320/Musica.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630525608883668898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça "Trilhas Sonoras de Amor Perdidas" despertou as mais diversas sensações em mim. O principal delas, não vou mentir, foi a saudade. Longe da melaconlia, afinal não troco a minha vida de hoje pelo passado, mas uma saudade boa de tempos que possivelmente não voltam mais. Assim como o ótimo filme "Alta Fidelidade", "Trilhas Sonoras..." usa a música para contar uma história de amor (ou várias, no caso do filme), com todas as desventuras, encontros e desencontros. E o que importa aqui são as fitas cassetes gravadas, depois substituídas pelos CD-Rs e por fim pelas hoje famosas playlists. Todas aquelas músicas tocadas na peça, algumas poucas novas para mim e a maior parte componente da minha história, me levaram para anos atrás, em Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das lembrança mais antigas foi o primeiro apartamento que vivi, em São Lázaro. Meu irmão costumava ouvir música às alturas, com a porta do quarto fechada. Ainda guri, não me interessava pelo rock que saía pelas frestas da porta. Pouco tempo depois, já estava fuçando os CDs dele e encontrando algumas das bandas que até hoje estão entre as minhas favoritas. Foi assim que conheci o Led Zeppelin, por exemplo, até hoje meu número 1. Ouvir bandas deste tipo enquanto meus amigos na escola no máximo escutavam Dire Straits - estamos falando de Salvador, não se esqueçam - parecia até um segredo bem guardado. Um segredo, porém, compartilhado com meu irmão, minha irmã e meus primos, que me colocaram no caminho do rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça dirigida por Felipe Hirsch em seguida me lembrou do tempo que passei a ser o jovem com porta fechada, abafando o som nas alturas. Tomava banho todos os dias ouvindo um CD diferente, colocando o som no chão do banheiro e descobrindo novas bandas. Em seguida veio meu primeiro carro, que levava cases dos álbuns que faziam minha cabeça. Versões em miniatura dos cases de mais de 200 CDs que eu levava debaixo do braço para as casas dos amigos. Ao entrar na faculdade, nova fase. Estudando jornalismo, encontrei outras pessoas que curtiam rock como eu. Com um grupo heterogêneo, comecei a me tornar rato do Rio Vermelho, principal bairro boêmio e musical de Salvador. O rock da Bahia entrou na minha circulação sanguínea e passei a conviver com pessoas que gostavam ainda mais das boas canções. Algumas delas eram de fato bem semelhantes aos personagens principais de "Trilhas Sonoras de Amor Perdidas", interpretados por Guilherme Weber e Natália Lage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a me tornar jornalista musical foi um passo. Produzir um programa de videoclipes na TV Salvador, montando minhas próprias playlists, era a realização de um sonho. Conhecer alguns dos meus artistas favoritos e entrevistá-los no Correio da Bahia só aumentou a participação da música na minha vida. Os seguidos festivais, que desde 2001 se acumulam em listinhas do que já vi e do que quero ver, não deixam a chama do rock se apagar. Mas a peça que assisti hoje serviu também para me atiçar, lembrando que não devo deixar a correria do dia-a-dia tirar o prazer que sempre tive de montar playlists, revisar meus CDs e revisitar as bandas que fizeram parte da minha história e que, por algum motivo, acabaram substituídas por outras mais novas. Afinal, elas são testemunhos da minha história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1881735221139527978?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1881735221139527978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1881735221139527978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1881735221139527978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1881735221139527978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/07/playlists-da-vida.html' title='Playlists da vida'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7a-TbwdXobE/TiOlNaBAR6I/AAAAAAAAAbU/NL9X_d-0_sM/s72-c/Musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-8668999221294774798</id><published>2011-06-13T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T18:37:39.748-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Energia não tem idade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DSEuoIfxVmA/Tfa5V2sCa0I/AAAAAAAAAZ8/Qu7WiZPNnSU/s1600/sharondapkings.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DSEuoIfxVmA/Tfa5V2sCa0I/AAAAAAAAAZ8/Qu7WiZPNnSU/s320/sharondapkings.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617881370299886402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou mentir que, mesmo com todas as adversidades, eu curti o show de Amy Winehouse, em janeiro passado. Mas foi só assistir ao vulcão Sharon Jones e sua banda The Dap Kings, no último sábado, durante o BMW Jazz Festival, para eu avaliar o show de Amy com um olhar mais crítico. A comparação entre as duas divas do soul tem seus motivos. Foi a própria Amy que colocou os holofotes em cima de Sharon Jones, quando convocou a banda de apoio dela para gravar o disco "Back to Black". A jovem inglesa ficou tão fascinada que se inspirou declaradamente na sonoridade deles para elaborar seu disco de maior sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver as duas cantoras no palco, num intervalo de menos de seis meses, definitivamente fico com a menos famosa. Carregando 55 anos nas costas, Sharon Jones cantou como se fosse a última vez, dançou, urrou e fez o público sisudo do Auditório Ibirapuera se levantar para balançar junto com ela. No contraponto, a inglesinha Amy pouco se movimentou no palco, cambaleou um tanto e fez apenas o básico - o que já é bem bom, afinal o vozeirão dela não deixa a peteca cair. Mas não encantou, não impressionou e deixou um gostinho levemente amargo na boca do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o gosto que deixou Sharon Jones na boca de seus fãs foi de quero mais. Foram duas horas de um show intenso e divertido, da mais alta qualidade. Soul music de raiz, com pitadas do funk de James Brown e da boa música africana. Dava orgulho ver no palco uma cantora dando tudo de si, fazendo valer cada minuto dispensado pelo público. A interação com a platéia era constante e do alto dos seus (se muitos) 1,50m de altura, Sharon parecia uma gigante. E que voz! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo injusto por muito tempo, o mundo dá suas voltas e compensa mesmo que tardiamente. Esnobada quando jovem por ser negra, baixinha e feia, Sharon Jones só estreou como cantora aos 40 anos de idade. Antes disso, continuou emprestando sua garra a outros ofícios, como o de carcereira. Ao abraçar a música, realizou seu sonho e caminhou lentamente para o estrelato. Foram dois discos menos conhecidos e um terceiro que se aproveitou da fama alcançada pelos Dap Kings após a gravação deles com Amy. "100 Days, 100 Nights" levou Sharon Jones &amp; The Dap Kings ao posto de sensação do soul, posição confirmada pelo também ótimo "I Learned The Hard Way". Agora, no auge tardio de sua carreira, esta talentosa norte-americana mostra que tem gás para muitos anos, amparada por seus fiéis escudeiros. Afinal, não é qualquer uma que faz quatro shows na sequência (sábado e domingo em São Paulo, hoje em Salvador e amanhã no Rio de Janeiro) e nem parece cansar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-8668999221294774798?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/8668999221294774798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=8668999221294774798&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8668999221294774798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8668999221294774798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/06/energia-nao-tem-idade.html' title='Energia não tem idade'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-DSEuoIfxVmA/Tfa5V2sCa0I/AAAAAAAAAZ8/Qu7WiZPNnSU/s72-c/sharondapkings.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6080009533406641684</id><published>2011-06-04T18:25:00.001-07:00</published><updated>2011-06-04T18:30:13.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A volta dos mutantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lUqT3C-3ZgU/TerbNaYyU7I/AAAAAAAAAZs/G1lUR4H2SHw/s1600/xmen.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lUqT3C-3ZgU/TerbNaYyU7I/AAAAAAAAAZs/G1lUR4H2SHw/s320/xmen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614540908938810290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há história em quadrinhos (de super-herói) com a profundidade do X-Men. Quando se imaginava que a série estava desgastada no cinema, após um terceiro filme inferior e um pouco elogiado capÍtulo dedicado a Wolverine, o estúdio Fox reinventou a saga em grande estilo. Para isso, convocou o diretor dos dois primeiros e excelentes X-Men, Bryan Singer, para colaborar com o roteiro. E contratou o não tão experiente diretor Matthew Vaughn para dar frescor a um filme que narra como surgiu o grupo dos mutantes, "X-Men: Primeira Classe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo funciona perfeitamente bem, perigando ser esse o melhor exemplar destes fantásticos heróis da Marvel. Costurando o enredo fictício com momentos dramáticos da História mundial, como a 2a Guerra Mundial e a Crise dos Mísseis de Cuba, o filme é inventivo e divertido. Como é comum quando se trata do grupo mais atormentado dos quadrinhos, é discutido, com relativa profundidade, temas como preconceito, raiva e vingança. É possível substituir os mutantes por qualquer grupo que sofre preconceito, como os negros, os judeus, os gays. A essência é a mesma e a intolerância salta latente aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste primeiro filme de uma possível nova trilogia, entendemos o que motivou Magneto a se tornar um violento combatente dos humanos; percebemos como surgiu a amizade entre Magneto e Professor Xavier - e como ela ficou abalada; observamos a criação dos X-Men e a relação do grupo com a CIA; e vemos alguns dos mutantes no início da trajetória, aprendendo a controlar seus poderes. Nem sempre com extrema fidelidade às HQs, mas sempre com muita coerência com o próprio filme. Não há pontas soltas. Para os fanáticos por ação, esse é um filme mais pautado pelos diálogos e roteiros, mas ainda assim há cenas eletrizantes. O elenco jovem dá o gás que a série pedia, com destaque para James McAvoy, Michael Fassbender e Jennifer Lawrence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "X-Men: Primeira Classe" fica ainda mais claro que a linha que separa os heróis dos vilões é muito tênue. Como não entender as motivações de Magneto? Serão mesmo tão menos nobres que o discurso pacifista de Xavier? Como Malcom X e Martin Luther King, eles duelam com as armas que lhe cabem, sempre em busca da aceitação pela sociedade. Darão pano para manga para mais capítulos. E que venham, pois, as próximas etapas dessa história atemporal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6080009533406641684?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6080009533406641684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6080009533406641684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6080009533406641684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6080009533406641684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/06/volta-dos-mutantes.html' title='A volta dos mutantes'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lUqT3C-3ZgU/TerbNaYyU7I/AAAAAAAAAZs/G1lUR4H2SHw/s72-c/xmen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2961370674136983659</id><published>2011-05-01T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T08:24:51.803-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Um grata surpresa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lgQkO_9QeJU/Tb4LQRbNKVI/AAAAAAAAAZg/OPuH4W2F-k0/s1600/Bogota.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-lgQkO_9QeJU/Tb4LQRbNKVI/AAAAAAAAAZg/OPuH4W2F-k0/s320/Bogota.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601927360678799698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É praticamente um clichê falar que o ideal é não criar expectativa, pois assim dá para diminuir a possibilidade de decepção. Tudo que vier é lucro. Bom, para mim, não funciona bem assim. Geralmente, minhas expectativas são altas, potencializadas pela ansiedade para que aconteça logo ou então por amplas pesquisas sobre o tema. Acontece comigo quando se trata de programas culturais e gastronômicos, os meus favoritos. E também com o outro componente da tríade ideal: as viagens. Quando uma se anuncia no horizonte, inicio as longas pesquisas, armo roteiros e penso nos detalhes. Confesso que tenho dado sorte, com as viagens alcançando justamente a alta expectativa criada. A exceção ficou por conta da mais recente, na Semana Santa. Destino? Bogotá, capital da ainda pouco conhecida Colômbia (ao menos no Brasil). A diferença? Bem, Bogotá superou (e muito) as minhas expectativas, desta vez não tão altas. Explico: mesmo ouvindo os mais diversos elogios dos poucos amigos que já conheciam a Colômbia, não estava tão seguro do que encontrar pela frente. Na minha cabeça estava algo entre a pouco apetitosa Caracas e a interessantíssima Havana. As pesquisas na Internet, que muito me ajudaram a montar o roteiro, não eram tão precisas e as fotos que vi nem sempre eram da melhor qualidade. Reinava, então, o ponto de interrogação, que só aguçava a minha curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, parti de coração aberto rumo a Bogotá, numa quinta-feira santa. Não precisei de mais de 20 minutos (o caminho do aeroporto para o hotel) para me entregar a capital colombiana. Do táxi, vi uma cidade arrumada desde os arredores do aeroporto, região que geralmente não é digna de muito elogio nas grandes capitais. A cada quarteirão, a metrópole me impressionava com setores modernos, alguns outros bem tradicionais e outros chiques, com "cara de primeiro mundo". Tudo limpo, civilizado, rodeado de árvores e deixando uma certeira sensação de segurança. Numa pergunta rápida para aqueles que não conhecem a Colômbia, a avaliação provavelmente seria contrária. Falariam que a cidade é perigosa por conta do tráfico de drogas, caótica como muitas cidades latino-americanas e suja. Pois Bogotá é exemplo entre as capitais do nosso continente, agora tenho segurança para falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura de Bogotá é um destaque à parte. As casas e edifícios baixos de tijolinhos, com aquela cor característica mezzo alaranjada, só ajudam a criar o clima sofisticado, especialmente em áreas como o Parque da 93 e a Zona Rosa. A temperatura sempre amena - quase o ano todo entre 13 e 18 graus - é a ideal para esse baiano que vos fala. Sim, sou baiano, mas não gosto mesmo de calor. Os vários parques distribuídos pela cidade são bem cuidados e frequentados. Caminhar é uma opção indicadíssima. Mesmo de noite (ao menos na região mais turística), andar nas ruas não é perigoso. Não me senti ameaçado em nenhum momento. Muito pelo contrário, me senti acolhido pelo orgulhoso povo colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa foi uma das coisas que mais me impressionou: a educação e boa vontade dos bogotanos. Todos são muito solícitos e quase lhe pegam pelo braço para ajudar. Gostam da noite, frequentam bares e valorizam muito a cultura. Parecem ter muito orgulho da Colômbia, num esforço conjunto para mudar a imagem do país. E estão fazendo isso aos poucos, mas com consistência, se preparando bem para receber os visitantes. Se Bogotá já é um destino interessantíssimo, em conjunto com outras localidades, como Cartagena e San Andrés, pode formar uma viagem inesquecível. E se você gosta de comer bem, a capital colombiana é também uma excelente opção. Pensando na América do Sul, não chega ao patamar da imbatível Lima, mas até nisso eles dão um jeitinho. A quantidade de restaurantes peruanos - inclusive Astrid y Gastón e La Mar, ambos do superchef Gastón Acúrio - surpreende. Mas claro que há destacados restaurantes típicos, além de internacionais de qualidade superior. E o melhor: com ótimos preços. Para uma refeição do mesmo nível dos principais restaurantes de São Paulo, paga-se a metade. Só não é mais barato que táxi. Para atravessar Bogotá de ponta a ponta, basta desembolsar entre 15 e 20 reais. Não raro, a conta dava entre 5 e 8 reais. Uma pechincha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, se você quer fazer uma viagem dentro do continente, quer gastar pouco e receber muito de volta, escolha Bogotá sem medo. Os passeios são muitos e a diversão é garantida. Seguro que sí!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2961370674136983659?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2961370674136983659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2961370674136983659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2961370674136983659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2961370674136983659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/05/um-grata-surpresa.html' title='Um grata surpresa'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lgQkO_9QeJU/Tb4LQRbNKVI/AAAAAAAAAZg/OPuH4W2F-k0/s72-c/Bogota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6170475090024689047</id><published>2011-04-18T18:51:00.001-07:00</published><updated>2011-04-18T18:57:06.434-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Rock na veia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hNfUPAm4EVQ/Tazr69RzXWI/AAAAAAAAAZY/83HBpe0MBkQ/s1600/keith-richards.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hNfUPAm4EVQ/Tazr69RzXWI/AAAAAAAAAZY/83HBpe0MBkQ/s200/keith-richards.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597107835028856162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A safra das biografias musicais é das melhores. Claro, ainda teremos que conviver com bombas como o livro sobre a vida de Justin Bieber - cujo resumo caberia numa (medíocre) redação do Ensino Médio, mas há opções interessantíssimas para quem gosta da boa música. No Brasil, o destaque é o verborragico Lobão, que em alguns momentos é o chato de plantão, mas certamente tem muita história para contar. No exterior, tem Keith Richards, Ozzy Osbourne e Patti Smith. Todos sobreviventes do rock, verdadeiras lendas. O primeiro da fila de leitura foi Keith Richards. A autobiografia "Vida", elaborada com o apoio do escritor James Fox, é um divertido extrato de uma das trajetórias mais loucas do rock. Ao contrário do que se imagina, Keith lembra sim de muita coisa. Quando não se lembra, põe amigos e parentes para falar por ele, num recurso que dá dinâmica à narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keith é a figura mais interessante dos Stones. É um daqueles rockstars que personifica o rock'n'roll como deve ser: sujo, sacana e intenso. Não dava para esperar uma biografia limpinha desse rockstar. "Vida" é verdadeira e recheada de drogas, mulheres e de opiniões pouco convencionais. Carregada de ironia, tem passagens hilárias, observações inéditas sobre alguns dos astros que transitaram ao redor do guitarrista e trechos sobre a música dos Stones e a maneira de Keith tocar. Algumas (poucas) passagens exageram no tom técnico, nada que atrapalhe a narrativa fluída e envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, a louca ciranda das drogas está no centro das atenções. Ele narra o seu movimento inicial, o mergulho no mundo dos ácidos e cocaína até chegar na temida heroína. Mesmo não fazendo apologia às drogas, Keith desenvolve quase um manual de uso, classificando o melhor tipo de heroína, o que se deve evitar ao tomar a droga e qual a sensação ao experimentá-la. Não tem receio de contar os detalhes mais tenebrosos, o que incluir a agoniante descrição das crises de absistência. Em uma passagem, ele chega a dizer que é melhor ter a perna explodida numa trincheira ou morrer de fome do que passar por uma crise desse tipo. E assusta ao dizer que sua ex-mulher Anita Pallenberg conseguia ser pior que ele - o que, diga-se de passagem, levou a separação dos dois. Ele chega a dizer que tinha medo de Anita e se escondia com o filho Marlon até ela se acalmar. "Anita era como Hitler, ela queria que tudo desmoronasse junto com ela. Por mim eu ainda estaria com ela! Mas Anita jogou tudo fora. Ela agora esta bem, Tornou-se uma avó maravilhosa", completa Keith.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo nenhum santinho, Keith largou a heroína há mais de 30 anos. Não sem antes colocar a vida em risco nas mais diversas situações e ser preso durante algumas outras. Na pior fase, ficou nove dias sem dormir e levou o filho de sete anos para uma louca turnê dos Stones, colocando o menino para ser babá dele. Sempre na estrada, entupido de drogas e com os tiras no encalço. Mas não é só de loucuras que Keith fala. Em alguns momentos, ele deixa aflorar uma rara sensibilidade. Defende o amor mais responsável e diz que nunca gostou das transas loucas com groupies. Ele gostava mesmo era das "groupies enfermeiras", aquelas que só tomavam conta dele. Não dá para negar que essa figura romântica não combina tanto com Keith, mas ele até que convence o leitor no discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos momentos mais emocionantes do livro, Keith fala da morte do filho, Tara, de 2 meses. Ele não se perdoa por ter saído em turnê e deixado o filho recém-nascido para trás. Foi um mal súbito, mas Keith afirma que "agora existe um espaço permanentemente gelado dentro de mim (...) Hoje em dia isso me atinge aproximadamente uma vez por semana". Morte, aliás, é um assunto recorrente no livro. Muitos amigos de Keith se foram, boa parte deles por conta das drogas. Ele fala com carinho de Gram Parsons, James Belushi (segundo ele, uma experiência extrema até para os padrões dele) e Ian Stewart. A morte deste último, que recebe de Keith o crédito como o cara que fez os Stones de fato surgir, foi o maior golpe para Keith, só perdendo para a morte do seu próprio filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fala de amizade, Keith faz questão de dar crédito aos que mais o influenciaram, conta histórias divertidas de seus amigos menos conhecidos e foca naqueles que foram os companheiros dos Stones. Além do já citado Ian Stewart, ele tece os mais justos elogios a Charlie Watts, Ron Wood (que foi levado aos Stones por Keith) e Mick Taylor. Brian Jones aparece mais como uma figura asquerosa, que maltratava os amigos e a namorada Anita Pallenberg. Ela mesma, que depois foi roubada por Keith, num gesto pouco nobre. Claro que Keith relativiza os defeitos de Brian e mostra alguma afetividade, mas a imagem final não é nem um pouco favorável. Quando se trata de Mick Jagger, o buraco é mais embaixo. Num típico morde e assopra, Keith coloca o amigo-irmão nos céus, para em seguida derrubá-lo com os mais terríveis xingamentos. A relação dos dois piorou drasticamente quando Keith largou as drogas e resolveu se envolver mais detalhadamente nos negócios da banda. Nesse ponto, Jagger já se achava o dono dos Stones e estava cada vez mais distante. Vestindo a carapuça de superstar, o vocalista se envolveu com a alta sociedade, passou a exigir algo mais que os outros integrantes e deixou as amizades em segundo plano. Aborrecido, Keith afirma: "Deve ter uns 20 anos que não vou no camarim dele. Às vezes sinto falta do meu amigo. Onde diabos ele foi? Se a merda voar no ventilador, ele estara lá. Mas Mick com o passar dos anos foi se isolando mais e mais". Os piores momentos ocorreram quando Mick Jagger resolveu se dedicar a carreira solo, culminando com a decisão de não sair em turnê com os Stones em 1985. Bradando por todos os cantos que os Stones era uma pedra amarrada ao pescoço dele, Jagger se indispôs com toda a banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vida" é, pois, um livro humano, longe do politicamente correto, que conta com sagacidade a trajetória dos Rolling Stones, em particular desse inusitado rockstar, desde o nascimento até os dias de hoje. Obrigatório para quem curte o bom e velho rock´n´roll e mais ainda para quem é fã desta que é uma das maiores bandas da história. Ao final da leitura, uma das impressões que fica é que todos os roqueiros da atualidade são animadores de festinha de criança. E que poucos podem com o velho Keith Richards.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6170475090024689047?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6170475090024689047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6170475090024689047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6170475090024689047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6170475090024689047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/04/rock-na-veia.html' title='Rock na veia'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hNfUPAm4EVQ/Tazr69RzXWI/AAAAAAAAAZY/83HBpe0MBkQ/s72-c/keith-richards.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6938979676100006432</id><published>2011-04-06T05:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T05:20:29.102-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Os vários estágios do rock</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S-Jzues1iak/TZxZqxzEwkI/AAAAAAAAAZI/sdT0lYrRc0I/s1600/the_national.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-S-Jzues1iak/TZxZqxzEwkI/AAAAAAAAAZI/sdT0lYrRc0I/s320/the_national.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592443428744249922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem lê esse blog com certa assiduidade, já entendeu que eu sou viciado em shows. Assim como 2010, 2011 caminha em passos largos para ser preenchido com pelo menos três dezenas de shows internacionais para o currículo. São Paulo ferve e a cada semana alguma atração gringa bate por aqui. Já me arrependi de ter perdido alguns dos shows, com maior destaque para Ozzy Osbourne. Dormi no ponto, perdi a chance. Já tive a oportunidade de assistir esse ano a shows de artistas nos mais diversos estágios de carreira. Primeiro foi Amy Winehouse, que ainda não conseguiu sair do inferno astral, lambe os beiços da decadência, mas ainda oferece lampejos de genialidade. Na mesma noite, Mayer Hawthorne, sem qualquer obrigação de estrela, fez show leve e divertido. No meio das duas atrações, a jovem Janelle Monáe se desdobrou no palco para agradar a todos. Mas como estreante ansiosa, foi muito boa em alguns momentos e meio "over" em outros. A impressão clara é que após lançar o segundo disco, ela poderá equilibrar com mais clareza o seu repertório. Talento, ela tem de sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os shows que surpreendem. Nesse quesito, esse ano, quem brilhou foi Kate Nash. Ganhar ingresso para show já lhe deixa com a maior boa vontade em relação ao artista, mas Kate foi além. Deu nova vida às suas já ótimas músicas, colocando sujeira nos arranjos e portando-se como uma rock star. Em alguns momentos, tive a nítica sensação de estar assistindo ao Breeders ou Sonic Youth. Grata surpresa. Infelizmente, também existem os shows de despedida. E algumas despedidas acontecem no auge da carreira, como foi o caso do LCD Soundsystem. Com a casa lotada, James Murphy e sua trupe mostraram porque sempre estão na lista dos mais criativos da música atual. Rock com generosas pinceladas de eletrônica, numa música que não lhe deixa parado e tem mensagem relevante. Mas antes que a banda começasse a se repetir, eles resolveram encerrar as atividades. Bom, pelo menos passaram no Brasil antes disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos sete dias, pude assistir a dois shows de bandas praticamente opostas, pelo menos quando analisamos o momento da carreira. Primeiro foi o The Drums, com seus garotões no palco e sua música urgente e imperfeita. Jovens, ainda inexperientes e com apenas um disco nas costas, fizeram um show vibrante, acompanhados pelo público também jovem e cheio de estilo. O som igualmente imperfeito do Estúdio Emme prejudicou um pouco a performance, mas só colaborou para a sensação de estar assistindo a uma banda no seu desabrochar. O lugar pequeno e apertado fechavam o cenário. Era como estar numa pequena casa de show norte-americana, vendo a estréia de uma futura (quem sabe?) grande banda do rock. Exatos cinco dias depois, o clima era outro. Um público mais velho e menos afeito às tendências da moda, assitiu ao rock adulto do The National (foto). Plenamente cientes da qualidade da sua música, os americanos fizeram um show maduro, carregando na bagagem os bem mais pesados (e complexos) cinco discos. E não se engane: não é rock cabeça ou chato. É rock direto, sem firulas, com alguma melancolia e instrumentistas da melhor qualidade, que nem por isso exageram nos arroubos virtuosos. O público teoricamente mais quadradinho, se entregou de bandeja para a banda, numa troca de energia que dá sentido a qualquer show de rock. Para prosseguir nessa maratona musical, já aguardo ansioso o próximo sábado (09/04). Vem aí U2, junto a luxuosa companhia do Muse. E olhe que ainda estamos em abril...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6938979676100006432?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6938979676100006432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6938979676100006432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6938979676100006432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6938979676100006432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/04/os-varios-estagios-do-rock.html' title='Os vários estágios do rock'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-S-Jzues1iak/TZxZqxzEwkI/AAAAAAAAAZI/sdT0lYrRc0I/s72-c/the_national.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3500394847612101311</id><published>2011-03-26T09:07:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T10:07:34.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Quem quer dinheiro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EiPJyA_NeOM/TY4PhvIwcxI/AAAAAAAAAY4/y1xtFvnn7oY/s1600/Bethania.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EiPJyA_NeOM/TY4PhvIwcxI/AAAAAAAAAY4/y1xtFvnn7oY/s320/Bethania.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588421259876659986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quem passou as últimas semanas em Plutão ou vive uma vida completamente offline não ouviu falar da grande confusão em que Maria Bethânia, possivelmente a melhor cantora viva do Brasil, se meteu. Ela pediu autorização do Ministério da Cultura (Minc) para captar R$ 1,3 milhão, via Lei Rouanet, para um blog de vídeos de poesia, gravados pelo cineasta Andrucha Waddington. Com a autorização, sua equipe pode bater na porta das empresas em busca da verba, que sai como isenção fiscal para os patrocinadores. Em última instância, é sim dinheiro público. O burburinho no Twitter, Facebook e outras redes sociais foi imenso. Imagino que a artista de Santo Amaro nem circula pelas redes sociais, mas certamente foi informada por seus assessores de toda a repercussão. Aliás, as grandes divas da música da Bahia não estão indo muito bem com a tecnologia, vide a discussão sem fim que Gal Costa teve com fãs (ou não) pelo Twitter. Ela foi inventar de fazer gozação com a preguiça de seu povo e acabou ouvindo poucas e boas. Porque é aquela história, a gente pode falar mal de nós mesmos, mas somente entre nós. Não pode divulgar por aí para todo mundo ver! Resultado: Gal fechou a conta no Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a irmã de Caê, não há como negar que o pedido de Bethânia foi legítimo. Ela utilizou artifícios que estão acessíveis a todos para um projeto. Não burlou a lei, nem se utilizou de brechas duvidosas para conseguir autorização do Minc. Mas, como disse anteriormente, em última instância é dinheiro que deixa de ir aos cofres públicos. Só que se alguém quer reclamar disso, que discuta a lei. Ao que me consta, não foi Bethânia que criou! O projeto, importante dizer, é bem mais que um blog: é um site de vídeos produzidos por um dos principais cineastas brasileiros. É caro? Creio que sim, mas também não poderia ser baratíssimo como alguns alegam. Afirmações bobas como "eu faço um blog de graça" não ajudam em nada na discussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que precisamos analisar é o que tem aí de correto e de justo. Ok, está correto, mas é justo Bethânia dispor de todo esse dinheiro quando artistas menos conhecidos e influentes nada conseguem? Será que Bethânia não conseguiria patrocínios sem precisar recorrer às leis de incentivos fiscais? Muitas empresas fazem isso. Ao que parece, Bethânia está mal assessorada. Ela já foi bastante criticada tempos atrás por usar artifício semelhante. Acabou recuando. Agora, volta e tenta emplacar um projeto ainda mais polêmico. Se quem cuida da imagem dela fosse um pouco mais profissional, ia ver que uma condução desastrosa desse jeito colocaria Bethânia na berlinda. E também constataria que os estragos para a imagem da cantora custam bem mais que esse 1,3 milhão. Hoje em dia, qualquer polêmica vira fagulha na Internet e os nossos grandes artistas ficam a mercê da gozação e execração coletiva. Por sinal, bom esclarecer, adoro Bethânia. Mas nessa aí, ela pisou na bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3500394847612101311?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3500394847612101311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3500394847612101311&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3500394847612101311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3500394847612101311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/03/quem-quer-dinheiro.html' title='Quem quer dinheiro?'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EiPJyA_NeOM/TY4PhvIwcxI/AAAAAAAAAY4/y1xtFvnn7oY/s72-c/Bethania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-5434579192492361284</id><published>2011-02-27T12:13:00.001-08:00</published><updated>2011-02-27T12:18:48.255-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>O lamento do fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U4WxfwUIZ0E/TWqwgDCeQ4I/AAAAAAAAAYs/0nsIeRFf33w/s1600/lcd.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-U4WxfwUIZ0E/TWqwgDCeQ4I/AAAAAAAAAYs/0nsIeRFf33w/s320/lcd.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578465153069761410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto temos que ficar ouvindo baboseiras sem tamanho sobre a nova banda de Liam Gallagher (who cares?) e histeria só porque o Strokes lancou disco novo, algumas das bandas mais bacanas do planeta encerram as atividades. Primeiro foi a White Stripes, cuja música marcou um bom tempo da minha juventude. Amparada no talento genial de Jack White e trazendo uma baterista que mais fazia charminho que qualquer coisa, o White Stripes só lançou discos bons e fez shows marcantes no Brasil. Só tive oportunidade de ir a um, no Tim Festival de 2003. O consolo é que Jack White ainda está envolvido com dois ótimos projetos, o Racounters e o Dead Weather. Virtuoso e sujo na sua guitarra, já está na hora de Jack voltar ao Brasil. E não será surpreendente se ele montar um terceiro projeto para substituir o White Stripes. Workaholic por natureza, tem criatividade suficiente para administrar três projetos com propostas e sonoridades distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra grande perda foi o encerramento das atividades do LCD Soundsystem. Anunciada desde que o terceiro disco foi lançado, ainda existia uma ponta de esperança que fosse apenas lorota de seu líder, James Murphy. Esperto, ele termina um projeto na auge da forma, provavelmente pensando em montar uma outra banda. Acaba o LCD sem resquícios de brigas, sem indício de perda de qualidade e com a certeza que deixará saudade em muitos fãs. Com seu rock encharcado de eletrônica, o LCD Soundsystem foi um dos grupos mais criativos dos anos 2000 e liderou um movimento que tem ainda outros expoentes como Hot Chip e Caribou. Para este que vos fala, ficou o privilégio de vê-los pela segunda vez ao vivo (a primeira foi no Skol Beats, em 2006), em São Paulo. Um dos últimos shows da banda, que agora faz uma temporada de despedida em Nova Iorque. Amparado por uma banda da melhor qualidade, James Murphy fez a platéia da Warehouse se balançar por todo o tempo, com uma música vibrante, performance matadora e repertório equilibrado - um greatest hits dos três discos. Com uma cara de nerd que tenta em vão esconder a sua genialidade como músico, James Murphy é a cara da música contemporânea. Só espero que não passe muito tempo nas suas merecidas férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-5434579192492361284?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/5434579192492361284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=5434579192492361284&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5434579192492361284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5434579192492361284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/02/o-lamento-do-fim.html' title='O lamento do fim'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-U4WxfwUIZ0E/TWqwgDCeQ4I/AAAAAAAAAYs/0nsIeRFf33w/s72-c/lcd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2590156252642930835</id><published>2011-02-16T15:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T15:11:45.302-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>A arte de servir bem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VMmTcB9ZOAs/TVxZYMb8XVI/AAAAAAAAAYk/N46uHWAm3i8/s1600/Chilafoto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VMmTcB9ZOAs/TVxZYMb8XVI/AAAAAAAAAYk/N46uHWAm3i8/s320/Chilafoto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574428710967991634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já gostava muito de comer em restaurantes, mas a minha mudança para São Paulo só potencializou esse costume. Aqui não tenho a comidinha caseira da mamãe e a oferta é tentadora demais. Mantenho uma lista com dezenas de restaurantes a visitar, na realidade apenas um extrato de todos que queria conhecer. Afinal, é impossível visitarr tudo: primeiro porque é caro, segundo porque toda semana aparecem novidades. Isso fora o fato de que algumas ótimas casas não chegam à fama; só garimpando mesmo para descobrir. Parcimônia nesse caso é ótimo para o bolso e para o peso. Todo cuidado é pouco para não engordar e empobrecer nesse mundo de delícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aqui em São Paulo eu descobri alguns dos meus restaurantes favoritos, também tive algumas experiências maravilhosas no exterior. No topo da lista está o Peru, país com culinária cheia de personalidade e invariavelmente boa. Tem que pesquisar muito para comer mal em Lima. Portugal, Espanha, New Orleans... Comi bem em todos esses lugares e em muitos outros. Mas foi em um restaurante de Buenos Aires que tive uma das melhores experiências gastronômicas. Situado em um dos bairros mais turísticos da cidade, Puerto Madero, o restaurante Chila é um exemplo de programa completo. Serviço impecável, recheado de gentilezas; ótima comida; ambiente refinado, com bela vista; e preço justíssimo, quando comparado aos valores exagerados praticados em São Paulo. Não à toa, foi escolhido como o melhor restaurante argentino de 2008 e sua chef, Maria Soledad Nardelli, conquistou em 2010 o prêmio "Chef del Futuro", entregue em Paris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz do Chila um restaurante tão especial? Para começar, parece que você é atendido não por um garçom comum, mas sim por um dos donos da casa. A sensação é que fecharam o restaurante para você e o dono se dispõe a explicar detalhadamente tudo que você quer saber, dando 100% de atenção. A segurança, fluidez e simpatia dos atendentes parecem inspirados em um três estrelas do Michelin (não, nunca fui a um mega estrelado do Michelin, isso é tudo suposição). O tratamento é tão vip que todos os clientes recebem "brindes" especiais da chef. Na minha vez, recebi uma entrada, um espumante gentilmente oferecido para acompanhar as ostras que pedi como aperitivo e uma sobremesa. Isso fora a bandeja com vários chocolates espetaculares que vêm junto com o café. Tudo elaborado com esmero, assim como os pães feitos no próprio restaurante e os pratos muito bem apresentados e deliciosos. Comida contemporânea da melhor qualidade. E melhor: bem servido. Não estou falando de prato de peão, não me entendam mal, mas simplesmente não admito pagar caro e sair com fome. Isso para mim não é elegância, mas sim metidez ao extremo. Comer bem e ficar satisfeito, quer algo melhor? Outro ponto a favor do Chila é que os garçons têm opinião para tudo. Não se metem se não são chamados, mas aconselham os clientes com precisão se indagados. Está em dúvida entre dois pratos? O seu chef particular vai opinar com argumentos diretos, quase técnicos, que você interpreta de acordo com os seus desejos. Feito na medida para parecer exclusivo. Não tenho dúvida que na minha próxima ida a Buenos Aires, o Chila será parada obrigatória!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2590156252642930835?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2590156252642930835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2590156252642930835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2590156252642930835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2590156252642930835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/02/arte-de-servir-bem.html' title='A arte de servir bem'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VMmTcB9ZOAs/TVxZYMb8XVI/AAAAAAAAAYk/N46uHWAm3i8/s72-c/Chilafoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1278607617781311846</id><published>2011-02-09T13:38:00.001-08:00</published><updated>2011-02-09T13:52:45.243-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Casarão de memórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TVMLwTlD_YI/AAAAAAAAAYc/jfm38HM8QeU/s1600/DSC00793.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TVMLwTlD_YI/AAAAAAAAAYc/jfm38HM8QeU/s320/DSC00793.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571810088504786306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morar fora da cidade natal, faz com que a pessoa precise se desgarrar mais das coisas materiais e não deixar a melancolia bater. Sei que isso vale para todos, em maior ou menor intensidade, mas creio que morando longe de casa, soma-se a isso a sensação de impotência. Por todos os anos de minha infância e adolescência, Portão foi a minha referência de refúgio, de casa para curtir a família e de festas inesquecíveis. Sinônimo de lazer, junto com a Praia do Forte (que jé foi motivo de post por aqui). Agora o sítio (antes fazenda) está com os dias contados. Acabando o mês de março, não pertence mais a Família Bala. A quantidade exorbitante de condomínios que surgiram na região tiraram a paz de Portão, local que íamos para descansar ou para celebrar sem correr riscos. Virou cidade, acabou a privacidade e até mesmo a segurança. A modernidade chegou; não houve escolha. Assim vai embora uma das minhas últimas referências palpáveis da infância. Um dos últimos locais onde podia ir e lembrar de situações da minha mais tenra idade. Cada pequeno espaço daquela casa centenária é recordação de um momento. Ali cresci e aprendi a valorizar o que há de mais importante na vida: a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa agregadora, com nove grandes quartos, próxima de Salvador, Portão era a sede de uma fazenda que eu não conheci. Não há dúvida que marcou todos os Balas, além de muitos dos amigos que ali estiveram. Casa que viu muitos casamentos (de tios queridos, primos e meu irmão), minha formatura, despedidas e boas-vindas dos meus intercâmbios, inúmeros aniversários, festas de São João e uma festa aberta ao público que deixou marca na história de Salvador. Sem exagero. A Festinha em Quadrinhos durou uma década, reuniu até 2 mil pessoas por noite e ainda hoje é lembrada. Para mim, era ainda mais especial, pois lá chegava bem antes da festa oficial começar e só ia embora muitas horas depois, tendo o privilégio de dormir no casarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas morando em outra cidade, tenho mesmo é que me conformar. Afinal, nas minhas idas a Salvador, o tempo é curto e as idas a Portão se tornaram praticamente impraticáveis. Acabariam se tornando esporádicas, de qualquer modo. Porém seria bom saber que Portão está logo ali, não? Vão restar as lembranças boas. A saudade dos parentes que se foram e que aproveitaram longas temporadas no casarão; os lautos almoços precedidos por intermináveis tira-gostos e sucedidos pela soneca de muitos; os empilhados engradados de cerveja, que marcaram minha entrada no mundo etílico; as dormidas nos quartos das crianças; os longos banhos de piscina; a sala de televisão recheada de conversas e mais alguns cochilos. Fica tudo isso guardado na memória e registrado em inúmeras fotos que certamente verão algumas lágrimas caírem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1278607617781311846?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1278607617781311846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1278607617781311846&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1278607617781311846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1278607617781311846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/02/casarao-de-memorias.html' title='Casarão de memórias'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TVMLwTlD_YI/AAAAAAAAAYc/jfm38HM8QeU/s72-c/DSC00793.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-202276969716505982</id><published>2011-01-17T14:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T14:51:13.350-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>A errante Amy</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TTTHxnkK0GI/AAAAAAAAAYQ/G6s8bJ5MfZE/s1600/amy%2Bwinehouse.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 304px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TTTHxnkK0GI/AAAAAAAAAYQ/G6s8bJ5MfZE/s320/amy%2Bwinehouse.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563291094957609058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amy Winehouse passou como um furacão pelo Brasil. Um furacão de grau não tão destruidor na escala Ritcher, pois metade dos escândalos esperados não ocorreu. A garota inglesa fez todos os shows, atrasou pouco e não foi recolhida bêbada na sarjeta. Ávida por um tropeço mais sério da cantora, a imprensa brasileira acompanhou cada passo. No hotel, conseguiu imagens de Amy pagando peitinho, cambaleando na beira da piscina e notícias sobre um suposto quebra-quebra na suíte do Hotel Santa Tereza, além de uma briga com um fã que a importunava há dias na porta do seu retiro (Amy pouco saiu do hotel, sábia decisão para fugir de confusão). Show a show, até o último realizado no sábado passado, os jornalistas dos jornais e sites de notícias brasileiros mais criticaram do que elogiaram a moça. E as manchetes se repetiam: "Amy esqueçe as letras", "Amy cai no chão", "Amy sai do palco e deixa público apreensivo", e por aí vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que foi tão desastroso assim? Acompanhei a cobertura, em geral, pouco criativa da imprensa e vi vídeos de todos os shows pelo Brasil. Em São Paulo, estive lá, firme e forte, na frente do palco do Summer Soul Festival. Meu veredicto: se não foi genial, Amy Winehouse ainda assim superou minhas expectativas e mostrou que é de fato uma ótima cantora. Não é animada, não traz o dom de comandar um público de 30 mil pessoas e é nitidamente tímida e desajeitada. Mas tem uma linda e original voz, além de boa canções. Cantou por pouco mais de 1 hora e deu espaço para um dos vocalistas de apoio tomar a dianteira em duas músicas, dois assuntos que estavam no cerne de muitas críticas. Só esqueceram de pesquisar um pouco e perceber que os shows dela sempre tiveram esses dois artifícios, ninguém foi enganado. Se alguém queria ver um show de três horas, com pirotecnia e seguidos "I love you Brazil", deveria ter escolhido algum outro artista. Essa não foi - e arrisco, nunca será - uma caracterítica de Amy. Ela entregou o suficiente para uma noite de boa música, completada por duas outras boas atrações internacionais: Mayer Hawthorne e Janelle Monae. A experiência de vê-los ao vivo, é bem verdade, foi prejudicada por alguns fatores. Se fosse num teatro, certamente seria melhor aproveitado; se a produção prestasse, as pessoas não teriam problemas com bebida, estacionamento, telões e comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após todos os problemas que Amy Winehouse teve, colocando em dúvida inclusive se ela ia sobreviver por muito tempo com comportamento tão autodestrutivo, não posso deixar de dizer que fiquei feliz em ver Amy tentando superar seus traumas. Ela já está bem melhor do que esteve e a tendência é que melhore gradativamente. O fato dos brasileiros terem tido a oportunidade de acompanhar a volta de uma artista que é uma das mais admiradas do mundo em primeira mão, é um privilégio. Triste mesmo é ver parte do público agindo como se tivessem num circo. Muitos queriam era vê-la caindo de bêbada, trocando as letras e abandonando o show no meio. Pouco preocupados com a música, observavam mesmo era cada gesto suspeito, vibrando a cada gole - seja lá o que Amy estivesse bebendo. Talvez esse público tenha ficado decepcionado ao vê-la feliz. Bom, da próxima vez, vão alimentar os macacos e deixe o show para quem gosta da boa música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-202276969716505982?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/202276969716505982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=202276969716505982&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/202276969716505982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/202276969716505982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/01/errante-amy.html' title='A errante Amy'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TTTHxnkK0GI/AAAAAAAAAYQ/G6s8bJ5MfZE/s72-c/amy%2Bwinehouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-5324956658994028972</id><published>2011-01-10T14:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T14:26:02.006-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Prazeres de viajante</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TSuHTBSQNqI/AAAAAAAAAYI/Z5SRyHKSkCg/s1600/Mala%2Bviagem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 309px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TSuHTBSQNqI/AAAAAAAAAYI/Z5SRyHKSkCg/s320/Mala%2Bviagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560686925751269026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lê esse blog com alguma assiduidade ou me conhece de outros Carnavais, sabe que entre as coisas que mais gosto estão a música e o cinema. Não à toa, trabalhei por quatro anos com cultura, entrevistando alguns dos meus ídolos, abrindo a cabeça para coisas diferentes, vendo filme e lendo livros com um olhar mais crítico. Tempos bons, mas que hoje equivalem mais a hobby que labuta. Mas se tem outra coisa que adoro fazer - e esse blog é testemunho disso - é viajar. Seja a trabalho ou a lazer, viajar é uma das coisas mais prazerosas que existem. Conhecer novos lugares, retornar a cidades e países que gostamos. Na minha vida profissional, tive a oportunidade de conhecer países bem diferentes, desde Cuba a Angola, passando pela Líbia, Peru, República Dominicana e muitos outros. Nos dois intercâmbios que fiz - o primeiro nos Estados Unidos e o segundo dividido entre Espanha e Portugal - pude mergulhar nessas culturas e viver como nativo em cidades bem distintas - Saint Joseph (Missouri), Santiago de Compostela e Coimbra. Cresci muito em cada uma dessas experiências e se fosse psicólogo receitaria esse artifício para qualquer crise: viaje, seja sozinho ou acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa experiência completa que é viajar, duas questões que muitas vezes são os calcanhares de Aquiles de quem não gosta tanto de viajar, estão entre as minhas favoritas: avião e hotel. Adoro voar, me sinto completamente à vontade dentro de uma aeronave. Com ou sem turbulência (claro, das mais leves), aproveito o tempo teoricamente ocioso para fazer algumas das coisas que mais gosto: ler um bom livro, adiantar a pilha de revistas, ver um filme, escutar música e até mesmo dormir. Agradeço por não ter qualquer medo de avião, afinal viajar se tornou uma rotina no meu trabalho. Se tem uma parte ruim nessa história toda é aeroporto. Não é prazer chegar muito tempo antes, pegar longas filas, trocas de portão e atrasos. Pelo menos no Brasil, essa é a tônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o hotel é apontado como culpado por muitas pessoas que não gostam de dormir em lugares novos e que culpam a impessoalidade de um quarto pelo desprazer de visitar outras regiões. Para mim é justamente o contrário. Dormir em lugares diferentes pode trazer novas sensações e, como eu durmo bem em qualquer canto, uma noite em hotel pode ser bem prazerosa. Podem me chamar de louco, mas adoro a sensação de abrir a porta de um hotel e conhecer um novo quarto. Mexer em cada canto e descobrir pequenas bobagens que não agregam tanto a estadia, mas, bem, são novidades. Por isso, quando posso escolher, o hotel vira sim prioridade. Não acredito na teoria "só vou ao hotel para dormir e tomar banho", até porque dormir com prazer é parte imprescindível numa viagem. E por mais que se passe pouco tempo no hotel, cada minuto agrega positivamente (ou não, afinal nem sempre nos deparamos com a melhor estadia). Quem pode reclamar de uma boa cama, ar condicionado no ponto certo, banheiro confortável e serviço de quarto? Gosto de ser paparicado, ora pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto não é exclusivo de viagem, mas agrega bastante em cada uma delas: restaurantes. Um bom almoço ou jantar é também uma experiência completa, inclusive para desbravar uma cultura diferente. Só que em São Paulo isso também entra no meu hall de programas prediletos. Aliás, com a oferta que a Paulicéia oferece, tenho que manter listas e mais listas de restaurantes a visitar. Pena que o Brasil seja um dos países mais caros em termos de bons restaurantes. Por incrível que pareça, jantar em um excelente restaurante europeu sai mais em conta que nos tops de São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente. Sendo assim, em uma viagem, seja para uma praia vizinha, seja para a Argentina, a visita a um bom restaurante tem o seu lugar. Bon appétit e boa viagem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-5324956658994028972?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/5324956658994028972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=5324956658994028972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5324956658994028972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5324956658994028972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2011/01/prazeres-de-viajante.html' title='Prazeres de viajante'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TSuHTBSQNqI/AAAAAAAAAYI/Z5SRyHKSkCg/s72-c/Mala%2Bviagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6232205152004733544</id><published>2010-12-26T09:35:00.001-08:00</published><updated>2010-12-26T17:29:14.546-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Um ano de saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TRd9VAZujVI/AAAAAAAAAYA/miXHbed9bSg/s1600/MAMAE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TRd9VAZujVI/AAAAAAAAAYA/miXHbed9bSg/s320/MAMAE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555046465223429458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia 31, minha avó materna completa um ano de falecida. Deu um jeito de ir embora justamente no último dia do ano, quando todos os filhos e muitos dos netos estavam em Salvador. Até hoje não sai de minha cabeça uma das cenas mais tristes - porém de uma beleza indescritível - que presenciei: pelo menos uns 30 dos seus descendentes, ao seu redor, ouvindo seu último suspiro. Do jeito que ela queria, em casa, com a família unida. Fechou assim um ano triste em que dois dos seus genros já tinham ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a falta que ela faz é inestimável, não há como negar que viveu os seus 97 anos com intensidade única. Verdadeira matrona, quase uma Corleone de saias, minha avó sempre foi o eixo central de uma grande família - com 10 filhos, quase 30 netos e outro generoso punhado de bisnetos. São muitas as histórias protagonizados por ela, que carregava como marcas registradas a personalidade forte, a dedicação extrema aos seus entes queridos e o poder de hipnotizar todos a sua volta. Com voz forte até seus derradeiros anos, queria saber de tudo e de todos, vibrava com as conquistas e sabia dar as broncas necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casou tarde e teve o primeiro filho apenas aos 27 anos, numa época em que com essa idade ficava-se era para a titia. E era solteira por escolha, costumava dizer que meu avô muito insistiu para que ela casasse. Com os primeiros dois filhos, uma garota e um garoto, deu por encerrada a conta, sem imaginar que outros oito viriam pela frente. O destino fez com que ela aceitasse a posição de líder de uma grande família, o seu verdadeiro dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma coisa era capaz de tirar minha avó do sério. Uma história da juventude, que fugiu ao seu controle e era assunto tabu. Ela foi escolhida como a primeira Miss Bahia, em uma eleição que antigamente era feita pelo maior jornal da cidade, sem candidatura prévia. Sem saída, foi praticamente obrigada a aceitar o posto e ainda teve que desfilar em carro aberto no Rio de Janeiro, no concurso de Miss Brasil. A beleza se manteve até os seus últimos dias, assim como a má vontade em falar do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo na memória felizes encontros de domingo em sua casa, quando os filhos e netos se reuniam para homenageá-la. Dia de muita conversa, comes e bebes, a confusão básica de uma família que sempre soube viver bem. Ao menor atraso de algum dos seus filhos, lá estava ela puxando a orelha. Os eventuais almoços nos dias de semana, com a sopa de massinha, a comida italiana e o sorvete caseiro para encerrar, deixam saudade. E as temporadas no sítio Portão, casarão antigo que muitas festas presenciou e que perdeu muito do sentido com a passagem de minha avó. Entre as muitas cenas em Portão, uma era clássica: ao pedir uma caipiroska para relaxar, tinha a sua bebida favorita intercedida pelas filhas, que pediam para colocarem um pouco menos de álcool. Não se dava por vencida, e devolvia a bebida dizendo: "Essa está muito inocente, façam o favor de me trazer outra!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse final de ano, minha avó já fez muita falta no Natal, quando seus netos - marmanjos ou não - se reuniam para cantar no clássico coral. Certamente, estava de olho na festa de onde quer que ela esteja. E feliz, por ver a família reunida, como ela sempre quis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6232205152004733544?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6232205152004733544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6232205152004733544&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6232205152004733544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6232205152004733544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/12/um-ano-de-saudade.html' title='Um ano de saudade'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TRd9VAZujVI/AAAAAAAAAYA/miXHbed9bSg/s72-c/MAMAE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7600258715945410946</id><published>2010-12-05T17:36:00.001-08:00</published><updated>2010-12-06T04:12:16.641-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>"A Rede Social": pode apertar o botão "curtir"!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TPw-R0DNecI/AAAAAAAAAXM/vHrxNV-V8Ck/s1600/A%2BRede%2BSocial.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TPw-R0DNecI/AAAAAAAAAXM/vHrxNV-V8Ck/s320/A%2BRede%2BSocial.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547377316764416450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;David Fincher é um dos meus diretores favoritos. "Seven - Os Sete Pecados Capitais", "O Clube da Luta", "Zodíaco", "O Curioso Caso de Benjamin Button"... Todos ótimos filmes que trazem a marca indiscutível do seu diretor. Difícil apontar um filme de Fincher que ao menos não mexa com seu público. O mais recente deles é "A Rede Social", que chegou aos cinemas brasileiros com status de favorito a várias indicações ao Oscar. Tendo a criação e trajetória do Facebook, rede social mais popular do planeta, como mote, o filme  poderia ter usado recursos tecnológicos para contar a história. Mas não, preferiu se amparar na história incrível e na força de seus atores. Decisão acertada, pois é o drama humano que vale aqui. Fincher, muito esperto, optou por uma direção mais contida, sem os arroubos (justificados) de seus filmes anteriores. Mostrou que é de fato um ótimo diretor que sabe trabalhar a serviço do resultado final. E também provou que é um eficiente diretor de atores. Aqui, todos estão bem, desde o protagonista até o extenso elenco de apoio. Para completar, fez uso de uma eficiente e nervosa trilha sonora composta por Trent Reznor, homem por trás do rock industrial do Nine Inch Nails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nao fez uso de truques tecnológicos, o filme pega emprestado algo que é essencial na linguagem da Internet: a rapidez dos diálogos, determinantes para o sucesso da história. É preciso concentração para não se perder nos diálogos cortantes, a maior parte deles - naturalmente - com participação do protagonista Mark Zuckenberg, dono do Facebook muito bem representado por Jesse Eisenberg (desde já apontado como escolha certa entre os indicados a melhor ator, no Oscar). Outro que manda muito bem é Andrew Garfield (futuro Homem-Aranha), que faz o brasileiro  Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook que é passado para traz pelo "amigo". Também rápido nos diálogos, porém um degrau abaixo em qualidade na interpretação, aparece o rosto mais conhecido do elenco: Justin Timberlake. Na pele de Sean Parker, o cara que criou o Napster, ele tem papel primordial na história e é o personagem que mais traços de vilania carrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do filme, entrei numa discussão sobre se o filme prejudica a imagem do Facebook. Creio que não, pois o site virou um sucesso por conta dos internautas que o abraçaram quase que instantaneamente, espalhando-o pelo mundo. E esses internautas não vão abandonar a rede social só porque ela foi construída por cima de passos imorais. Mas não há como negar que seu fundador sai com a imagem arranhada. Tomando decisões antiéticas e sempre com um rei na barriga, Mark pode não ser um vilão clássico, mas passa longe de ser o herói que poderia. Criador da mais bacana rede social que existe e bilionário mais jovem do mundo, ele mostra ser um fraco nos princípios mais básicos. Além de antiético, é vingativo, seco e desleal. Algumas das suas escolhas mais duvidosas poderiam ser justificadas pelos maus-bocados que sempre passou. Ok, nem tão maus assim, é bem verdade: ele é apenas um nerd, que mesmo genial, nunca foi completamente aceito e passou longe de ser popular. Um esquizóide que não tem jeito nenhum com as mulheres e tem poucos amigos. Um desses que num cenário mais trágico entra numa High School e mata vários colegas e professores. Mas ele é genial. Então decide canalizar suas frustrações em uma rede social inovadora. Mesmo que para isso tenha que passar por cima de tudo e de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7600258715945410946?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7600258715945410946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7600258715945410946&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7600258715945410946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7600258715945410946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/12/rede-social-pode-apertar-o-botao-curtir.html' title='&quot;A Rede Social&quot;: pode apertar o botão &quot;curtir&quot;!'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TPw-R0DNecI/AAAAAAAAAXM/vHrxNV-V8Ck/s72-c/A%2BRede%2BSocial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3993427547627209481</id><published>2010-11-20T08:12:00.001-08:00</published><updated>2010-11-20T08:13:28.135-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>BBMP!*</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TOfzaMApULI/AAAAAAAAAXE/tHvB2bHyC8c/s1600/Bahia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 210px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TOfzaMApULI/AAAAAAAAAXE/tHvB2bHyC8c/s320/Bahia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541665497728766130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso me considerar o mais fanático dos torcedores, até porque no estado onde eu nasci, a concorrência é muito grande. Mas desde que me conheço por gente, acompanho assiduamente a trajetória do Esporte Clube Bahia, meu time do coração. O Esquadrão de Aço, um dos vários apelidos do Bahia, é uma verdadeira novela mexicana. Tudo é drama, sofrido, com eventuais explosões de alegria e algumas decepções. Estamos, ainda bem, em um momento de euforia, pois após sete anos, retornamos à Série A. Nunca na história, a torcida tricolor sofreu tanto: cinco anos de série B e mais dois vergonhosos anos na Série C maltrataram a mais fiel das torcidas brasileiras. Por isso que digo que não sou fanático. Como me comparar com os torcedores que mal ganham um salário mínimo e praticamente deixam de comer para assistir a todos os jogos do Bahia? Não é exagero, vide o exemplo do campeonato de 2007, na Série C, quando o Bahia teve média de público maior que TODOS os outros times, inclusive os da Série A e Série B. Como se não bastasse, esses fãs inseparáveis ainda tiveram que sofrer com a queda de um pedaço da arquibancada da Fonte Nova nesse mesmo ano, que resultou em mortes e no fechamento do estádio. Nada porém que abatesse completamente a torcida, que agora enche o Pituaçu em todas as rodadas. Não cabe espaço para quem quer e todos esperam ansiosamente pela reabertura da Arena Fonte Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro com carinho de alguns momentos incríveis que passei na Fonte Nova. Primeiro, com meu pai - também torcedor fiel - que primeiro me levou ao estádio. Naquela época, ver uma partida do Bahia era um programa familiar, a violência praticamente inexistia. Entre todos os jogos que vi nessa fase, um marcou pelo inusitado e não tanto pela importância do jogo. Foi um 10 a 0 (ou 10 a 1? Já não lembro) contra o Fliuminense de Feira. Na minha inocência de criança, fiquei embasbacado com a performance do time, desconsiderando a fraqueza do adversário. Com o tempo, passei a frequentar a Fonte Nova com os amigos do colégio. Foram diversos jogos memoráveis e muitos outros decepcionantes, no início da derrocada do Bahia. Um dos mais marcantes foi o 4 x 1 em cima do Flamengo, com três belos gols de Jajá. Corria o ano de 2000 e a torcida empolgada e como sempe exagerada, já vislumbrava o Bahia em Tóquio. Outro jogo inesquecível foi a final do Campeonato do Nordeste de 2001, contra o Sport. Os quase 70 mil pagantes viram o Tricolor meter 3 a 1 no rubro-negro pernambucano. A festa da torcida era tão bonita que um amigo do colégio, torcedor do Vitória que resolveu ir ao jogo só pela farra, não desgrudava os olhos da vizinha Bamor, a mais bonita torcida organizada do time. O chão balançava e a torcida não parava de gritar e cantar. Um momento que não sai da minha cabeça até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos tolerante do que os outros torcedores do Bahia, passei a ir bem menos ao estádio após a queda para a Segunda Divisão, em 2003. Menos ainda após o acidente da Fonte Nova, quando o time quase chegou ao fundo do poço. Não deixei de acompanhar os jogos, entretanto, pela televisão, rádio e internet. Desde que vim morar em São Paulo, assisti a um Bahia e Portuguesa no Canindé,  reencontrado o Esquadrão de Aço. Impressionante ver a torcida do Bahia ainda maior que a da Portuguesa, jogando na casa do adversário. Afinal, o que não falta é torcedor do tricolor baiano na Paulicéia. E são esses torcedores que prometem compor um grande público no próximo sábado, dia 27/11, no Morumbi. Partida festiva contra o Bragantino, encerrando a boa campanha que coloca o Bahia novamente na elite do futebol brasileiro. Como o baiano gosta, terá direito a show musical, exclusivo para as caravanas de torcidas organizadas e torcedores saudosos que vivem em São Paulo. Festa digna de um campeonato mundial, típica do torcedor fanático que se contenta com uma mínima alegria. Para 2011, resta rezar e torcer para o Bahia enfim entrar nos eixos. A fiel torcida merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*BBMP é a sigla da singela expressão "Bora Bahêa Minha Porra", expressão mais baiana impossível, que antes já era usada, mas com a multiplicação das redes sociais, virou febre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3993427547627209481?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3993427547627209481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3993427547627209481&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3993427547627209481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3993427547627209481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/11/bbmp.html' title='BBMP!*'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TOfzaMApULI/AAAAAAAAAXE/tHvB2bHyC8c/s72-c/Bahia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7837513206139936453</id><published>2010-11-06T07:40:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:46:57.787-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Uma continuação arrebatadora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TNVpDssN2BI/AAAAAAAAAW8/Ghx7-FDSVBY/s1600/tropa-de-elite-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TNVpDssN2BI/AAAAAAAAAW8/Ghx7-FDSVBY/s320/tropa-de-elite-2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536446829179033618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que fiquei um tanto cético quando soube que Tropa de Elite teria uma continuação. Quando um filme já nasce como uma série, geralmente as continuações têm razão de existir. Quando elas são forjadas em cima do sucesso do primeiro filme, a chance de se tornarem bombas é grande. Um dos exemplos mais emblemáticos dos últimos anos foi Matrix, que impressionou na primeira parte e só foi piorando nas duas seguintes. Tropa de Elite veio como um soco no estômago, apresentou um dos personagens mais fortes da cinematografia nacional - o Capitão Nascimento de Wagner Moura - e colocou o país inteiro em debate. A expectativa para a continuação era imensa, portanto. Confiando no discurso coerente do diretor José Padilha, comecei a imaginar que ao menos um filme à altura poderia sair dali. Qual não foi a minha surpresa quando constatei que Tropa de Elite 2 é na realidade superior ao seu antecessor. Corajoso e ousado, é um filme que convida à reflexão e prende do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira sacada de Padilha foi tirar o Bope do centro das atenções. Um filme de pura ação mostrando a atuação dos caveiras seria a solução mais fácil em busca do sucesso, porém a mais preguiçosa também. Não que o Bope não tenha um papel importante nessa sequência, porém ele aparece como parte da narrativa e é desconstruído como apenas mais uma peça do complexo esquema de corrupção que toma conta do Rio de Janeiro. Padilha, entretanto, não é bobo nem nada e fortalece ainda mais o Capitão (agora Coronel) Nascimento. Uma escolha certeira, afinal má coisa não poderia vir do excelente Wagner Moura. Elaborar um Nascimento bem mais maduro, um tanto amargurado e cansado, porém não menos implacável, deu o gás que o filme precisava. Se na primeira parte, ele dividia as atenções com o aspira interpretado por André Ramiro, aqui ele reina com maior destaque. Não deixa de ter alguns antagonistas, o mais complexo deles interpretado pelo ótimo Irhandir Santos. Ele faz o Fraga, militante dos direitos dos presos e que começa a perceber como a engenhoca dos favorecimentos rola no Rio. O interessante é que Fraga não é um vilão, está mais perto de um herói errante, mas sempre se coloca no caminho de Nascimento - na vida profissional e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes vilões dessa segunda parte não são os traficantes do Rio, mas sim as milícias que os substituem em muitas das favelas cariocas. A polícia corrupta e os políticos sem caráter se aproveitam da fragilidades dos que moram nesses rincões desfavorecidos e fazem a festa. Dinheiro fácil rola solto, currais eleitorais são formados e o banditismo muda de lado. Nascimento demora um pouco para perceber como funciona esse esquema, mas quando descobre o bicho pega. E o envolvimento direto de sua família na história o deixa ainda mais louco. Se os bordões da primeira parte não aparecem com vigor nessa continuação (ainda bem), o Tropa 2 deixa como herança uma série de cenas memoráveis como a luta de judô entre Nascimento e o filho, a saraivada de balas que o carro do Coronel recebe logo no início do filme, a surra que ele dá em um dos políticos mais asquerosos da história e um fortíssimo discurso despejado em pleno Congresso Nacional. O público, naturalmente, vem respondendo ao filme com cinemas cheios. Tropa de Elite 2 caminha para se tornar o filme brasileiro mais visto de todos os tempos, alcançando a "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que levou 10,2 milhões de pessoas às salas na década de 70. Já é o filme mais visto desde a Retomada, tomando o lugar do apenas engraçadinho "Se Eu Fosse Você 2". Um orgulho e tanto ver o cinema nacional em tão bons lençóis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7837513206139936453?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7837513206139936453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7837513206139936453&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7837513206139936453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7837513206139936453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/11/uma-continuacao-arrebatadora.html' title='Uma continuação arrebatadora'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TNVpDssN2BI/AAAAAAAAAW8/Ghx7-FDSVBY/s72-c/tropa-de-elite-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3998521723368364877</id><published>2010-10-27T18:24:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T18:29:06.586-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Fragmentos de outros tempos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TMjRUawP9tI/AAAAAAAAAW0/0D9twuqngoo/s1600/fundo_nostalgia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TMjRUawP9tI/AAAAAAAAAW0/0D9twuqngoo/s320/fundo_nostalgia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532902290933937874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses uma prima me disse que eu tenho uma alma velha. Não falou no mal sentido, ao contrário, deu um tom carinhoso à questão de que as coisas que mais gosto são de outros tempos que não o atual. Lembrei então que houve um período na minha adolescência que eu me angustiava por um tempo que não tinha vivido. Achava que teria sido melhor viver a flor da idade nos anos 70, chegando próximo dos 30 na década de 80. Obviamente, era só um surto bobo de teenager. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a alma tão velha assim, pensando melhor. A questão é que uma parte relevante da minha personalidade é formada por fragmentos de décadas passadas. Ainda assim, eu também sou da era da informática, acho o fenômeno das mídias sociais algo genial e adoro as facilidades da vida moderna. No jornal onde trabalhei até três anos atrás, um amigo me chamava de "menino pop". Ou seja, a depender do ponto de vista, pareço ter nascido na era certa sim. Nesta faceta de alma velha está principalmente o lado musical. As bandas que mais gosto são da década de 60 e 70. E geralmente as bandas mais novas que mais me atraem emulam sons das antigas. Sempre curti cinema antigo e, mesmo que não seja exatamente disciplinado, tenho uma série de clássicos na lista para ver. Os restaurantes, bares e afins que adotam decoração dos anos 50, 60 ou até mesmo 70, me ganham de cara, na chegada. O glamour e a estética pop dessas décadas são incomparáveis. Por fim, não me envergonho de participar dos movimentos nostálgicos que são comuns atualmente. Claro, tudo com bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta história toda entra também a questão de que amadureci mais cedo. Não falo com um orgulho bobo, mas como uma constatação da minha maneira de ser. Acho que nunca fui um adolescente frívolo, posso ter até agido como tal, para me encaixar nas galeras, mas nunca quis ser isso. Sempre me irritou - como ainda me irrita - os adolescentes barulhentos, arruaçeiros e que fazem de tudo para chamar atenção. E não achem que eu era o garoto chato da turma, que sentava isolado na sala de aula. Sempre tive muitos amigos, que por vezes me achavam  um pouco sério, mas que reconheciam em mim um bom companheiro. Nunca fui o mais popular, porém isso não me deixava mais ou menos feliz. E olhem que eu sempre fui um farrista de marca maior. A vontade de sair todos os dias só era aplacada pela necessidade de guardar dinheiro. Sou rueiro, como dizem por aí. Outro indício desse amadurecimento precoce influenciou diretamente na escolha da minha profissão. Desde muito novo, logo depois de aprender a ler, eu já me interessava por jornais. Estar por dentro de tudo era (e ainda é) uma marca da minha personalidade curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem do que mais? Talvez essa história de ter uma pitada de nostalgia, carregando traços do passado com o que há de melhor no presente, é o que me faz mais feliz. Velho ou novo, sou o que sou. Cheio de dúvidas, porém seguindo em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3998521723368364877?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3998521723368364877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3998521723368364877&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3998521723368364877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3998521723368364877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/10/fragmentos-de-outros-tempos.html' title='Fragmentos de outros tempos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TMjRUawP9tI/AAAAAAAAAW0/0D9twuqngoo/s72-c/fundo_nostalgia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6979312426204423251</id><published>2010-10-17T09:40:00.001-07:00</published><updated>2010-10-17T09:42:14.060-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Os altos e baixos do SWU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TLsnIOJpbtI/AAAAAAAAAWs/l08v8Mc3TmM/s1600/josh_homme.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TLsnIOJpbtI/AAAAAAAAAWs/l08v8Mc3TmM/s320/josh_homme.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5529055989718413010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo de volta a tradição dos grandes festivais, o SWU reuniu cerca de 150 mil pessoas nos três dias de evento. Participei dos últimos dois, perdendo os bons shows de Mutantes, Mars Volta e Rage Against the Machine. Precisei colocar em prática a difícil arte da escolha, afinal na sexta fui ao excelente show do Rush no Morumbi e nos dias posteriores ao SWU já estavam marcados Cranberries, Natura Us e Green Day. Não dá para querer tudo. Antes de partir para o que interessa - os shows - alguns comentários. Primeiro, mesmo o dono do festival, Eduardo Fischer, insistindo na história de que o SWu era mais que música, envolvia outros temas, no frigir dos ovos, só a música que importou mesmo, o resto foi balela. A segunda questão é que a dita sustentabilidade do festival passou ao largo. De boas intenções o mundo está cheio, mas o SWU pouco se diferenciou de outros eventos: muita energia consumida, muitos carros no estacionamento, estrutura menor do que a necessária para atender um público tão grande e muitas latinhas e garrafinhas espalhados pelo chão. Por fim, dentro do tema da desorganização, o SWU leva uma carta de confiança por ser o ano de estréia, mas precisa organizar o acesso ao evento (estacionamento longe, poeira que não acabava mais e filas homéricas para passar pela revista e entrega de ingressos), precisa disponibilizar maiores stands de comida (o aperto para pegar um simples sanduíche era grande), espalhar mais os banheiros (andar até eles era um sacrifício, por isso muitos faziam no primeiro matinho que encontravam) e repensar a idéia do camping (eu não fui lá, mas as histórias de sujeira, dificuldade de banho, escassez de comida e de água assustavam). Entretanto, nem tudo foi problema. O equilibrado line-up foi a primeira sacada do evento, seguido pelos palcos idênticos que se alternavam em intervalos curtíssimos de até oito minutos, pelos bons palcos alternativos (Oi Novo Som e Tenda Heineken) e pelo pouco transtorno para quem estava chegando de carro - e quase não pegou os temidos congestionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, problemas que podem ser resolvidos, originando um festival ainda melhor em 2011. Mas vamos à música. No (meu) primeiro dia do evento, as expectativas estavam todas voltadas para o Kings of Leon. Uma das minhas bandas favoritas dos anos 2000, prometiam fechar a noite em grande estilo. Antes deles, atrações mais sossegadas, no dia de fato mais tranquilo do SWU. A primeira que vi foi Regina Spektor. A russa - que reclamou do frio de 10 graus e da sensação térmica ainda menor -  fez um bom show, prejudicado em parte pelo tamanho do festival. Com uma sonoridade intimista, grande talento no piano e voz original, Regina Spektor fez o possível, mas a verdade é que passou um pouco desapercebida. Ficou claro que o show dela em um lugar fechado e menor ia ser arrasador. Em seguida, Joss Stone trouxe uma ótima banda e teve o público nas mãos. Bem bonita e simpática, a garota investiu no vozeirão e fez a festa dos fãs. Admiro o trabalho da cantora inglesa, mas não me considero um fã de fato, então curti o show com alguma curiosidade. Hora do Dave Matthews Band, preterido em prol de uma voltinha pela fazenda Maeda. Já vi o americano no Rock in Rio 3 e não sou lá grande fã de sua música. Mas ao retornar, ainda peguei três músicas, culminando com um cover de "All Along the Watchtower". Um leve arrependimento surgiu, pois a azeitada banda dá um upgrade danado ao insosso Dave Matthews. Nesse pequeno intervalo que tirei dos palcos principais, conferi o excelente DJ Roger Sanchez. na tenda Heineken pegando fogo. Era a hora então do Kings of Leon. Curti o show? Curti. Adorei? Longe disso. Ao vivo, a banda se mostrou um tanto quanto preguiçosa e fez um show apenas correto. O palco, com grandes holofotes ao fundo e um telão que movia de acordo com as luzes, deu um clima bacana, mas o pouco empenho dos reis de Leon e o som baixo tirou um pouco do impacto. Apenas bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chega o dia 11, último dia do evento e o mais esperado. É bem verdade que fui mesmo ver Queens of the Stone Age e Pixies, o restante era apenas complemento. Na confusão da entrada, acabei perdendo o Yo La Tengo, já chegando no início de Cavalera Conspiracy. Já vi dois bons shows do Sepultura, mas dessa vez preferi acompanhar apenas de longe. Para os fãs, deve ter sido ótimo ver Max e Iggor Cavalera juntos. Para mim, indiferente. Ao final, ao invés de ver o engodo Avenged Sevenfold, fui conferir a performance do mesmo Iggor cavalera e esposa no duo Mixhell. Música eletrônica com alguns momentos de bateria live. Certamente um dos momentos mais interessantes da Tenda Heineken. Antecedido por um show ok do Incubus, o Queens of The Stone Age subiu ao palco com quase 1 hora de atraso. Primeira falha da impecável alternância de palcos, provocada por problemas no som. Quando Josh Homme e cia subiram no palco, todo o atraso pareceu insignificante. Porrada sucedida de porrada, o QOTSA fez o melhor show do SWU. Som no talo, repertório com os melhores hits e performance matadora dos instrumentistas - com destaque para o assustador baterista. Um excelente show, que infelizmente durou pouco mais de uma hora. Dando sequência a melhor dobradinha dos últimos tempos, o Pixies teve a difícil tarefa de superar o QOTSA. Um pouco menos empolgados que em Curitiba, seis anos atrás, Frank Black, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering tocaram praticamente todo o "Dollitle", salpicando sucessos dos outros discos. No bis, um final digno de nota, com "Where's My Mind" e "Gigantic". Um ótimo show, porém não espetacular como prometia. Na memória, perde para o ineditismo e empolgação do anterior Curitiba Pop Festival. Depois desta dobradinha, restava apenas o cansaço forte, que provocou uma saída prematura do festival. Não foi desta vez que Linkin Park e Tiesto entraram no meu currículo. Algo me dizia quer era melhor guardar na mente a dobradinha inesquecível do Queens of The Stone Age e Pixies... Creio que eu estava certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6979312426204423251?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6979312426204423251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6979312426204423251&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6979312426204423251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6979312426204423251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/10/os-altos-e-baixos-do-swu.html' title='Os altos e baixos do SWU'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TLsnIOJpbtI/AAAAAAAAAWs/l08v8Mc3TmM/s72-c/josh_homme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2585712598023549872</id><published>2010-10-03T15:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T15:50:21.667-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Mais uma rodada do Pixies</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TKkIaztdvnI/AAAAAAAAAWc/O9wbZ93NLXU/s1600/Pixiesshow.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 319px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TKkIaztdvnI/AAAAAAAAAWc/O9wbZ93NLXU/s320/Pixiesshow.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523955674597146226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando o Pixies subiu ao palco da belíssima Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, parecia a realização de um sonho. Corria o ano de 2004 e poucos meses tinham passado desde que o grupo liderado por Frank Black retornou à ativa de forma surpreendente. Mais impressionante foi a vinda a jato para Brasil, para a improvável Curitiba. Numa noite fria, porém com céu limpo, vi uma das bandas mais interessantes do mundo, com uma empolgação indescritível. O som cru, que praticamente criou as bases do indie rock, as letras fortes (que tratam de assuntos como incesto e mutilação com naturalidade notável) e a simbiose do jeito rude de Black com a delicadeza da baixista Kim Deal colocaram o Pixies na lista dos grupos mais influentes do rock. E ali eles mostraram que estavam de volta com toda a força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico essa minha animação: as duas bandas que mais admirava na música (e que permanecem até hoje como favoritas) já não existiam quando meu interesse floresceu. Em primeiro lugar, o Led Zeppelin, que acabou em 1980, quando morreu o baterista John Bonham. Cético que fico com uma volta, já ensaiada algumas vezes com o filho de Bonham (Jason), nas baquetas, eu ficaria satisfeito em ver Robert Plant e Jimmy Page juntos. Mas essa turnê, que passou pelo Brasil em 1996, provavelmente não ocorrerá novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando Frank Black e Kim Deal colocaram um ponto final na briga e convocaram o guitarrista Joey Santiago e o baterista David Lovering para a reuniao do Pixies, meus olhos não acreditavam no que estava acontecendo. Eu poderia testemunhar a minha segunda banda favorita, a medalha de prata, o Pixies ao vivo no Brasil. Com envergonhadas lágrimas nos olhos, conferi um repertório perfeito, distribuído em uma hora e meia de apresentação. O Pixies praticamente vomitou 29 canções, sem grandes intervalos e conversas com a platéia, num exemplo de show intenso e impactante. Clássicos como "Hey", "Where's My Mind", "Here Comes Your Man" e "Monkey is Gone to Heaven" marcaram presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é com menos expectativa que aguardo o segundo show do Pixies no país, no dia 11 de outubro, no festival SWU. Em cenário que também promete beleza natural, na Fazenda Maeda da interiorana Itu (SP), o Pixies traz o show do disco "Doolitle", maior sucesso e (na minha opinião) melhor disco deles. Será uma apresentação de apenas 1 hora, por conta do formato do SWU, mas sucedido por uma apresentação do espetacular Queens of The Stone Age. Desde já promessa da melhor dobradinha que vi na minha história musical. Aguardemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2585712598023549872?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2585712598023549872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2585712598023549872&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2585712598023549872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2585712598023549872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/10/mais-uma-rodada-do-pixies.html' title='Mais uma rodada do Pixies'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TKkIaztdvnI/AAAAAAAAAWc/O9wbZ93NLXU/s72-c/Pixiesshow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2953058963307634606</id><published>2010-09-08T15:50:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T15:55:44.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Dez anos depois</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TIgTq6D4EdI/AAAAAAAAAV8/8aaq5hHh7gU/s1600/Rock+in+Rio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 275px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TIgTq6D4EdI/AAAAAAAAAV8/8aaq5hHh7gU/s320/Rock+in+Rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514679371576119762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vem aí o Rock in Rio 4, com edição prometida para setembro de 2011, em uma nova Cidade do Rock. Chega dez anos depois da terceira versão do festival, que trouxe bons nomes para o Brasil no verão de 2001. Desde então, o festival criado por Roberto Medina passou por Lisboa e Madri, deixando seu país natal de lado. O dinheiro é do empresário, claro, e ele investe como quer, mas utilizar o nome "Rock in Rio" no exterior sempre me pareceu no mínimo esquizofrênico. Agora, pegando carona na moda Brasil, com Copa do Mundo e Olimpíadas chegando, ele resolve reviver o festival na cidade que lhe deu fama. Mas será que ainda precisamos do Rock in Rio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a enxurrada de shows internacionais este ano é uma amostra de que o Rock in Rio não é mais essencial como antes. Se em 2001, Brasil ainda não era destino certo para muitos artistas, em 2010, a história é outra. Além dos festivais - como SWU, Planeta Terra, Natura About Us - diversos artistas vieram para shows solo, transformando a dúvida cruel de "quando será que eles vêm?" para "será que terei dinheiro para ver tantos shows?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar, entretanto, que o Rock in Rio apresentou alguns dos shows antológicos da nossa história, como Queen e AC/DC na primeira edição de 1985, Guns N´Roses e Prince na segunda de 1991, e Neil Young e R.E.M em 2001. Nesta derradeira edição, o Rock in Rio 3, eu estava presente e lembro como se fosse hoje da emoção de participar de uma festa daquela extensão, com 250 mil pessoas juntas pela música. Até hoje me impressiono com o tamanho daquele Rock in Rio, ainda mais quando comparo com o tamanho dos eventos hoje. Fui a cinco dos sete dias, ficando de fora apenas do dia teen (Britney Spears e cia) e da abertura pouco atraente (Sting, James Taylor etc). A organização do evento (que foi o meu primeiro de grande porte) e os bons shows de Foo Figthers, Oasis, Silverchair, Guns N´Roses Iron Maiden, além dos citados R.E.M. e Neil Young, me marcaram e fizeram minha paixão pela música aumentar. É claro que houve também decepções, como o morno show de Red Hot Chili Peppers, mas no geral o resultado foi bem positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se que o novo Rock in Rio faça valer essa história anterior de sucesso. Que coloque no palco velhas cobras do rock com revelações e que espalhe nomes consagrados em todos os seus dias. O receio é que a organização se perca nas escolhas, como ocorreu em algumas das edições européias do festival, misturando alhos e bugalhos. Levando em consideração os anúncios recentes - dois dias para pop, uma dia para o reggae e mais uma volta do Guns N´Roses - os riscos são grandes. Afinal, por que diabos um festival que carrega rock no nome vai dedicar um dia completo ao reggae? Decisão esquisita, mas não surpreendente frente ao já citado uso do "in Rio" para um evento realizado em Portugal e na Espanha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2953058963307634606?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2953058963307634606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2953058963307634606&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2953058963307634606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2953058963307634606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/09/dez-anos-depois.html' title='Dez anos depois'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TIgTq6D4EdI/AAAAAAAAAV8/8aaq5hHh7gU/s72-c/Rock+in+Rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1966615034029908339</id><published>2010-08-07T16:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T16:26:10.708-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>No mundo dos sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TF3rOOs0qbI/AAAAAAAAAVs/s9fPxIs_qBo/s1600/Inception-Zero-Gravity-15-7-10-kc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TF3rOOs0qbI/AAAAAAAAAVs/s9fPxIs_qBo/s320/Inception-Zero-Gravity-15-7-10-kc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502812949413407154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca mergulhou num sonho e teve a nítida impressão que tudo aquilo é real? Por que lembramos de alguns sonhos nos mínimos detalhes e outros passam desapercebidos? É bem verdade que algumas pessoas têm a capacidade de lembrar de até três sonhos por noite e eu os invejo tremendamente. Já pensei, inclusive, em deixar um bloquinho ao lado da cama, quem sabe não tenho um sonho genial, um mote para um romance policial, por exemplo? Dizem que se não anotamos imediatamente, as lembranças escapam gradativamente. Ainda assim, todo mundo tem um sonho que nunca sai da cabeça, por que este é assim tão especial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um universo tão rico como esse já inspirou um grande número de filmes, o mais recente deles "A Origem", do sempre competente Cristopher Nolan. Depois de dirigir com precisão os dois filmes mais recentes de Batman, Nolan embarcou numa proposta ousada que vem dando o que falar. Com um excelente elenco formado por Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy e Michael Caine, "A Origem" é um daqueles filmes que lhe deixa grudado na cadeira e cuja longa duração (2h30) nao é nem percebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, DiCaprio faz um ladrão pouco convencional, que entra nos sonhos dos outros para roubar fortunas. Ele trabalha numa empresa pouco ética e durante um dos seus trabalhos, acaba topando com um desafio diferente: ele precisa fazer uma inserção (inception, do mais adequado título original), ou seja, plantar uma idéia na cabeça do herdeiro de uma grande fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, o filme, que é recheado de belas imagens, vai revelando muitos dos seus segredos e entra num ritmo frenético. Ainda que pareça surrupiar algumas idéias do revolucionario "Matrix" e não trate o sonho como uma esquisitice aos moldes do genial David Lynch, Nolan consegue um resultado excepcional. "A Origem" é um daqueles filmes que ficam na cabeça e que merece ser visto e revisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1966615034029908339?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1966615034029908339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1966615034029908339&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1966615034029908339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1966615034029908339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/08/no-mundo-dos-sonhos.html' title='No mundo dos sonhos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TF3rOOs0qbI/AAAAAAAAAVs/s9fPxIs_qBo/s72-c/Inception-Zero-Gravity-15-7-10-kc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2477469383700584912</id><published>2010-07-28T16:04:00.001-07:00</published><updated>2010-07-28T16:06:55.435-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>A abominável Pista VIP</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TFC3pBAuc0I/AAAAAAAAAVk/V5rEHD9tMto/s1600/Areavip.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TFC3pBAuc0I/AAAAAAAAAVk/V5rEHD9tMto/s320/Areavip.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499097060293374786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só pode ser idéia de algum capitalista elitista... Inventaram um troço chamado Pista VIP, que até pouco tempo atrás só dava as caras em alguns eventos específicos, mas agora resolveu se espalhar por praticamente todos os shows. Não importa, seja numa casa relativamente pequena como a Via Funchal, seja num espaço maior como o Morumbi, sempre há um naco de chão para os mais abastados. Com o absurdo que hoje é cobrado por cada show - o que coloca o Brasil no topo entre os países que mais cobram no mundo por uma boa apresentação musical - a tal área VIP custa muita grana, coisa que devemos pagar somente para ver a nossa banda favorita. Pois bem, como a maior parte dos fãs do rock não tem dindin para ficar na frente do palco, eles têm que se contentar em assistir à distância. E nem adianta virar a noite na porta, se seu ingresso for da pista comum, isso só lhe dará alguns poucos metros à frente da ralé. Quer um exemplo? É só olhar a ilustração deste post, que identifica a grande área VIP Premium do SWU, festival que acontece em outubro, em Itu (SP). Absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações como essa leva a cenas vexaminosas. Em muitos shows, é possível enxergar um clarão na frente do palco e um amontoado de gente atrás de uma segregadora grade. Afinal, pelo preço que se paga, nem sempre dá para encher a área do povo importante. Lembro de uma situação um tanto quanto diferente, mas que acabou se tornando exemplar pela atitude do público. Aconteceu em 2004, no Curitiba Pop Festival, evento que trouxe o Pixies pela primeira vez ao Brasil. Na ocasião, o festival estava marcado para a bela Ópera do Arame. A procura de ingressos foi tão grande que os organizadores resolveram mudar para a Pedreira, logo ao lado, com muito mais espaço. Para compensar aqueles que compraram ingresso para um espaço bem mais aconchegante, resolveram dizer que os ingressos da Ópera do Arame davam direito a uma área VIP na frente do palco da Pedreira. Os retardatários que só conseguiram entradas quando o evento aumentou de tamanho, teriam que ficar na pista comum. Isso com todo mundo pagando igual. Bom, logo no primeiro dia, quando tocou o Teenage Funclub, já trataram de derrubar a grade que separava uma pista da outra. Aos gritos de "fim do apartheid" que gritava o cantor de uma banda de punk que não me lembro o nome, o público tirou aquela divisão sem sentido do caminho. Não houve qualquer resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu em Curitiba provavelmente não se repetirá em nenhum dos shows que infestam o segundo semestre no Brasil, afinal quem pagou muito mais não aceitará pacificamente uma invasão da sua área VIP. Resta torcer para que os organizadores escutem as reclamações e acabem com esse artifício pouco democrático. Afinal, a frente do palco é dos fãs mais ardorosos e não dos mais abastados!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2477469383700584912?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2477469383700584912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2477469383700584912&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2477469383700584912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2477469383700584912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/07/abominavel-pista-vip.html' title='A abominável Pista VIP'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TFC3pBAuc0I/AAAAAAAAAVk/V5rEHD9tMto/s72-c/Areavip.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-8611851175343685777</id><published>2010-07-14T13:18:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T13:34:01.077-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>O vazio da Copa que se foi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TD4bzkEFhrI/AAAAAAAAAVc/0LagokLVLZY/s1600/Espanha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TD4bzkEFhrI/AAAAAAAAAVc/0LagokLVLZY/s320/Espanha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493859168106677938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da Copa do Mundo dá um vazio danado. Ainda mais em casos graves como o meu, que torço para o Bahia e não vejo cheiro de título há anos. Ver meu time do coração passando por percalços na Segunda Divisão é demais para um amante do bom futebol. Então quando acaba essa maratona de grandes jogos em um curto mês, os quatro anos de espera para a batalha seguinte parecem eternos. Uns vão dizer que em dois anos já tem Olimpíadas, mas não tem jeito, não dá para comparar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copa do Mundo é uma das festas mais bonitas e absorventes que existem, difícil não mergulhar com tudo no universo futebolístico. No Brasil então, a coisa fica mais difícil, e até um jogo entre  Eslovênia e Argélia reúne curiosos ao redor da tevê. Imagine em 2014, quando o torneio (aparentemente) acontecerá no Brasil. Aliás, esse será um dos motivos para que os tais quatro anos de jejum passem ainda mais devagar. A ansiedade é maior e o Brasil não participará das Eliminatórias, imaginem só que angústia? Até lá, vamos nos cansar de tantas notícias sobre os problemas do Comitê Organizador e teremos que ficar bem atentos à venda de ingressos. O temor de não conseguir ingressos para os jogos do Brasil em 2014 vai perseguir a muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta Copa sul-africana que passou fica a decepção com o futebol apático dos comandados de Dunga, que perdeu para um time apenas razoável, a Holanda, e só teve pequenos lampejos de genialidade (especialmente no jogo contra o Chile). Numa Copa em que somente Alemanha e Espanha tiveram vários momentos de fato inspirados, ficou registrado também o paradoxo da Laranja Mecânica. No ano em que a Holanda enfim retornou às finais, depois de dois vices em 1974 e 1978, sua Seleção conseguiu a proeza de cair em desprestígio em todo o mundo. Longe de encantar, ficou marcada pela violência, catimba e pragmatismo. Anos-luz da equipe liderada por Johan Cruyff na década de 70, esse time da Holanda também se mostrou bem inferior àquele da geração de Gullit, Rijkaard e Van Basten, que jogou nos anos 90, mas nada levou. Na África do Sul, a Holanda colocou-se no segundo lugar do pódio, mas sem dar exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, já se foram as vuvuzelas e as jabulanis, não adianta lamentar. Agora é torcer para que o Brasil não faça feio, frente ao bom trabalho feito pelos sul-africanos, e aproveite a Copa do Mundo para arrumar essa bagunça em que nós vivemos. O país precisa de infraestrutura e as duas competições esportivas que estão por vir (somando aí as Olimpíadas) são boas desculpas para ajeitar as principais capitais do país. Temos que torcer - com dedos bem cruzados - para que o Comitê Organizador de 2014 preze pelo bom gosto e não transforme tudo em um verdadeiro folclore tupiniquim. Nós não precisamos de mais estereótipos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-8611851175343685777?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/8611851175343685777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=8611851175343685777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8611851175343685777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8611851175343685777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/07/o-vazio-da-copa-que-se-foi.html' title='O vazio da Copa que se foi'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TD4bzkEFhrI/AAAAAAAAAVc/0LagokLVLZY/s72-c/Espanha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1454978909637026889</id><published>2010-07-01T16:21:00.001-07:00</published><updated>2010-07-01T16:52:55.326-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>O encanto catalão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TC0jPe1YSUI/AAAAAAAAAVU/fRd9dwZH0RQ/s1600/sagrada+familia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TC0jPe1YSUI/AAAAAAAAAVU/fRd9dwZH0RQ/s320/sagrada+familia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489082269716465986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcelona tem uma aura especial. É difícil de explicar, mas de todas as cidades da Espanha que conheci, ela é a mais mágica e encantadora. Tive a oportunidade de retornar na semana passada, para uma curta viagem de dois dias e tive uma nova degustação da cidade catalã. A vontade de ficar era grande, mas não há como ficar longe do Brasil nesse clima de Copa do Mundo. Ver Brasil e Portugal em terras estrangeiras não me soava muito bem. Vai que dá azar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais impressiona em Barcelona é a sua inusitada arquitetura. Para além dos prédios antigos e imponentes que também dominam as suas ruas, sãs as obras únicas, para não dizer bizarras, de Gaudí, que realmente fascinam. A começar pela Sagrada Família, templo católico dos mais misteriosos, ainda inacabado, símbolo gótico de Barcelona. Talvez seja esse equilíbrio do gótico – que tem um bairro que leva seu nome – com a alegria que transborda nas suas ruas, que faz a cidade ser tão especial. A animada e movimentada Rambla, o renovado Porto Olímpico (exemplo vivo de como uma competição esportiva pode beneficiar uma cidade – fica de olho, Rio de Janeiro!), o belíssimo Parc Güell, as coloridas fontes de Montjuïc são alguns dos destaques da cidade. Lá também é a casa de um dos times de futebol mais simpáticos do mundo, o Barcelona, onde muitos brasileiros fizeram (e fazem) história. Entre os grandes destinos turísticos da Europa, Barcelona tem um quê especial por também ser uma cidade costeira, oferecendo uma praia que é bem freqüentada por turistas e moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida mediterrânea, com destaque para a inconfundível paella acompanhada pelos bons vinhos espanhóis, completam o prazer de uma viagem a Barcelona. O esquisito catalão, falado nas ruas com alguma frequência é outro charme inconfudível da cidade. E não há o que se preocupar, afinal o cidadão de Barcelona é simpático e responde em espanhol se assim for solicitado. Na posição de cidade mais animada da Espanha - e possivelmente uma das mais animadas do mundo -, Barcelona oferece diversas opções noturnas para os jovens. Mas é uma cidade completa para pessoas das mais diferentes idades, é bom dizer. Se coloca provavelmente como carro-chefe da Espanha que, na minha opinião, é o país europeu com mais opções para o turista. Ok, Londres e Paris são insuperáveis, mas como país, a Espanha oferece uma diversidade ímpar. O sul com Sevilla, Córdoba e Málaga; o norte com Bilbao, San Sebastian e Santander; a região de Madrid com Toledo, Segóvia e Ávila; a Galícia com Santiago de Compostela e La Coruña; Valência nas proximidades de Barcelona, e por aí vai. Cidades e regiões muito distintas dentro de um mesmo país, que é hospitaleiro e culturalmente rico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1454978909637026889?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1454978909637026889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1454978909637026889&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1454978909637026889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1454978909637026889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/07/o-encanto-catalao.html' title='O encanto catalão'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TC0jPe1YSUI/AAAAAAAAAVU/fRd9dwZH0RQ/s72-c/sagrada+familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6258088904484316954</id><published>2010-06-05T19:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T18:28:53.025-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Buscas incessantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TAsJV108meI/AAAAAAAAAVM/DBAkr_OmVc0/s1600/Segredo+dos+Seus+Olhos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TAsJV108meI/AAAAAAAAAVM/DBAkr_OmVc0/s320/Segredo+dos+Seus+Olhos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479483642457397730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns filmes têm o poder de lhe paralisar por alguns minutos pós-projeção. Levam à reflexão e certamente cumprem seu papel de passar uma mensagem. Aconteceu comigo em filmes como "Cidade dos Sonhos", "Dançando no Escuro" e "Central do Brasil" - só para ficar em exemplos bem diversificados. Alguns deles deixam um ponto de interrogação e uma pertubação característica, como é o caso de "Cidade dos Sonhos", não por acaso uma obra de David Lynch; outros batem forte e revoltam, deixando um tremendo vazio, como "Dançando no Escuro", que apresenta uma performance incômoda de uma surpreendente Björk; por fim há aqueles que emocionam, mesmo trazendo uma mensagem simples e de fácil absorção, aqui representado pelo brasileiro "Central da Brasil" e seu choro sincero de uma Fernanda Montenegro estupenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente aconteceu com um filme dos nossos hermanos, "O Segredo dos Seus Olhos", de Juan José Campanella. Se no outro filme do cineasta portenho que vi, "O Filho da Noiva", ele já dava indicações do bom diretor que era, nesse ele vai um passo além. Com o mesmo (e novamente excelente) Ricardo Darín como seu protagonista, Campanella entrega um filme em que olhares, sinais e outros pequenos detalhes fazem a diferença. Tudo salpicado em um interessante roteiro que versa essencialmente sobre a busca, em diversas facetas. A busca obcecada do protagonista Benjamín Espósito (Darín) pelo assassino de uma jovem, casada com o dedicado Ricardo Morales (Pablo Rago), que atravessa anos. Um crime aparentemente solucionado, porém com arestas que se mantém soltas por mais de 20 anos. Mesmo tempo em que outra busca de Benjamín perdura, a do amor por Irene Hastings (Soledad Villamil), sua então chefe quando o crime ocorreu e quando eles eram responsáveis por solucioná-lo. Um amor nítido durante todo o tempo da projeção, mas que não é explicitado por Benjamín em nenhum momento. Duas buscas que consomem a vida de uma pessoa, interligadas e incompletas até praticamente o fim desta obra, certamente merecedora da estatueta de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6258088904484316954?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6258088904484316954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6258088904484316954&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6258088904484316954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6258088904484316954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/06/buscas-incessantes.html' title='Buscas incessantes'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/TAsJV108meI/AAAAAAAAAVM/DBAkr_OmVc0/s72-c/Segredo+dos+Seus+Olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-8746617073595220551</id><published>2010-05-21T17:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T17:51:40.873-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Uma relação de amor e ódio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S_cp1tUnLxI/AAAAAAAAAVE/qgcWivwB00M/s1600/Tio+Sam.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 265px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S_cp1tUnLxI/AAAAAAAAAVE/qgcWivwB00M/s320/Tio+Sam.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473889874767982354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os norte-americanos são os reis da eficiência, nisso muitos concordam. Afinal aqueles que popularizaram o sistema do fast-food e os grande espetáculos de entretenimento não precisam provar muito. E eficiencia é sempre bom, não é mesmo? Mesmo se tratando por vezes de enlatados não tão geniais. Entendo perfeitamente aqueles que criticam o american way of life. Eu mesmo sou um desses críticos e posso dar minha opinião sem medo de ser leviano, pois vivi um ano em Missouri, estado mais ou menos no centro dos Estados Unidos. É uma região que abriga o americano típico. Não é o ianque moderninho de New York, o descolado da Califórnia, o latino de Miami ou o executivo eficiente de Chicago e Detroit. Estou falando do americano médio de uma pequena cidade chamada Saint Joseph, com apenas 80 mil habitantes. Aquele que tem um quê de red neck, conhece pouquíssimo para além das fronteiras da sua cidade e pode ser infantil como poucos. Estudei em uma high school e sempre me perguntava de onde saiam os americanos geniais, porque daquela escola certamente não era. Naturalmente, eles não faziam idéia de onde era o Brasil, não conseguiam entender o porquê de se estudar a história de outros países e não ansiavam visitar outro local que não fosse um outro estado norte-americano. Quem sabe no máximo Canadá ou alguma praia no Caribe, isso para os mais informados. Eles pouco entendiam da sua própria história, não à toa, eu e mais outro gringo (alemão) éramos os melhores alunos de Inglês e de História Americana. Believe it or not...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, viver um ano neste ambiente foi deveras interessante e divertido. Mesmo que a eventual ignorância de alguns me irritasse, foi lá que aprendi o significado da palavra eficiência. As coisas de fato funcionavam, a qualidade de vida era nítida para praticamente todos e a valorização ao esporte era impressionante. E por mais que muitas coisas da cultura norte-americana me irrite, como o falso moralismo, o culto a personalidades duvidosas e as brincadeiras/farras abobalhadas, não posso negar que algumas das coisas que mais adoro vêm de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela música. Rock, jazz, blues - todos nasceram lá. É nos Estados Unidos - e na Grã Bretanha, é bom ressaltar - que estão os meeus artistas favoritos. Os mega-concertos e shows em estádio também vieram de lá; e por mais que um show num local pequeno seja excepecional, grandes espetáculos têm lugar reservado entre as minhas preferências. Em seguida, vem o cinema. Por mais que a classificação "filme hollywoodiano" tenha hoje uma conotação não tão boa, ninguém faz filmes como eles. Não sou fã de boa parte dos blockbusters ianques, mas uma nação que nos deu Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Stanley Kubrick, Woody Allen, Quentin Tarantino, entre dezenas de outros, tem sim o melhor cinema do mundo. Para fechar a trilogia do que há de melhor nos States, volto ao já citado fast food. Ok, não faz bem pra saúde e não leva os ingredientes mais refinados. Mas é bom, ah se é. Mc Donald's, Burguer King, Taco Bell's, Wendy's, Hardees'... difícil resistir. Prefiro parar por aqui, mas poderia entrar na seara da tecnologia, computadores, Internet, quadrinhos, basquete... Não tenho porque esconder. Mesmo com um pé atrás, amo muito tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-8746617073595220551?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/8746617073595220551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=8746617073595220551&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8746617073595220551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8746617073595220551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/05/uma-relacao-de-amor-e-odio.html' title='Uma relação de amor e ódio'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S_cp1tUnLxI/AAAAAAAAAVE/qgcWivwB00M/s72-c/Tio+Sam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3127379455459347971</id><published>2010-04-27T16:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T16:52:39.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Híbridos musicais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S9d31Wp-v9I/AAAAAAAAAU8/vOf6ArtKnmg/s1600/Moby.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 317px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S9d31Wp-v9I/AAAAAAAAAU8/vOf6ArtKnmg/s320/Moby.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464968431335817170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem determinados estilos musicais que não me agradam tanto. O principal deles é o rap. Respeito, não odeio como odeio o pagode e o funk carioca, mas simplesmente não tenho afinidade com a cultura hip hop. Entretanto, quando misturado com outros estilos, a coisa muda de figura. Os exemplos são os mais diversos, cito rapidamente a mescla com a música latina (os cubanos do Orishas) e com o reggae (Damien Marley, o mais interessante dos filhos de Bob).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da música eletronica, as misturas são ainda mais comuns e bacanas. Vale ressaltar que gosto bem mais da e-music que do rap, mas não posso me considerar um autêntico clubber. Olhando em retrospectiva, porém, vejo que hoje conheço e admiro um número bem maior de DJs e tenho meus clubes favoritos. Coisa que não tinha quando morava em Salvador - onde a cena se concentra em guetos e se espalha por algumas poucas raves e festas temáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os estilos derivados de flertes da música eletronica, o trip hop é um dos mais interessantes, especialmente os expoentes Portishead e Massive Attack. Há outros grandes de primeira linha em estilos diversos, como Groove Armada, Daft Punk, Chemical Brothers e Prodigy - alguns deles bem mais eletrônicos e outros mais chegados ao rock. Das bandas mais recentes, destaco o Rapture e, principalmente, o LCD Soundsystem. Esse último, projeto do genial James Murphy, é o que existe de melhor entre os híbridos "e-music-rock".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri na semana passada, entretanto, que quem melhor equilibra os dois estilos é o veterano Moby. Sempre gostei dele, especialmente quando o americano passou a abraçar o seu lado mais roqueiro. Atualmente, Moby é mais produtor e showman que DJ, vocalista ou instrumentista. No show realizado na ultima sexta-feira para um Credicard Hall lotado, ele deu uma aula de como elaborar um bom espetáculo. Provavelmente, foi o show que mais superou minhas expectativas; duas horas de equilíbrio ideal entre o rock e a e-music. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançante até o talo, o repertório trouxe pouquíssimas músicas novas e fez um salutar passeio pelos grandes sucessos da carreira de Moby. Adaptando todos os seus hits para serem executados por uma excelente banda - com destaque para a violinista e o baterista - Moby age como um maestro, alternando os papéis de vocalista, guitarrista e percussionista. Quem também dá um show e tanto é uma jovem cantora jamaicana que o acompanha. Se em turnês recentes, a loira Laura Dawn já se destacava, nesta a nova vocalista dá um banho. Com potência e arroubos vocais notáveis, ela impressiona desde a primeira intervenção. Se em alguns momentos, ela parece roubar a cena, logo lembramos que é Moby quem tem o controle da apresentação. Seguro de si, ele parece melhorar a cada turnê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3127379455459347971?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3127379455459347971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3127379455459347971&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3127379455459347971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3127379455459347971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/04/hibridos-musicais.html' title='Híbridos musicais'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S9d31Wp-v9I/AAAAAAAAAU8/vOf6ArtKnmg/s72-c/Moby.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-949892447548215931</id><published>2010-04-10T08:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T08:37:09.358-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Animação para todos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S8CavT53v9I/AAAAAAAAAU0/bVaW_xOwGLY/s1600/como-treinar-seu-dragao-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S8CavT53v9I/AAAAAAAAAU0/bVaW_xOwGLY/s320/como-treinar-seu-dragao-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458532885960572882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que respeitar a opinião dos outros, eu sei, mas acho que aqueles que não curtem os filmes de animação são deveras preconceituosos. Não gostar de um específico, ok, mas simplesmente não suportar o gênero me parece má vontade. Longe dos desenhos que víamos no intervalo do Xou da Xuxa, as animações atuais são sofisticadas, trazem histórias por vezes maduras e por outras engraçadas e chegaram num nível técnico impressionante. Na ponta, a Pixar/Disney e a Dreamworks, que se tornaram mestres nesta arte. A qualidade atual e o preconceito que existe por parte de alguns encontra paralelo com o mundo dos quadrinhos. Ainda que nos segmentos dos heróis e dos comic books mais simples que encontramos nas bancas existam coisas bacanas, é no gênero das chamadas graphic novels que se encontram as verdadeiras pérolas. Literatura acompanhada de desenho da maior qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando às animações, está em cartaz nos cinemas de todo o país o excelente "Como Treinar Seu Dragão", da Dreamworks (mesmo estúdio da série "Shrek" e de "Madagascar"). Trazendo a fantasia que é característica aos filmes do gênero, "Como Treinar Seu Dragão" tem uma dose extra de pimenta, com alguma maldade e até mesmo violência. Tudo dosado para agradar os adultos e não assustar demais as crianças. O herói é um garoto chamado Soluço, que passa longe de ser infalível e não sairá ileso das aventuras na ilha onde mora. A aldeia viking onde o pai de Soluço é o líder maior é frequentemente atacada por dragões e vive praticamente em função deles. Dragões dos mais diversos tipos, que fazem vôos razantes e cospem fogo por todos os lados. A obsessão é tanta que os mais novos (e aptos) passam por rigorosos testes para enfrentar os temidos animais. Não fazer parte do grupo dos caçadores é uma prova de fraqueza. Como é de se imaginar, Soluço não é o exemplo de guerreiro, mas acabará sendo o responsável por uma grande reviravolta. Ele, meio que por acaso, aprenderá a domar os dragões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas que ilustram essa descoberta estão, sem dúvida, entre as mais divertidas do filme. Mas são os vôos razantes que Soluço empreende em cima do temido dragão Fúria da Noite que representam os mais fantásticos momentos. Com o artifício do 3D, essas passagens ganham ainda mais em emoção. No IMAX de São Paulo, onde vi o filme, o resultado é ainda melhor. Tudo bem que pode se pensar que é mais um filme que embarca na onda da terceira dimensão, mas dá para dizer que essa é a animação que melhor soube utilizar o artifício até hoje. "Como Treinar Seu Dragão" entrega uma quase constatação: se ainda vai demorar um tanto para todos os filmes serem em 3D (até porque é uma técnica que não combina tanto com dramas e romances), vai ser difícil realizar animações que não adotem a tecnologia da moda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-949892447548215931?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/949892447548215931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=949892447548215931&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/949892447548215931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/949892447548215931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/04/animacao-para-todos.html' title='Animação para todos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S8CavT53v9I/AAAAAAAAAU0/bVaW_xOwGLY/s72-c/como-treinar-seu-dragao-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-9095409919447119448</id><published>2010-04-04T08:27:00.001-07:00</published><updated>2010-04-04T08:35:54.918-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Big Brother Besta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S7iwBYRqzCI/AAAAAAAAAUk/q2TR35EaKTI/s1600/Marcelo-Dourado-BBB-10.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 237px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S7iwBYRqzCI/AAAAAAAAAUk/q2TR35EaKTI/s320/Marcelo-Dourado-BBB-10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456304486302272546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ano é a mesma história. Começam os anúncios de mais uma edição do Big Brother Brasil e eu prometo que não vou assistir. Que vou aproveitar o tempo para ler um livro, uma revista, ver um filme, jogar conversa fora. O mesmo acontece com as novelas das 8 (quer dizer, hoje em dia é novela de depois das 9...). Numa repetição sem graça, acabo cedendo lá pela terceira semana, quando já não aguento mais não participar das discussões cotidianas. Tenho esse problema, odeio ficar por fora. Deve ser coisa de jornalista, no meu caso potencializado. Sou capaz de pagar para ver um filme ruim, mesmo após inúmeros alertas, só para ter minha opinião própria. Por isso, mesmo sabendo que o BBB é um programa vazio, tendo consciência de que grande parte das pessoas lá são infantis e simplesmente não acreditando nos discursos patéticos de Pedro Bial, eu assisto. Mas calma: não sou daqueles que não saem de casa antes da dose diária do reality show, ainda bem. Se for o caso, confiro depois o resultado na Internet, sem dramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tudo isso para ressaltar - mais uma vez - que esse foi o último BBB que acompanhei! Também, um programa cujo diretor afirma que escolheu os piores candidatos para compor o elenco, só poderia ter como vencedor o pior de todos: o tal Marcelo Dourado. O ex-BBB conseguiu se impor à pretensa diversidade da casa e derrubou pelo menos dois dos gays sem qualquer esforço. Eliminou a patricinha, a alternativa, o fortão, o mauricinho, um por um. Dono de polêmicas declarações sobre AIDS, opção sexual, direito das mulheres, Dourado foi um verdadeiro desserviço à sociedade. Não bastasse as abobrinhas preconceituosas que soltava, o cara ainda era um porco de marca maior. Não há como negar, porém, que o troglodita soube agir como o tal "jogador" que tanto admiram no BBB e acabou conquistando grande parcela de fãs. Um mico para a Globo também, que inventou de colocar ex-participantes na casa. Como mensagem ficou a idéia de que essa edição estava fraca demais (afinal na primeira em que participou, Dourado nem na final chegou) ou que o fato de ele já conhecer a mecânica do jogo o ajudou - e muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também entre os cinco finalistas, estava a tal da Lia, uma das participantes mais dissimuladas que já passaram pelo programa. Além de tudo, era uma verdadeira mala sem alça, colecionadora de intrigas e chorona de marca maior. Uma coisa é certa: a Globo ganhou uma atriz para a sua novelinha Malhação. Fingimento é com ela mesmo. Se bem que ela tem mais a pegada de novela da Band ou de alguma mexicana. Tem gente que gosta, não tem jeito, caso contrário Lia não teria enganado meio Brasil em vários paredões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem deveria ganhar? Difícil dizer, mas o que tenho certeza é que entre os últimos da minha lista estariam Lia e Dourado. No grupo dos favoritos do público, os dois gays se mostraram fracos em levantar discussões interessantes e serviram mais como entretenimento. Boas risadas eles renderam, é bem verdade, mas não mais que isso. Fernanda, que começou o jogo muito mal, mudou de atitude e teve o seu auge nas últimas semanas. Poderia ter ganhado como recompensa pelas lideranças que conquistou com muita garra e por ter falado menos bobagem que os outros. Mas ainda assim foi pouco. Já Cadu era bonzinho demais, mas acabou se juntando com a corja de Dourado de Lia. Ou seja, por mais que esse passo tenha permitido que ele pegasse emprestada a popularidade da dupla, chegando à final, o meu voto ele não teria nunca. No frigir dos ovos, ninguém merecia 1,5 milhão de reais. Melhor seria acumular como na Mega Sena, esperando que na próxima edição algum merecedor de fato surgisse. Ah, mas deixa para lá, afinal eu prometi que a próxima edição eu não vejo mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-9095409919447119448?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/9095409919447119448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=9095409919447119448&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/9095409919447119448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/9095409919447119448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/04/big-brother-besta.html' title='Big Brother Besta'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S7iwBYRqzCI/AAAAAAAAAUk/q2TR35EaKTI/s72-c/Marcelo-Dourado-BBB-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7411484405977095538</id><published>2010-03-26T18:10:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T08:35:20.733-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Um thriller sueco</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S61bj3s8zEI/AAAAAAAAAUc/damugtDWAis/s1600/Stieg+Larsson.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S61bj3s8zEI/AAAAAAAAAUc/damugtDWAis/s320/Stieg+Larsson.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453115395621571650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ser jornalista e trabalhar com vários outros da mesma classe permite um intercâmbio de dicas de todo o tipo, especialmente as culturais (no meu caso). Lógico, existem pessoas das mais diversas formações que são interessantes fornecedoras, mas os jornalistas têm necessidade latente de indicar objetos culturais. Essa é uma das coisas que mais sinto falta dos tempos da redação de jornal. Por trabalhar em um caderno de cultura, alimentava essa minha ânsia em descobrir coisas novas com grandes jornalistas da área. Músicas, filmes, livros e quadrinhos aos borbotões. No meu novo trabalho, porém, fui surpreendido com outras cabeças pensantes e o troca-troca de dicas culturais não foi tão prejudicado. Adoro apresentar coisas novas para quem de fato se interessa e tenho imenso prazer em receber indicações de quem confio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais recentes foi a série Millenium, do sueco Stieg Larsson. Mesmo carregando a pecha de best-seller, o que acende o radar da desconfiança, a trilogia foge de soluções fáceis e oferece um emaranhado que mistura jornalismo, crime, suspense e mundo financeiro. Comprei a caixa completa, mas até o momento só li "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", o primeiro deles. Na realidade, devorei. As mais de 522 páginas foram consumidas em apenas quatro dias, muito por conta de uma longa viagem de avião - momento ideal para ler um bom livro. Com um personagem principal fortíssimo, o atormentado jornalista Mikael Blomkvist, e uma figura feminina das mais inusitadas, a esquisita investigadora e hacker Lisbeth Salander, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" tem ritmo vertiginoso e vários personagens complexos e misteriosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambientado na Suécia do autor Stieg Larsson, a obra aproveita com precisão o clima frio e o bucolismo do interior escandinavo para criar um clima noir bem propício ao thriller. Condenado a prisão por suposta difamação a um marajá sueco - difamação esta realizada por meio de sua revista investigativa Millenium - Blomkvist é contratado por outro grande empresário para resolver um enigma. Ele deve descobrir o que aconteceu com a desaparecida Harriet Vanger, sobrinha do seu novo patrão Henrik. Para disfarçar o trabalho aparentemente absurdo (40 anos se passaram), ele deve escrever a biografia da endiabrada família Vanger. Partindo de mala e cuia para a inóspita ilha onde os Vanger vivem, Blomkvist vai passar pelas mais bizarras situações. Um livro forte, daqueles que prendem a atenção e nos deixam com um gosto de quero mais. Bom, terei esse gostinho com os outros dois livros da série, mas, infelizmente, não passará disso, pois o autor morreu logo depois de completar a trilogia. Ironicamente, sem recolher os louros de sua famosa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Em tempo: "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" ganhou uma versão para o cinema, na sua terra natal. A indústria de Hollywood, entretanto, já prometeu lançar a versão deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7411484405977095538?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7411484405977095538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7411484405977095538&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7411484405977095538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7411484405977095538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/03/um-thriller-sueco.html' title='Um thriller sueco'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S61bj3s8zEI/AAAAAAAAAUc/damugtDWAis/s72-c/Stieg+Larsson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6862146453210289688</id><published>2010-03-20T18:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.065-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Invasão internacional</title><content type='html'>O Brasil está na moda; o dólar está relativamente baixo; o poder aquisitivo do brasileiro aumentou. Esses e outros argumentos podem ser utilizados para explicar a revoada de shows internacionais que o Brasil vem recebendo desde que 2010 começou. Uma tendência que já era anunciada nos últimos anos, a inclusão do Brasil (e dos seus vizinhos na América do Sul) na rota de alguns dos artistas que hoje importam no mundo da música já é realidade. Desde janeiro, já passaram por essas plagas Coldplay, Metallica, Guns N´Roses, Beyoncé, The Cranberries, B.B. King, Akon, Eagle Eye-Cherry, NOFX, A-Ha, entre outros grupos "menores". É bem verdade que nem todos eles ainda são relevantes, mas há para todos os gostos. Até maio, já existe outra leva de shows com ingressos à venda. Só em abril, são cinco: Moby, Placebo, Megadeth, Korn e Simply Red. Franz Ferdinand e Nelly Furtado tocam ainda em março e Aerosmith aporta por aqui em maio. Desta longa lista, este blog acompanhou Coldplay, Beyoncé e Metallica e também já colocou na agenda Franz Ferdinand, Moby, Placebo e Aerosmith (todos com ingressos garantidos). Se os rumores se confirmarem, mais uma graninha será gasta com  Black Eyed Peas e Lady Gaga, cogitados para junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o gancho, este autor que vos fala fez um levantamento dos shows internacionais que já viu, desde a estréia em 2001 (em grande estilo, comparecendo a cinco dos sete dias do Rock in Rio 3). Foram 85 shows de 78 bandas gringas diferentes. Num exercício que demandou um pouco de paciência, levantei os 15 melhores que assisti. Vale lembrar que alguns dos que serão citados aqui não estão entre meus artistas favoritos, mas me surpreenderam ao vivo. E bandas que eu admiro nem sempre atendem as expectativas, muitas vezes por conta das condições do show. Foi o caso, por exemplo, do Red Hot Chilli Peppers (apresentação morna, no final da turnê, em 2001), Queens of The Stone Age (também no Rock in Rio, quando a banda ainda era pouco conhecida), Coldplay (som ridicularmente baixo, no recente show do Morumbi) e a dobradinha Arctic Monkeys e The Killers (prejudicados na caótica edição do Tim Festival de 2007, em São Paulo). Abaixo a lista, em ordem alfabética, pois arrumá-la em ordem de preferência já seria demais para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beyoncé - Morumbi/São Paulo - 2010&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7fezktVI/AAAAAAAAASk/PimlXiIlaoQ/s1600-h/beyonce-sp-show.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7fezktVI/AAAAAAAAASk/PimlXiIlaoQ/s200/beyonce-sp-show.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450898704777393490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de colocar em ordem alfabética, tem também suas armadilhas. Beyoncé está longe do topo entre meus artistas favoritos, mas calhou de ser a primeira a aparecer por aqui. Mesmo com essa ressalva, devo confessar que a popstar americana me arrebatou com um verdadeiro espetáculo. Longe de ser uma cantora minuciosamente fabricada, Beyoncé canta e dança bem, sabe comandar uma platéia como poucos e se fez acompanhar de uma ótima banda formada só por mulheres. E o telão? Bom, só ele já seria motivo suficiente para colocar este show na lista dos 15 melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Breeders - Festival Planeta Terra/São Paulo - 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7f_jUu0I/AAAAAAAAASs/DwgSrb8c3no/s1600-h/Breeders+-+Terra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7f_jUu0I/AAAAAAAAASs/DwgSrb8c3no/s200/Breeders+-+Terra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450898713567607618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kim Deal, também baixista do Pixies, é a garota mais encantadora do rock mundial. O sorriso dela, potencializado pela presença da irmã Kelley no Breeders, levanta o clima de qualquer ambiente. No Planeta Terra, enquanto o Bloc Party decepcionava em outro palco, as irmãs Deal fizeram um ótimo show. Mesmo não tão longo quanto eu queria, a apresentação trouxe clássicos como "Cannonball", "Divine Hammer" e a matadora versão de "Happyness Is a Warm Gun", dos Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Flaming Lips - Festival Claro q é Rock/São Paulo - 2005&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7gCqCtXI/AAAAAAAAAS0/F37pl84fTXM/s1600-h/Flaming+Lips_show.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7gCqCtXI/AAAAAAAAAS0/F37pl84fTXM/s200/Flaming+Lips_show.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450898714401092978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wayne Coyne é um dos caras mais loucos e inventivos do rock. Figuraça, o vocalista do Flaming Lips transformou a Chácara do Jockey em um parque de diversões, colocando várias pessoas vestidas de bicho de pelúcia no palco, utilizando instrumentos pouco convencionais, armando um grande karaokê para o público cantar "Bohemian Rapsody" do Queen e andando por cima dos fãs dentro de uma bolha inflável. Tudo isso sem cair no ridículo. Acreditem, foi genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franz Ferdinand - The Week/São Paulo - 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7g8GPFNI/AAAAAAAAAS8/Dde86vJ3hXk/s1600-h/Franz+Ferdinand_show.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7g8GPFNI/AAAAAAAAAS8/Dde86vJ3hXk/s200/Franz+Ferdinand_show.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450898729820165330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima terça (23/03), verei um show do Franz Ferdinand pela terceira vez. Provocado pelas ótimas apresentações anteriores, não pude perder mais uma. Em 2006, no Motomix, eles mandaram muito bem, mas foi na The Week, ano passado, que tive uma oportunidade única. Com poucos ingressos vendidos e uma quantidade relativamente pequena de convidados do patrocinador, os escoceses tocaram no esquema de pequeno club. Rara oportunidade no Brasil, ainda mais para bandas internacionais no auge. Energia e entrega a toda prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guns N´Roses - Rock in Rio 3/Rio de Janeiro - 2001&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7hbqHOXI/AAAAAAAAATE/U3hAm9EFppU/s1600-h/guns_Rio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7hbqHOXI/AAAAAAAAATE/U3hAm9EFppU/s200/guns_Rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450898738292144498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, o Guns N´Roses já parecia um dinossauro retalhado, depois de anos de brigas de Axl Rose com os outros integrantes. Em 2010, eles retornaram ao Brasil e, mesmo assim, continuaram enchendo arenas. Ultrapassado ou ainda importante no mundo da música? Não importa, o fato é que quando Axl Rose sobe no palco e despeja os antigos sucessos, não tem como ficar imune. A emoção corria solta em um dos shows mais esperados do terceiro Rock in Rio e, pelo menos naquelas quase duas horas, o Guns N´Roses importava sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Interpol - Via Funchal/São Paulo - 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8MDg_PSI/AAAAAAAAATM/1SuJo-4fDPA/s1600-h/interpol-andrew-kendall.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8MDg_PSI/AAAAAAAAATM/1SuJo-4fDPA/s200/interpol-andrew-kendall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450899470545796386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Via Funchal é um dos melhores espaços de show do Brasil, talvez o mais bacana de São Paulo. Nem sempre o show funciona à perfeição, mas na noite em que os novaiorquinos do Interpol tocaram, o som estava límpido como o estilo soturno da banda exige. A potente voz de Paul Banks, o instrumental preciso da banda e o repertório bem escolhido completou o cenário de um show que surpreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muse - HSBC Brasil/São Paulo - 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8MuoMpMI/AAAAAAAAATU/4NgZF904tt8/s1600-h/Muse_SP.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8MuoMpMI/AAAAAAAAATU/4NgZF904tt8/s200/Muse_SP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450899482118759618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses do Muse têm uma grandiloqüência que pode soar exagerada para alguns, mas que me conquista há vários discos. Ao vivo, não poderia esperar menos da trupe liderada por Matthew Bellamy, que se alterna com competência entre a guitarra e o piano. Com um show virtuoso e o público em completa catarse, dava para atestar que ao vivo eles estão entre os melhores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Neil Young - Rock in Rio 3/Rio de Janeiro - 2001&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8My7VdPI/AAAAAAAAATc/4kmTyZOHYeI/s1600-h/Neil+Young_Rio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8My7VdPI/AAAAAAAAATc/4kmTyZOHYeI/s200/Neil+Young_Rio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450899483272770802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco conhecia Neil Young quando ele me arrebatou em plena Cidade de Rock. Vestido com um surrado jeans e levando na cabeça o clássico chapéu de caubói, esse veterano canadense se fez acompanhar de outras três figuras do mesmo naipe, que atendem pelo nome de Crazy Horse, para um show do mais puro rock and roll. Sem qualquer cenário ou artefato para desviar atenção, os quatro preencheram aquele gigantesco palco somente com o talento a serviço de uma ótima música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pixies - Curitiba Pop Festival/Curitiba - 2004&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8NMsg98I/AAAAAAAAATk/AqhLhc_xy5g/s1600-h/Pixies_Curitiba.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8NMsg98I/AAAAAAAAATk/AqhLhc_xy5g/s200/Pixies_Curitiba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450899490189932482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pixies perde apenas para o Led Zeppelin entre as minhas bandas favoritas. Vê-los em carne e osso anos após a separação do grupo parecia algo bem próximo do impossível. Mas aconteceu na fria Curitiba, em um show recheado de canções do melhor do indie rock norte-americano. Estampando o mesmo sorriso bobo que os fãs não escondiam na platéia, Black Francis, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering mostraram que não perderam o entrosamento que fizeram deles uma das bandas mais cultuadas do mercado alternativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Police - Maranã/Rio De Janeiro - 2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9jqcwU1I/AAAAAAAAAT8/EqZMEw3L6wA/s1600-h/The+Police+Rio2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9jqcwU1I/AAAAAAAAAT8/EqZMEw3L6wA/s200/The+Police+Rio2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450900975645643602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a estrutura ruim montada para o show deixasse a dever, no palco o the Police fez o que o grande público ali presente queria. Destilou os maiores sucessos dos anos 80 sem muita enrolação, deixando a platéia cantandoem uníssono canções que estão presas no imaginário de quem curte pop e rock. Tudo em clima de nostalgia e senso de oportunidade, afinal um novo retorno do Police é algo improvável.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Radiohead - Just a Fest/São Paulo - 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9koi-3NI/AAAAAAAAAUU/l2FSYjA-5TE/s1600-h/Radiohead_SP.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9koi-3NI/AAAAAAAAAUU/l2FSYjA-5TE/s200/Radiohead_SP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450900992314760402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi que o Radiohead era dono do melhor show do mundo. Depois de muitos anos de boatos, no ano passado pude enfim atestar que o título é mais do que merecido. Com som em volume e clareza impecáveis - coisa rara, ainda mais em ambientes amplos como a Chácara do Jockey -, Thom Yorke e seus parceiros mostraram uma competência notável. Um show emocionante de uma das bandas mais inventivas do mundo; obrigatório para todos que gostam de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;R.E.M. - Rock in Rio 3/Rio de Janeiro - 2001&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8NVVXwrI/AAAAAAAAATs/XEVjMuMuttw/s1600-h/R.E.M.+-+Show.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V8NVVXwrI/AAAAAAAAATs/XEVjMuMuttw/s200/R.E.M.+-+Show.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450899492508779186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive sérias dúvidas na escolha entre esse primeiro show no Rock in Rio e a apresentação em 2008, no mais aconchegante Via Funchal. Ambos foram shows equilibrados em qualidade, com a sempre competente perfomance de Michal Stipe e cia. O ineditismo da experiência no Rio e a grandiosidade da Cidade do Rock, bem aproveitada por uma banda experiente, acabaram influenciando na decisão. Mesclando hits inesquecíveis com novas músicas, R.E.M. sempre manda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sonic Youth - Festival Planeta Terra/São Paulo - 2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9kLVE5tI/AAAAAAAAAUM/RtASRp1bM-Y/s1600-h/Sonic+Youth_SP.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9kLVE5tI/AAAAAAAAAUM/RtASRp1bM-Y/s200/Sonic+Youth_SP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450900984471807698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez que assisti ao Sonic Youth, no Claro q é Rock, achei a apresentação fria e longe do virtuosismo que esperava do grupo americano. Eles não deviam estar num bom dia, porque no Planeta Terra do ano passado, a história foi outra. Mesmo com um repertório que praticamente não incluiu as músicas mais conhecidas, o Sonic Youth mostrou como se faz um rock sujo e bem tocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;System of a Down - Festival Super Bock Super Rock/Lisboa (Portugal) - 2005&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9j1k00VI/AAAAAAAAAUE/TK_a9Swk9KM/s1600-h/System+of+a+Down+-+show.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 131px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9j1k00VI/AAAAAAAAAUE/TK_a9Swk9KM/s200/System+of+a+Down+-+show.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450900978632282450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do hiato que já vem durando tempo demais, o System of a Down foi um dos headliners do festival promovido pela cervejaria portuguesa Super Bock. Com o volume no talo, a polêmica banda norte-americana fez um showzaço. Ainda mais pesado que nos discos, o grupo liderado por Serj Tankian e Daron Malakian não deu tempo para o público respirar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The White Stripes - Tim Festival/Rio de Janeiro - 2003&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9jTiWPMI/AAAAAAAAAT0/tjJ-N29QSCA/s1600-h/White+Stripes+no+Tim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V9jTiWPMI/AAAAAAAAAT0/tjJ-N29QSCA/s200/White+Stripes+no+Tim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450900969495084226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada projeto que se envolve, Jack White dá um show. Mas é justamente no primeiro deles, o White Stripes, que o cantor e guitarrista se sobressai mais. Fazendo o seu trabalho de maneira genial, Jack faz até com que se esqueça como Meg White é ruim na bateria. Tirando solos incríveis do seu instrumento e cantando com alma, Jack White acaba suprindo a necessidade de uma banda completa, tomando conta de todo o palco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6862146453210289688?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6862146453210289688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6862146453210289688&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6862146453210289688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6862146453210289688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/03/invasao-internacional.html' title='Invasão internacional'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S6V7fezktVI/AAAAAAAAASk/PimlXiIlaoQ/s72-c/beyonce-sp-show.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-4641947270833893469</id><published>2010-03-07T08:37:00.001-08:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.624-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Improvável cubana</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S5PWeSJI3AI/AAAAAAAAASc/HCjaaTygSaM/s1600-h/Copa+Airlines.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S5PWeSJI3AI/AAAAAAAAASc/HCjaaTygSaM/s320/Copa+Airlines.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445932190175648770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro viajar de avião. É bem verdade que é um programinha um tanto cansativo, em trajetos longos como a ida a Cuba. Aproveito o tempo teoricamente ocioso para ler um bom livro, adiantar a pilha de revistas que acumulo e tirar o atraso do sono. Não sou do tipo que curto um bate-papo interminável com o desconhecido da poltrona ao lado, prefiro curtir a temporária solidão em paz. Mas, de vez em quando, umas figuras especialmente interessantes desviam minha intenção. Na segunda perna da ida a Havana, no trecho entre a Cidade do Panamá e a capital cubana, sentou-se ao meu lado uma loira entupida de apetrechos dourados, vestida toda de branco (incluindo botas da mesma cor, de cano longo) e segurando uma maleta vermelho sangue - toda decorada com as garotas superpoderosas. Uma figura que não passa desapercebida nem no Carnaval da Bahia. Fiquei imaginando de onde saíra aquela mulher e aproveitei para bisbilhotar enqaunto ela preenchia o cartão da imigração. Não acreditei quando a vi colocando Cuba como país de nascimento. De fato, a imagem das senhoras elegantes e discretas do Buena Vista Social Club influenciaram nessa minha surpresa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, para completar, a loira começou a cantar baixinho alguma música típica de Cuba, numa afinação surpreendente. Cantava lindamente, mostrando que ali nas veias circulava sim algum sangue caribenho. Nada como algo improvável para quebrar um preconceito descabido. Em busca de alguma interação, ela me perguntou coisas triviais, como se o molho do frango era picante e se a sobremeda era boa. Bom, não estava muito a fim desse bate-papo de elevador, mas ela acabou se mostrando uma ótima narradora do caos que se passava fora da eronave. Logo antes da aterrissagem, uma turbulência que deixou apreensivo até quem não tem medo de avião (como eu), deu um pouco de emoção aos minutos finais do vôo. O branco absoluto na janela, o balanço interminável do avião, tudo culminou no pior pouso que já presenciei. O alívio era tanto que até as irritantes palmas no final fizeram algum sentido. Como saldo final foi, de fato, um trajeto bem interessante, com o brinde da descoberta de que também existem cubanas no estilo Miami Beach, ainda morando na Ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-4641947270833893469?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/4641947270833893469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=4641947270833893469&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4641947270833893469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4641947270833893469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/03/improvavel-cubana.html' title='Improvável cubana'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S5PWeSJI3AI/AAAAAAAAASc/HCjaaTygSaM/s72-c/Copa+Airlines.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3574609124878334670</id><published>2010-03-03T17:16:00.001-08:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.625-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Ilha dos símbolos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S48KHcMQwfI/AAAAAAAAASU/vn0U1gcBkFo/s1600-h/Che.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S48KHcMQwfI/AAAAAAAAASU/vn0U1gcBkFo/s320/Che.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444581597457203698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma natural curiosidade do estrangeiro em conhecer Cuba, país que há anos sofre um forte embargo dos Estados Unidos e que ficou conhecido no mundo inteiro pelo socialismo implantado pelo ditador Fidel Castro. Seja por sua música, suas bebidas típicas, suas praias, seus charutos ou sua fama de nação que parou na década de 60, Cuba tornou-se um destino desejado. Há muito de mística nisso tudo, mas de fato Havana é uma cidade das mais simpáticas. Apoiando ou não o regime dos irmãos Castro, há muito o que se ver e há muita cultura para admirar nessa pequena ilha do Caribe. É bem verdade que pouco tempo tive para andar nas ruas de Havana Vieja e que não fui às famosas praias de Varadero e Cayo Largo, mas as impressões iniciais não costumam falhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira constatação: nunca, sob nenhuma hipótese nas próximas cinco gerações, será possível implantar uma lei antifumo em Cuba, nos moldes da que vem sendo disseminada no Brasil. Instituição nacional e dono de uma fumaça frondosa, o charuto cubano é visto por todas as partes. Logo no aeroporto, ao entrar num minúsculo elevador com outras quatro pessoas, vi um senhor fumava seu "puro" sem qualquer cerimônia. A fumaça, claro, inundava o ambiente. Nas ruas, representantes do mercado negro oferecem caixas de 25 unidades por preços bem mais acessíveis que nas lojas, de marcas famosas como Cohiba, Partagas e Montecristo. Mesmo comprando nos pontos, digamos, oficiais, uma caixa de um bom charuto cubano sai por muito menos que em qualquer lugar fora da ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ruas de Havana, circula outro símbolo: o carrão antigo. Por conta do embargo, grandes automóveis americanos dos anos 50 ainda existem em grande quantidade na cidade - uns em bom estado, outros caindo aos pedaços. Andar em um deles - algo bem possível, afinal muitos são táxis - virou programa turístico. Só é necessário fugir de uma praga, os carros russos da Lada, que sumiram do Brasil, mas ainda infestam Havana. Mas engana-se quem acha que os automóveis antigos reinam sozinhos. Carros modernos japoneses, europeus, latino-americanos, ou seja, quaisquer menos os norte-americanos, já existem aos montes na capital. Em quantidade bem maior do que eu imaginava, devo confessar. A rejeição a produtos americanos, como é de se imaginar, não se restringe aos carros novos, mas também a todos os outros produtos da cadeia de consumo. Inclusive, ao fazer o câmbio, utilize o euro, pois o pouco querido dólar sofre uma taxação maior que as outras moedas. A princípio você pode até achar que a Coca-Cola encontrada nos bares e restaurantes é uma exceção, mas os cubanos justificam que aquela Cola é fabricada no México. Bom, é verdade, mas acho que nessa Fidel falhou, não é mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar em Havana Vieja é de fato uma experiência única. Nos muros, frases como "El sistema socialista es intocable" e ilustrações de ícones como Che Guevara e Simón Bolívar dão o clima apropriado. Construções anteriores ao regime socialista, como o imponente Capitólio, o Castelo de San Salvador de La Punta e belas igrejas, dividem espaço com sobrados caindo aos pedaços. Não há miséria aparente nas ruas, mesmo que a pobreza moderada seja constante, mas sempre há pessoas que buscam um dinheirinho a mais (a famosa propina) para compensar o pouco salário que recebem do governo. Ser brasileiro, nesse caso, é vantagem, pois a admiração deles por nós é nítida e é mais fácil levá-los na simpatia. Infraestrutura é um problema, principalmente quando se fala em grandes obras (que não acontecem há mais de 50 anos) e em novas tecnologias, como a Internet (lentíssima em todo canto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os programas imperdíveis, não há como deixar de lado o delicioso mojito e o daikiri, drinks que descem redondos feitos de outro clássico cubano, o rum. Se o programa etílico for acompanhado de música típica, como no Bodeguita del Medio - onde Ernest Hemingway tomava os seus porres -, melhor ainda. Afinal, não podemos esquecer que Cuba é a terra do Buena Vista Social Club e de muitos outros grandes músicos, que praticam uma música que transborda em latinidade e emoção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3574609124878334670?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3574609124878334670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3574609124878334670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3574609124878334670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3574609124878334670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/03/ilha-dos-simbolos.html' title='Ilha dos símbolos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S48KHcMQwfI/AAAAAAAAASU/vn0U1gcBkFo/s72-c/Che.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-8748511683971586169</id><published>2010-02-17T17:02:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.095-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Uma vida marginal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3yWQyD0ovI/AAAAAAAAASM/CfVxonBkTxw/s1600-h/Preciosa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3yWQyD0ovI/AAAAAAAAASM/CfVxonBkTxw/s320/Preciosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439387665016595186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dentro da farofada que virou a categoria de "Melhor Filme" do Oscar, com dez candidatos ao título, uma pequena pérola independente se destaca. Com atuações de tirar o fôlego, roteiro correto e direção segura para um cinesta praticamente estreante, "Preciosa" é um filme poderoso. A história da garota negra, pobre e obesa, que é maltratada pela mãe e abusada pelo pai, tendo dois filhos frutos deste incesto, tinha tudo para virar um dramalhão daqueles. Mas muito por conta da boa condução do diretor Lee Daniels, que segura um tom um pouco mais seco e encontrou soluções narrativas que dão algum fôlego a trágica vida de Precious, o filme passa longe de um escorregão sentimentalista. Ainda assim, não há como não sentir pena da personagem interpretada com brilho pela novata Gabourey Sidibe. Ela não percebe com precisão o absurdo que é sua vida e acaba levando tudo como parte de sua rotina. E é isso que causa mais comoção em quem assiste ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Gabourey Sidibe dá um show imprimindo verdade à uma Precious jogada à marginalidade, a apresentadora de tevê e atriz Mo´Nique não fica para trás. Como Mary, mãe da protagonista, ela encarna a principal vilã do filme, tratando a filha com violência e desprezo. Amarga e sem um pingo de afeição por qualquer pessoa que esteja ao seu redor, ela não tem chance alguma de sair do mundo asqueroso em que se meteu. Em uma das últimas cenas do filme, ao lado de Precious e da assistende social interpretada pela cantora Mariah Carey, a personagem tenta justificar todos os horreres que cometeu. Só esse momento já valeria o Oscar de atriz coadjuvante que vem sendo dado como certo para Mo´Nique. Por sinal, outra que não faz feio é a própria Mariah Carey. Se como cantora, a garota é um enjôo em pessoa, como atriz ela mostra talento, desprovida de toda a produção que geralmente a rodeia. Fica até difícil reconhecê-la. Do mundo da música, quem aparece também no filme é Lenny Kravitz, num papel pouco importante, mas sem comprometer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme denso e que até passa uma ponta de esperança, "Preciosa" dificilmente levará as estatuetas de melhor filme e melhor diretor do Oscar. Pequeno demais para os padrões da Academia, ele já saiu ganhando pelas merecidas seis indicações ao prêmio. E deverá sair laureado pelo menos com o troféu de atriz coadjuvante. A torcida desse blog, entretanto, é para que o filme saia com pelo menos mais um prêmio: o de melhor atriz para Gabourey Sidibe, a simpática novata que se tornou uma estrela do cinema mesmo estando totalmente fora dos padrões hollywoodianos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-8748511683971586169?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/8748511683971586169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=8748511683971586169&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8748511683971586169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8748511683971586169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/02/uma-vida-marginal.html' title='Uma vida marginal'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3yWQyD0ovI/AAAAAAAAASM/CfVxonBkTxw/s72-c/Preciosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7445419973240435413</id><published>2010-02-08T14:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.065-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>A mulata deles</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3CSd330sfI/AAAAAAAAARc/t02QQNbZjVE/s1600-h/Beyonce.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3CSd330sfI/AAAAAAAAARc/t02QQNbZjVE/s320/Beyonce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436005792148140530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho plena noção do risco que estou correndo. Minha "fama" de roqueiro, meu livre andar pelas ruas do Rio Vermelho baiano e pela Rua Augusta em Sampa, a relativa credibilidade dos tempos em que era jornalista de cultura - tudo isso pode ficar na berlinda, pelo menos para alguns. Mas não há como negar que minha obrigação de (ex-) repórter de Cultura é escrever com sinceridade. No sábado passado, fui ao show de Beyoncé no estádio do Morumbi, em São Paulo. Não criei muita expectativa, coisa que geralmente não consigo fazer. Quanto mais um evento se aproxima, mais ansioso eu costumo ficar. Pois bem, não é que a morenaça americana fez um show de primeira, um verdadeiro espetáculo? Com a segurança de quem hoje é uma das maiores vendedoras de discos do mundo, Beyoncé demonstrou ter completo domínio do público e hipnotizou os presentes. No exato momento em que ela entrou no palco, todos esqueceram que ali estivera a cantora mais famosa do Brasil, Ivete Sangalo. A partir dali, era só Beyonce que importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro impacto do show veio com o telão impressionante cobrindo todo o fundo do palco. De fato merecedor do título de alta-definição, o aparato visual da turnê "I am..." é assustador e traz uma Beyoncé gigantesca para os fãs. Não importa em que ponto do estádio você está, ela vai te dominar. O bom som, alto e límpido (diferentemente do show de Ivete), colaborou ainda mais para a plena fruição do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo perfeitamente aqueles que não gostam da música da artista americana, mas não curtir o espetáculo desta noite em questão parecia algo improvável para quem admira os grandes eventos. Bonita, sensual, ótima cantora e excelente dançarina, Beyoncé ainda montou uma banda só de mulheres, instrumentistas de qualidade. Duas baterias e um jogo de percussão colaboraram ainda mais para a potência do espetáculo, que durou cronometradas duas horas. Após todos os sucessos tocados, a simpatia esbanjada, as brincadeiras com a platéia, a emoção que não conseguiu disfarçar frente as mais de 60 mil pessoas, Beyoncé provou que hoje é uma estrela de escala mundial. Só uma pergunta persiste: o que diabos ela viu no rapper bad boy Jay Z?!?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7445419973240435413?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7445419973240435413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7445419973240435413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7445419973240435413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7445419973240435413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/02/mulata-deles.html' title='A mulata deles'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S3CSd330sfI/AAAAAAAAARc/t02QQNbZjVE/s72-c/Beyonce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7202761823307324204</id><published>2010-02-01T15:56:00.001-08:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.096-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Detetive repaginado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S2dqYvG4_lI/AAAAAAAAARU/Luy9X6ldDFM/s1600-h/Sherlock.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S2dqYvG4_lI/AAAAAAAAARU/Luy9X6ldDFM/s320/Sherlock.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433428448640564818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que me perdoem os puristas, mas o novo "Sherlock Holmes" é uma das coisas mais bacanas entre os filmes de ação que estrearam nos últimos meses. Longe da naftalina, ele aparece no novo trabalho do diretor Guy Ritchie encarnado pelo sempre ótimo Robert Downey Jr. e na companhia de um esperto Dr. Watson, papel de Jude Law. Com a velocidade e edição recortada que é caractéristica nos filmes anteriores do ex-marido de Madonna, a exemplo de "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" e "Snatch", "Sherlock Holmes" não tem medo de modernizar o personagem, mantendo algumas caracteríticas que permitem a identificação do personagem clássico, mas inovando em outras tantas. O detetive inglês não impressiona apenas pelos seus atributos intelectuais, aqui ele é ágil, sai na porrada e também leva alguns socos e chutes. Sherlock é um tanto quanto paranóico e dependente de medicações, além de não ter muito talento para manter suas relações pessoais. Ao lado dele, mais que um Robin em versão vitoriana, Dr. Watson é uma grata surpresa, peça fundamental para o sucesso do seu parceiro mais famoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fãs mais antigos podem até reclamar do fato do filme se aproximar mais da ação do que de um suspense mais intelectual que o personagem também pode inspirar. Mas é inegável que "Sherlock Holmes"é um bom entretenimento, tem roteiro amarradinho, com boa reconstituição de época e atuações acima da média. quem se sobressai é de fato o ator principal Roberto Downey Jr. Depois de visitar o inferno e se manter por um bom tempo no purgatório, o novaiorquinho está de novo por cima da carne seca. Ele surgiu como uma grata revelação do cinema americano, mas durante a década de 90 passou das páginas de cultura para a seção de polícia dos jornais, num martírio entre as clínicas de reabilitação de drogas e as delegacias. Não por acaso, sua carreira foi entrando em decadência, com filmes ruins e atuações apagadas. Já na década de 2000, ele se recuperou e passou a colecionar uma série de atuações destacadas, como em "Zodíaco", "Trovão Tropical", "O Solista" e, principalmente, "Homem de Ferro". Longa vida, pois, ao renovado e talentoso Bob Downey.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7202761823307324204?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7202761823307324204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7202761823307324204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7202761823307324204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7202761823307324204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/02/detetive-repaginado.html' title='Detetive repaginado'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S2dqYvG4_lI/AAAAAAAAARU/Luy9X6ldDFM/s72-c/Sherlock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1635328903884930270</id><published>2010-01-21T12:14:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Os discos nacionais da década</title><content type='html'>Confesso que escuto muito mais música internacional que música brasileira. Isso não significa, entretanto, que o que é feito no nosso país não tenha qualidade. Tem muita, mas minha discografia pende mais para o exterior, por gosto, afinidade, influência, costume; não sei bem ao certo. Do que melhor se faz por essas terras, curto muito o rock alternativo baiano e brasileiro, alguns artistas chegados ao mainstream (Los Hermanos, Nação Zumbi, Vanessa da Mata, Pato Fu, etc), medalhões (lista extensa, que vai de Jobim a Caetano, passando por Chico, Ben Jor, Bethânia...) e por aí vai. Nesta década, 15 artistas fizeram minha cabeça - aqui vão eles, com seus respectivos discos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arnaldo Antunes - Iê Iê Iê (2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muFhjZLhI/AAAAAAAAAPM/zX_x9MpoFTk/s1600-h/arnaldo-antunes1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muFhjZLhI/AAAAAAAAAPM/zX_x9MpoFTk/s200/arnaldo-antunes1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429562235701243410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo geralmente não decepciona com seus álbuns de estúdio e com os sempre bem elaborados shows que apresenta. Em 2009, porém, ele surpreendeu com o melhor álbum desde que saiu do Titãs. Iê Iê Iê, como o nome entrega, é para cima, traz ótimos rocks e renova o interesse pelo trabalho do artista paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caetano Veloso - Cê (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGip9X7I/AAAAAAAAAPk/dlr5s8qjqoY/s1600-h/Caetano_Veloso-Ce.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGip9X7I/AAAAAAAAAPk/dlr5s8qjqoY/s200/Caetano_Veloso-Ce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429562253177085874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo jus à fama de que nunca pára quieto e que sempre se renova, Caetano se juntou a três garotos e entregou um álbum que tem alma indie, mas ainda assim não perde a cara do baiano. Com cheiro de sexo e suor, "Cê" é polêmico e colocou Caê numa nova rota, bem mais jovial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlinhos Brown - A Gente Ainda Não Sonhou (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu4v3lnYI/AAAAAAAAAPs/K1z92iyAYtY/s1600-h/Carlinhos+Brown.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu4v3lnYI/AAAAAAAAAPs/K1z92iyAYtY/s200/Carlinhos+Brown.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429563115717369218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exímio percussionista, letrista inventivo e criador da Timbalada, Carlinhos Brown também leva uma carreira solo das mais interessantes. Na década de 90, lançou dois ótimos discos, "Alfagamabetizado" (1996) e "Omelete Man" (1998), e nos anos 2000, lançou o vibrante "A Gente Ainda Não Sonhou", que traz a mistura de ritmos que lhe é peculiar, com muita percussão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cascadura - Bogary (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGTsX_wI/AAAAAAAAAPc/-UFRnY-YMjM/s1600-h/Bogary-Casca.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGTsX_wI/AAAAAAAAAPc/-UFRnY-YMjM/s200/Bogary-Casca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429562249160687362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guinada que o Cascadura deu a partir do ótimo "Vivendo em Grande Estilo" (2004), deixando o rock setentista um pouco de lado e incorporando influências mais contemporâneas como Muse e Queens of The Stone Age, colocou o grupo na linha de frente do rock baiano. Com a porrada de "Bogary", o Casca apresenta o que o rock baiano tem de melhor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Vivendo em Grande Estilo (2004).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidadão Instigado - Cidadão Instigado e o Método Tufo de Experiências (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu5ZHqQWI/AAAAAAAAAP8/SQyt7a1DLBk/s1600-h/cidadao-instigado_e-o-metodo-tufo-de-experiencias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu5ZHqQWI/AAAAAAAAAP8/SQyt7a1DLBk/s200/cidadao-instigado_e-o-metodo-tufo-de-experiencias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429563126790635874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de se surpreender quando alguém classifica a banda de Fernando Catatau como estranha. É de fato bem esquisita, original e surpreendente. Juntando brega, psicodelia, guitarras inventivas e indie rock, o Cidadão Instigado lançou alguns bons discos nesse década, o melhor deles sendo "O Método Tufo de Experiências".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Uhuuu (2009).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Little Joy - Little Joy (2008)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu6K8eFII/AAAAAAAAAQM/Ye51PWgym0U/s1600-h/little_joy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu6K8eFII/AAAAAAAAAQM/Ye51PWgym0U/s200/little_joy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429563140165473410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem até discutir se esse é um disco brasileiro ou não, mas quem viu algum show do Little Joy sabe que o protagonista deste projeto é mesmo Rodrigo Amarante, (ex?)-Los Hermanos. Com uma sonoridade, digamos, mais californiana, a estréia do grupo que tem ainda Fabrizio Moretti (do Strokes) como integrante, é uma grata (e solar) surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho (2001)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGK4tDnI/AAAAAAAAAPU/zwps8ZJPlTg/s1600-h/bloco_do_eu_sozinho.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muGK4tDnI/AAAAAAAAAPU/zwps8ZJPlTg/s200/bloco_do_eu_sozinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429562246796480114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco responsável pela conquista de uma legião de fãs fiéis, o "Bloco do Eu Sozinho" se afasta completamente da estréia do Los Hermanos, que trazia o maior hit da banda até hoje, a batida "Anna Júlia". O "Bloco" é maduro, traz excelentes letras da dupla Camelo-Amarente, um primoroso trabalho de sopro e grandes canções como "A Flor", "Retrato pra Iaiá" e "Sentimental".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Ventura (2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo D2 - À Procura da Batida Perfeita (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muFWLLPaI/AAAAAAAAAPE/3Yl3axSbWA8/s1600-h/A+Procura+da+Batida+Perfeita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muFWLLPaI/AAAAAAAAAPE/3Yl3axSbWA8/s200/A+Procura+da+Batida+Perfeita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429562232646876578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui grande fã do Planet Hemp, mas devo confessar que Marcelo D2 acerto em cheio com "À Procura da Batida Perfeita", disco que marcou o ano de 2003. Misturando hip hop com rock e samba, D2 quase encontra a tal batida perfeita. Pena que nos discos seguintes tenha desgastado demais a fórmula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mombojó - Nadadenovo (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgy_K8cI/AAAAAAAAAQs/CcqUPZ_Srmg/s1600-h/Mombojo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgy_K8cI/AAAAAAAAAQs/CcqUPZ_Srmg/s200/Mombojo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429566002772505026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcançando um interessante grau de lirismo, os pernambucanos do Mombojó estreiaram com um disco redondinho, bem tocado, com letras interessantes e de fácil assimilação. E melhor: fugiram do mangue beat, mostrando que Pernambuco também tem bandas boas que não rezam a cartilha de Chico Science. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mutantes - Mutantes Ao Vivo - Brabican theater, Lindres 2006 (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgq3T3vI/AAAAAAAAAQk/0W01NFyaDhs/s1600-h/Mutantes_-_Ao%2BVivo%2BLondres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 181px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgq3T3vI/AAAAAAAAAQk/0W01NFyaDhs/s200/Mutantes_-_Ao%2BVivo%2BLondres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429566000592051954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por um fugaz momento, mas os irmãos Baptista se reuniram e despejaram magia em Londres em um CD/DVD que fez jus à trajetória brilhante do talvez melhor grupo de rock que o Brasil já teve. Rolaram mais alguns shows, mas logo Arnaldo largou a banda, levando consigo a convidada Zélia Duncan. Sérgio Dias, desde então, mantém o Mutantes na ativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nação Zumbi - Fome de Tudo (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu525N8OI/AAAAAAAAAQE/Am2PiaF1r7M/s1600-h/fome_de_tudo_nacao_zumbi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu525N8OI/AAAAAAAAAQE/Am2PiaF1r7M/s200/fome_de_tudo_nacao_zumbi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429563134783123682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte de Chico Science, a Nação Zumbi demorou um pouco para encontrar seu rumo. Se "Futura" (2005) os colocou novamente na rota, foi "Fome de Tudo" que fez os fãs enterrarem de vez o antigo vocalista. Jorge du Peixe enfim achou o tom correto, Lúcio Maia continuou destruindo na guitarra e a percussão voltou a explodir como nos bons tempos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Futura (2005).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retrofoguetes -  Chachachá (2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxhXnt5CI/AAAAAAAAAQ0/SRVjWPiF8Es/s1600-h/chachacha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxhXnt5CI/AAAAAAAAAQ0/SRVjWPiF8Es/s200/chachacha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429566012606243874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida que a banda baiana Retrofoguetes destrói mesmo é no palco, com performances matadoras de Morotó (guitarra), CH (baixo) e Rex (bateria). Difícil batê-los. Mas em disco, os caras também mandam bem, como no recente "Chachachá", que vai do tango a valsa, passando pela surf music. Bem mais coeso que a estréia, "Chachachá" é uma aula da boa música instrumental. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Ativar Retrofoguetes! (2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta - Frascos Comprimidos Compressas (2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgfnbTLI/AAAAAAAAAQc/UX41FTxIbtk/s1600-h/Ronei.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 178px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgfnbTLI/AAAAAAAAAQc/UX41FTxIbtk/s200/Ronei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429565997572639922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil escolher entre o primeiro e o segundo álbum do grupo Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta. Não menos que excelentes, os discos equilibram o inventivo instrumental dos Ladrões com a poesia e entrega do vocalista e letrista Ronei Jorge. Melhor produzido que o primeiro, "Frascos Comprimidos Compressas" leva o título por ser ainda mais "brasileiro" que o début. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta (2005).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanessa da Mata - Sim (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu42k0dLI/AAAAAAAAAP0/1oSfkFeFlX4/s1600-h/cd-vanessa-da-mata-sim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mu42k0dLI/AAAAAAAAAP0/1oSfkFeFlX4/s200/cd-vanessa-da-mata-sim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429563117517698226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trabalhos apenas razoáveis e um tanto quanto irregulares, Vanessa da Mata acertou em cheio com "Sim". Para além da propalada parceria com Ben Harper em "Boa Sorte/Good Luck", o disco tem uma levada deliciosa, com boas baladas e algumas ótimas canções mais chegadas ao reggae, fruto da colaboração com os jamaicanos Sly e Robbie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Zeferina Bomba - Noisecoregroovecocoenvenenado (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgfIq7AI/AAAAAAAAAQU/w_fDqhVg-Z8/s1600-h/Zefirina+Bomba.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1mxgfIq7AI/AAAAAAAAAQU/w_fDqhVg-Z8/s200/Zefirina+Bomba.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429565997443640322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porrada sonora dos paraibanos da Zefirina Bomba, "Noisecoregroovecocoenvenenado" é um disco curto, direto. Punk nordestino da melhor estirpe, o disco é levado por uma viola caipira distorcida, o que imprime uma aura ainda mais garageira ao grupo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1635328903884930270?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1635328903884930270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1635328903884930270&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1635328903884930270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1635328903884930270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/01/os-discos-nacionais-da-decada.html' title='Os discos nacionais da década'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S1muFhjZLhI/AAAAAAAAAPM/zX_x9MpoFTk/s72-c/arnaldo-antunes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-659529147744137125</id><published>2010-01-13T14:10:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Os discos internacionais da década</title><content type='html'>Essa lista é das mais difícies. Comecei com uma relação de 10, aumentei para 15 e por fim cheguei aos 20. Ainda faltam vários discos, confesso, mas acabei optando mais uma vez por aqueles que me emocionaram. Algumas bandas mereciam encaixar ao menos dois discos, mas continua valendo a regra de um álbum por artista (e da aprresentação deles em ordem alfabética). Dois trabalhos recém-lançados ficaram de fora por ainda não terem sido maturados como deviam: "Horehound" (The Dead Weather) e o début homônimo do Them Crooked Vultures (a banda mais excitante que surgiu em 2009, com Josh Homme, John Paul Jones e Dave Ghrol). Mesmo pouco ouvidos, os dois discos pegaram de jeito esse que vos fala. Porém, pesou a indecisão e os novatos acabaram ficando de fora. Coisa que só uma futura revisão pode consertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amy Winehouse - Back to Black (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6EeX4cI/AAAAAAAAAMs/zmSotixqWSY/s1600-h/amy-winehouse-back-to-black.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6EeX4cI/AAAAAAAAAMs/zmSotixqWSY/s200/amy-winehouse-back-to-black.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426773677428957634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se falou sobre Amy Winehouse desde que a inglesa estorou pelo mundo. Infelizmente, os maiores destaques foram para assuntos extra-música, de uma cantora um tanto desequilibrada e atolada em drogas. "Back to Black", entretanto, é sim um excelente álbum, com vigor soul, voz impressionante e hits que grudam. Resta agora esperar por um sucessor classe A - se é que ele virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arcade Fire - Funeral (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6d8Xk-I/AAAAAAAAAM0/1Yf0fWwxKRQ/s1600-h/Arcade+Fire.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 182px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6d8Xk-I/AAAAAAAAAM0/1Yf0fWwxKRQ/s200/Arcade+Fire.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426773684265653218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Big band das mais inusitadas, o Arcade Fire ficou conhecido pelos shows vibrantes, com troca de instrumentos e catarse sonora. O disco "Funeral" prova que eles são bons também em estúdio. Faixas como "Rebellion (Lies)" equilibram bons arranjos com emoção, numa sonoridade repleta de camadas. É um disco que cresce após seguidas execuções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coldplay - A Rush of Blood To The Head (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HHWuinZI/AAAAAAAAAOU/UAQPUFyGFPw/s1600-h/Rush_Of_Blood_Cover.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HHWuinZI/AAAAAAAAAOU/UAQPUFyGFPw/s200/Rush_Of_Blood_Cover.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775005178535314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra-prima do Coldplay, esse segundo lançamento colocou o grupo entre os maiores do mundo. Os discos seguintes ainda não repetiram a excelência e inventividade do "A Rush...". Sem guitarras e com um dos pianos mais bem colocados do pop/rock mundial, o Coldplay não soa chato em nenhum momento e não exagera na emoção - como fez em alguns momentos posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Damien Marley - Welcome to Jamrock (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6vUJIBI/AAAAAAAAAM8/f1oCNe6e9Dg/s1600-h/Damian_Marley_-_Welcome_to_Jamrock_(2005).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6vUJIBI/AAAAAAAAAM8/f1oCNe6e9Dg/s200/Damian_Marley_-_Welcome_to_Jamrock_(2005).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426773688928772114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo o mais conhecido dos filhos de Bob Marley, é de Damien o melhor disco de reggae da década. Misturando o ritmo jamaicano com outros gêneros, principalmente o rap, ele saiu da mesmice e apresentou uma música vibrante e solar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flaming Lips - Yoshimi Battles The Pink Robots (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F63l3P_I/AAAAAAAAANE/i8ZFf3KhDVQ/s1600-h/flaming_lips_yoshimi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F63l3P_I/AAAAAAAAANE/i8ZFf3KhDVQ/s200/flaming_lips_yoshimi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426773691150581746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensível e viajante disco da banda liderada pelo louco Wayne Coyne, "Yoshimi Battles..." é praticamente um disco conceitual, sem a chatice que essa palavra muitas vezes carrega. Investindo nos barulinhos e dosando bem as esquisitices, o grupo cometeu o seu melhor trabalho dos anos 2000. Foi a base do ótimo show que eles fizeram no Claro que é Rock, em São Paulo e no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franz Ferdinand - You Could Have It So mUch Better (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_Gh-cV0eI/AAAAAAAAANM/1pGh-387ddQ/s1600-h/Franz+Ferdinand.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_Gh-cV0eI/AAAAAAAAANM/1pGh-387ddQ/s200/Franz+Ferdinand.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774363004588514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock dançante da banda escocesa já impressionou no primeiro e homônimo disco de estúdio, conquistando de cara uma horda de fãs (eu entre eles). Neste segundo trabalho, Alex Kapranos e cia apuraram ainda mais a sonoridade, numa produção mais madura e recheada de hits como "Do You Want To" e "Walk Away".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Franz Ferdinand (2004).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gnarls Barkley - St Elsewhere (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiIBvvcI/AAAAAAAAANU/X8BTwiBIE3Q/s1600-h/Gnarls-Barkley-St_-Elsewhere.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiIBvvcI/AAAAAAAAANU/X8BTwiBIE3Q/s200/Gnarls-Barkley-St_-Elsewhere.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774365577395650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álbum que traz uma das melhores músicas da década, "Crazy", "St Elsewhere" é uma pérola da música negra. A parceria do produtor e DJ Danger Mouse com a bela voz de Cee-Lo fez a festa dos que curtem soul com toques da eletrônica e do rap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Johnny Cash - American IV - The Man Comes Around (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiTMaJjI/AAAAAAAAANc/DAYrHu4miHQ/s1600-h/Johnny+Cash.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiTMaJjI/AAAAAAAAANc/DAYrHu4miHQ/s200/Johnny+Cash.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774368574907954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no finalzinho de sua vida, o grande Johnny Cash entregou mais um disco da série American Recordings. Com uma voz ainda hipnotizante, o veterano gravou um disco que pode levar o ouvinte às lágrimas. Destaque para a já clássica versão de "Hurt", do Nine Inch Nails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kings of Leon - Aha Shake Heartbreak (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiplOa1I/AAAAAAAAANk/Nn8kZElDCS4/s1600-h/Kings+of+Leon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 199px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_GiplOa1I/AAAAAAAAANk/Nn8kZElDCS4/s200/Kings+of+Leon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774374584576850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fugindo um pouco do tom sulista do primeiro álbum, o Kings of Leon se aproxima mais do rock´n´roll para entregar o seu disco mais equilibrado. Hoje um dos principais grupos do mundo, aqui eles consolidaram a carreira com músicas fortes como "Pistol of Fire" e "The Bucket".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Youth and Young Manhood (2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lily Allen - It´s Not Me, It´s You (2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_Gi4zhP3I/AAAAAAAAANs/AePZ89MsASE/s1600-h/Lily+Allen_disco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_Gi4zhP3I/AAAAAAAAANs/AePZ89MsASE/s200/Lily+Allen_disco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774378671062898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco foi o responsável por derrubar preconceitos em relação à jovem cantora inglesa. Se na apresentação que fez no festival Planeta Terra, em 2007, a garota decepcionou, no ano passado, no Via Funchal, ela mandou muito bem. Bom do início ao fim, "It´s Not Me, It´s You" é um disco pop que beira a perfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morrissey - You Are The Quarry (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HF7P5hmI/AAAAAAAAAN0/HbqebIjKTCQ/s1600-h/Morrissey.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 193px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HF7P5hmI/AAAAAAAAAN0/HbqebIjKTCQ/s200/Morrissey.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774980622386786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor trabalho de Morrissey desde "Viva Hate" (1988), "You Are The Quarry" traz as letras ferinas e o rockinho bacana que este inglês apresenta desde os tempos do The Smiths. São vários os destaques aqui, mas dá para apontar "Irish Blood, English Heart", "I Have Forgiven Jesus", "The World is Full of Crashing Bores" e "Let Me Kiss You" como as principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muse - Absolution (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HGNQLz2I/AAAAAAAAAN8/yEJ7zT2kZZQ/s1600-h/Muse-Absolution.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HGNQLz2I/AAAAAAAAAN8/yEJ7zT2kZZQ/s200/Muse-Absolution.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774985455423330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse disco é para ouvir com o volume no talo. Foi a partir dele que o Muse se tornou verdadeiramente grande e passou a fazer shows excepcionais. É a obra dos ingleses que melhor equilibra o bom rock com a megalomania de Matthew Bellamy. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Black Holes and Revelations (2006).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Queens of The Stone Age - Songs for The Deaf (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HGbTRtRI/AAAAAAAAAOE/c6pXlR2rk1k/s1600-h/qotsa-songsforthedeaf.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HGbTRtRI/AAAAAAAAAOE/c6pXlR2rk1k/s200/qotsa-songsforthedeaf.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774989226489106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porrada sonora de uma das melhores bandas da atualidade, "Songs for The Deaf" traz a formação campeã do Queens of The Stone Age, liderada por Josh Homme, com Nick Oliveri no baixo e Dave Ghrol fazendo um trabalho primoroso na bateria. São diversas as boas faixas, mas "No One Knows" talvez seja a mais redonda de todas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Era Vulgaris (2007).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Radiohead - In Rainbows (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HG-N5eXI/AAAAAAAAAOM/rkNaV-C2gu8/s1600-h/radiohead-in-rainbows.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HG-N5eXI/AAAAAAAAAOM/rkNaV-C2gu8/s200/radiohead-in-rainbows.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426774998599170418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do incomparável "OK Computer" (1997), a trupe de Thom Yorke fez alguns discos difícies (e chatos) como "Kid A" (2000) e "Amnesiac" (2001), e uma obra mais acessível e apenas boazinha, o "Hail to The Thief" (2003). Dez anos depois, veio "In Rainbows" para mostrar que eles ainda têm muito a oferecer. Disco redondinho, com ótimas canções que crescem ainda mais ao vivo, como eles mostraram ano passado no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Killers - Hot Fuss (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HyONnDbI/AAAAAAAAAOs/RXAO_6fV38c/s1600-h/The-Killers-Hot-Fuss.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HyONnDbI/AAAAAAAAAOs/RXAO_6fV38c/s200/The-Killers-Hot-Fuss.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775741627305394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor disco do The Killers continua sendo o début "Hot Fuss". Saudades dos tempos que os caras não eram assim tão megalomaníacos e não sonhavam em ser o novo U2. Aqui, está uma das sequências mais matadoras de abertura de disco, com as faixas "Jenny Was a Friend of Mine", "Mr. Brightside", "Smile Like You Mean It" e "All These Things That I´ve Done". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Strokes - Is This It (2001)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HyowHgvI/AAAAAAAAAO8/0s-mwsMsvlM/s1600-h/Strokes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HyowHgvI/AAAAAAAAAO8/0s-mwsMsvlM/s200/Strokes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775748751360754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje impactante, por ter influenciado um grande número de bandas na década, o incessado "Is This It" tocou demais, porém entra fácil na lista dos melhores dos anos 2000. Puxado pelo hit "Last Nite", é um bom disco de garagem, com um desleixo calculado e melodias que grudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The White Stripes - Elephant (2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HybqYtDI/AAAAAAAAAO0/MwKOGQmrit8/s1600-h/The+White+Stripes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HybqYtDI/AAAAAAAAAO0/MwKOGQmrit8/s200/The+White+Stripes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775745237660722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco que traz o maior hit da dupla Jack e Meg White, "Seven Nation Army", "Elephant" ganha dos outros ótimos álbuns do grupo pelo conjunto da obra e por trazer uma guitarra ligada no volume 10. Um dos grandes protagonistas dos anos 2000, Jack White destrói mesmo carregando o peso morto que é Meg na bateria.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: De Stijl (2000).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HxtfaDwI/AAAAAAAAAOk/d29BG1BpNsw/s1600-h/Vampire+Weekend.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HxtfaDwI/AAAAAAAAAOk/d29BG1BpNsw/s200/Vampire+Weekend.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775732843581186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco deliciosamente esquisito, "Vampire Weekend" chama a atenção desde a primeira audição e cresce a cada nova. Indie até o talo, traz influências do pop africano precisamente dosadas. Além de tudo, é discretamente dançante, como atestam as faixas "Mansard Roof" e "Oxford Comma". O futuro é promissor para esse caçula dos anos 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wilco - Yankee Hotel Foxtrot (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F5tRrRyI/AAAAAAAAAMk/mNvo-UfMovg/s1600-h/album-yankee-hotel-foxtrot.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F5tRrRyI/AAAAAAAAAMk/mNvo-UfMovg/s200/album-yankee-hotel-foxtrot.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426773671201687330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das bandas mais completas da atualidade, o Wilco lançou uma série de bons discos nos anos 2000, mas o melhor deles foi sem dúvida "Yankee Hotel Foxtrot". Responsável por uma guinada sonora que levou o Wilco para mais perto do folk e do experimental, o disco é denso, mas fez relativo sucesso comercial. É daqueles trabalhos que não cansamos de ouvir e de descobrir novas nuances.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Sky Blue Sky (2006).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HxfrbMaI/AAAAAAAAAOc/QefiqSUBwtY/s1600-h/Yeah+Yeahs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_HxfrbMaI/AAAAAAAAAOc/QefiqSUBwtY/s200/Yeah+Yeahs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426775729135890850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a estréia "Fever to Tell" (2003) trazia uma ensandecida Karen O numa atmosfera punk, "Show Your Bones" é um pouco mais comedido e traz, inclusive, algumas ótimas baladas. O mais bacana do YYYs é justamente isso: cada disco traz uma identidade própria bem definida. Aqui, as melhores notas vão para "Gold Lion", "Way Out" e "Cheated Hearts".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa da mesma banda: Fever to Tell (2003).&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-659529147744137125?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/659529147744137125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=659529147744137125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/659529147744137125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/659529147744137125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2010/01/os-discos-internacionais-da-decada.html' title='Os discos internacionais da década'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/S0_F6EeX4cI/AAAAAAAAAMs/zmSotixqWSY/s72-c/amy-winehouse-back-to-black.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1965499131650628265</id><published>2009-12-29T13:01:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.096-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Os filmes da década</title><content type='html'>Mesmo com muitos gritos pela Internet, bradando que a década não acabou e só se encerra de fato quando findar o ano de 2010, pululam na rede as famigeradas listas de melhores da década. Sempre tive medo de cometer injustiças, mas esse ano vou arriscar. Para mim, o período vai mesmo de 2000 ao final de 2009, vou seguir o senso comum. Do mesmo modo que nunca engoli o início da semana como domingo. Início de semana é segunda-feira, ora bolas. E início de década é número redondo, ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom ressaltar que as três listas que apresentarei aos poucos por aqui não seguem ordem de preferência e sim a simplória ordem alfabética. Desculpem, mas "rankear" ia ser demais para o meu fígado. Outro detalhe: não pretendo dizer que tal filme e tal disco são superiores a outros que deixei de fora. Eles simplesmente me acompanharam de um modo mais próximo nesses dez anos, me tocaram mais. E o que importa é isso, o resto é balela. Até porque não vi metade dos filmes e não conheço todos os bons artistas da música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, criei uma regra: não posso repetir o artista (no caso dos discos) ou o diretor (no caso dos filmes), cada um só pode ter um representante, com, no máximo, mais uma menção honrosa. Abaixo, pois, os meus 20 filmes preferidos da decada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Avatar (2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuvpHnVxI/AAAAAAAAAJs/xPHMpg8sBcs/s1600-h/Avatar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 97px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuvpHnVxI/AAAAAAAAAJs/xPHMpg8sBcs/s200/Avatar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420766866264512274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém-chegado aos cinemas, o petardo de James Cameron impressiona pela técnica e populariza de vez o 3-D. A história em si é até banal, mas foi construída de tal modo que prende e não nos deixa sentir que se passaram quase três horas de projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpuv2lIx3I/AAAAAAAAAJ0/HuheZo0CS40/s1600-h/Brilho+Eterno+de+Uma+Mente+sem+Lembran%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpuv2lIx3I/AAAAAAAAAJ0/HuheZo0CS40/s200/Brilho+Eterno+de+Uma+Mente+sem+Lembran%C3%A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420766869877999474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme que concedeu respeito a Jim Carrey como ator, "Brilho Eterno..." é uma sensível parceria dos inventivos Michel Gondry e Charlie Kaufman. Com um roteiro repleto de desconstruções e soluções narrativas interessantes, traz Carrey em perfeita harmonia com a sempre boa Kate Winslet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade de Deus (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuweFPlKI/AAAAAAAAAJ8/_8Wn5HOZypw/s1600-h/Cidade+de+Deus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuweFPlKI/AAAAAAAAAJ8/_8Wn5HOZypw/s200/Cidade+de+Deus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420766880481645730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme brasileiro da década, "Cidade de Deus" apresentou Fernando Meirelles para o mundo e mostrou que no Brasil também se faz filmes ágeis, com ótimos roteiros e preparação de elenco primorosa. A montagem e a fotografia indicadas ao Oscar são inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa do mesmo diretor: O Jardineiro Fiel (2005).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade dos Sonhos (2001)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuwSgkkbI/AAAAAAAAAKE/Wj1TXGVEcMM/s1600-h/Cidade+dos+Sonhos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuwSgkkbI/AAAAAAAAAKE/Wj1TXGVEcMM/s200/Cidade+dos+Sonhos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420766877375041970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Lynch é um dos caras mais loucos do cinema mundial e este seu filme é motivo de infindáveis discussões e interpretações. Não segue uma lógica, exige que o espectador preencha os espaços vazios e deixa você preso na poltrona por alguns minutos após a projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade Baixa (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuwsTSodI/AAAAAAAAAKM/n0rslkdw-Tg/s1600-h/cidade-baixa01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 135px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuwsTSodI/AAAAAAAAAKM/n0rslkdw-Tg/s200/cidade-baixa01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420766884298662354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser o filme que melhor mostrou a Bahia contemporânea para o mundo, "Cidade Baixa" apresenta um triângulo amoroso dos mais inspirados, formado por Lázaro Ramos, Wagner Moura e Alice Braga. Além disso, tem um sotaque no ponto certo e um folclore que foge do estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dançando no Escuro (2000)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpwpNlXQwI/AAAAAAAAAKU/ZtSshgSxJHc/s1600-h/Dan%C3%A7ando+no+Escuro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpwpNlXQwI/AAAAAAAAAKU/ZtSshgSxJHc/s200/Dan%C3%A7ando+no+Escuro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420768954817135362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristíssimo filme de Lars Von Trier, com a cantora Björk dando um show no papel principal. É um musical completamente fora dos padrões e tem algumas das sequências mais agoniantes da década. Esse é para chorar - mesmo. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção Honrosa do mesmo diretor: Dogville (2003).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale com Ela (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwpeq5TUI/AAAAAAAAAKc/Bu85QsgPlkg/s1600-h/Fale+com+Ela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 165px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwpeq5TUI/AAAAAAAAAKc/Bu85QsgPlkg/s200/Fale+com+Ela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420768959403740482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo colorido e exagerado de Almodóvar não poderia ficar de fora. Com diálogos inteligentes e o pertubador enfermeiro interpretado por Javier Cámara no centro da trama, "Fale com Ela" traz ainda a voz de Elis Regina numa belíssima cena e Caetano Veloso em carne e osso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa do mesmo diretor: Volver (2006).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kill Bill - Vol. 1 e Vol. 2 (2003 e 2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwpk8tnsI/AAAAAAAAAKk/BD98hBurNJc/s1600-h/Kill+Bill.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwpk8tnsI/AAAAAAAAAKk/BD98hBurNJc/s200/Kill+Bill.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420768961089085122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não trazendo a verborragia de filmes como "Pulp Fiction", a série "Kill Bill" marca pela estética pop e por apresentar Uma Thurman em estado de graça. Se você mergulha de cabeça nesse universo, passa a entender perfeitamente a louca mente de Quentin Tarantino.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa do mesmo diretor: Bastardos Inglórios (2009).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mar Adentro (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwp2Zd8eI/AAAAAAAAAKs/OLH2emXAoAo/s1600-h/Mar+Adentro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpwp2Zd8eI/AAAAAAAAAKs/OLH2emXAoAo/s200/Mar+Adentro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420768965773095394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta Alejandro Amenabár conta a história real do galego Ramón Sampredo com uma delicadeza ímpar. Javier Bardem, com esse papel, se colocou entre os maiores atores da atualidade. Um dos filmes mais tristes e belos da década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcas da Violência (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpwqHV6H0I/AAAAAAAAAK0/JqAZtgHp-yA/s1600-h/Marcas+da+Viol%C3%AAncia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpwqHV6H0I/AAAAAAAAAK0/JqAZtgHp-yA/s200/Marcas+da+Viol%C3%AAncia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420768970321567554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor David Cronenberg sempre entregou filmes que mexem com o público, com imagens fortes e roteiros redondinhos. As ótimas interpretações de Viggo Mortensen, Ed Harris e William Hurt dão um caldo ainda mais saboroso a esta produção.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menina de Ouro (2004)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpxor6WlDI/AAAAAAAAAK8/s9K4trrBVBQ/s1600-h/Menina+de+Ouro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpxor6WlDI/AAAAAAAAAK8/s9K4trrBVBQ/s200/Menina+de+Ouro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770045289993266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o triunvirato Clint Eastwood, Hillary Swank e Morgan Freeman não podia sair algo menos que espetacular. Grande obra do melhor cineasta desta década, "Menina de Ouro" emociona na medida certa, fugindo da pieguice.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;** Menção honrosa do mesmo diretor: Gran Torino (2008)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Cheiro do Ralo (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxoxO6JAI/AAAAAAAAALE/r1gPiqsLdM4/s1600-h/O+Cheiro+do+Ralo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxoxO6JAI/AAAAAAAAALE/r1gPiqsLdM4/s200/O+Cheiro+do+Ralo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770046718387202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um inspirado Selton Mello no papel principal, o filme de Heitor Dhalia é esquisito, engraçado e faz jus à louca obra de Lourenço Mutarelli. É cult, sem ser chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Labirinto do Fauno (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxpcUSO_I/AAAAAAAAALM/l3Ytq9Xp2FQ/s1600-h/O+Labirinto+do+Fauno.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxpcUSO_I/AAAAAAAAALM/l3Ytq9Xp2FQ/s200/O+Labirinto+do+Fauno.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770058283662322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mexicano Guillermo del Toro criou uma fábula com imagens espetaculares, mas também amparada em um roteiro consistente. Um filme talvez um pouco dark para as crianças, mas nem um pouco infantil para os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Pianista (2002)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpxpt3AMGI/AAAAAAAAALU/57IVja8BGlg/s1600-h/O+Pianista.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 136px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Szpxpt3AMGI/AAAAAAAAALU/57IVja8BGlg/s200/O+Pianista.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770062992683106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores filmes de guerra já feitos, a obra de Roman Polansky é emocionante e traz uma grande interpretação de Adrien Brody, premiado pelo Oscar. Bom ressaltar que não é fácil renovar o olhar sobre um tema tão batido como a 2a Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis - Trilogia (2001, 2002 e 2003)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWbP4smI/AAAAAAAAAL0/BGOHQCuA5LE/s1600-h/Senhor+dos+Aneis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 112px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWbP4smI/AAAAAAAAAL0/BGOHQCuA5LE/s200/Senhor+dos+Aneis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770831090889314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores trilogias de todos os tempos, a saga dirigida por Peter Jackson conseguiu fazer jus aos ótimos livros de J.R.R. Tolkien. A reprodução deste mundo fantástico, com riqueza de detalhes, agradou aos fãs dos livros e conquistou muitos não-iniciados neste universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxpuMLUnI/AAAAAAAAALc/K2Oca0fewHA/s1600-h/Onde+os+Fracos+Nao+Tem+VEz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpxpuMLUnI/AAAAAAAAALc/K2Oca0fewHA/s200/Onde+os+Fracos+Nao+Tem+VEz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770063081493106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimas interpretações, história forte e violência a serviço da narrativa. O filme dos geniais Irmãos Coen surpreende também por não parecer tanto um filme dos Irmãos Coen. Prova de como esses americanos são versáteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pequena Miss Sunshine (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyW0SIzGI/AAAAAAAAAME/HoiQBU9q3VI/s1600-h/Pequena+Miss+Sunshine.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 128px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyW0SIzGI/AAAAAAAAAME/HoiQBU9q3VI/s200/Pequena+Miss+Sunshine.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770837811219554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme mais fofo da década, "Pequena Miss Sunshine" é daquelas pequenas obras-primas que merecem ser vistas e revistas. O elenco dá um show e o roteiro é sagaz, com diálogos cortantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sangue Negro (2007)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWdH7EuI/AAAAAAAAAL8/ZBLwe8FpP1U/s1600-h/Sangue+Negro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWdH7EuI/AAAAAAAAAL8/ZBLwe8FpP1U/s200/Sangue+Negro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770831594361570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme já entraria na lista só pela interpretação hipnotizante de Daniel Day Lewis, mas tem outros méritos como uma trilha sonora pertubadora, uma narrativa épica e boa reconstituição de época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três Enterros (2005)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWDE7T6I/AAAAAAAAALs/wfBgYbT7Ctw/s1600-h/Tr%C3%AAs+Enterros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyWDE7T6I/AAAAAAAAALs/wfBgYbT7Ctw/s200/Tr%C3%AAs+Enterros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770824602472354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente o filme menos conhecido desta lista, "Três Enterros" se destaca pela direção e interpretação de Tommy Lee Jones. Com um humor negro cortante, se ampara no ótimo roteiro de Guillermo Arriaga (o mesmo de "Babel" e "21 Gramas").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vôo United 93 (2006)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyV7x-UjI/AAAAAAAAALk/2BGDs7sz9Lo/s1600-h/Voo+United+93.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpyV7x-UjI/AAAAAAAAALk/2BGDs7sz9Lo/s200/Voo+United+93.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420770822643929650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme que apresenta de forma quase didática o que aconteceu no vôo que supostamente deveria atingir o Capitólio, no fatídico 11 de setembro de 2001, "Vôo United 93" é tensão pura. Mesmo quando exagera nos termos técnicos, o diretor Paul Greengrass não deixa o espectador tirar os olhos da tela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1965499131650628265?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1965499131650628265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1965499131650628265&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1965499131650628265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1965499131650628265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/12/os-filmes-da-decada.html' title='Os filmes da década'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SzpuvpHnVxI/AAAAAAAAAJs/xPHMpg8sBcs/s72-c/Avatar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2519783486589415014</id><published>2009-12-15T15:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:18:54.505-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>A saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sygd3vhLLDI/AAAAAAAAAJk/8kRNuyHmOMk/s1600-h/Por-do-sol.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sygd3vhLLDI/AAAAAAAAAJk/8kRNuyHmOMk/s320/Por-do-sol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415611395398642738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compreendo direito a morte. A ficha demora uma eternidade para cair. Na realidade, não fui acostumado a ela e acabo sendo surpreendido quando chega a hora. Sou de uma família grande que até o ano passado só havia sofrido com mortes naturais, de entes mais velhos. Não são falecimentos menos sofridos e saudosos, mas são simplesmente naturais. Nos últimos seis meses, dois tios meus se foram, o último deles nesta semana. Pessoa doce, padrinho por escolha e membro da família há mais de 30 anos, ele sucumbiu ao mal do século (passado, ainda não resolvido no atual: o câncer). Em pleno dezembro festivo, a ausência de dois familiares só nos deixa com o silêncio. Que estejam bem aonde for. Aqui, ficamos com a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Esse texto é dedicado ao saudoso Dindo Humberto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2519783486589415014?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2519783486589415014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2519783486589415014&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2519783486589415014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2519783486589415014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/12/saudade.html' title='A saudade'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sygd3vhLLDI/AAAAAAAAAJk/8kRNuyHmOMk/s72-c/Por-do-sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-4694667437896283122</id><published>2009-12-05T15:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:19:11.441-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Intercambiando experiências</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SxrzPdryIfI/AAAAAAAAAJc/qpmIX4WA4Es/s1600-h/Santiago_de_Compostela_Catedral.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SxrzPdryIfI/AAAAAAAAAJc/qpmIX4WA4Es/s320/Santiago_de_Compostela_Catedral.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411905349230928370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tive a sorte de fazer dois intercâmbios de um ano cada, nos Estados Unidos e na Europa. Experiências únicas, bem diferentes entre si, que colaboraram muito para meu crescimento e conquista da independência. Se hoje me adapto bem onde quer que eu viva, sem grandes sofrimentos e encucações, é muito por conta do que vivi no exterior. Por esse motivo, sou partidário radical destas experiências no momento em que o jovem está em fase de formação. Seja no final do Ensino Médio (sem direito a medos e receios em relação ao Vestibular), seja no período da universidade - aproveitando convênios que algumas instituições como a Universidade Federal da Bahia (Ufba) têm. Se você é pai e pode oferecer um intercâmbio a seu filho, não seja egoísta, deixe a saudade de lado e incentive-o. E, por favor, não vá visitá-lo no meio do ano, nada pode ser mais desestabilizador. Aprenda, por mais duro que isso seja: você não faz parte do mundo que seu filho irá contruir fora do país. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro intercâmbio, nos Estados Unidos, pelo tradicional AFS, foi excitante pelo ineditismo, engrandecedor nas alegrias e tristezas que vivi e determinante em algumas das decisões que tomei nos anos que se seguiram. Com 17 anos, vivi pela primeira vez numa pequena cidade, Saint Joseph, em Missouri, numa surreal constatação de que todos os habitantes (70 mil) de lá cabem no estádio da Fonte Nova (na época a Fonte ainda existia e abrigava até 100 mil pessoas). Conheci gente de todo o mundo, dei uma de esportista praticando futebol e tênis (bem fraco nas duas modalidades), aprendi inglês e me diverti muito. Sofri um tanto também, com uma mãe americana das mais instáveis, numa relação de amor e ódio que quase me fez mudar de família. Preferi não dar esse passo, mesmo hoje percebendo que talvez teria sido melhor. Quem compensava era o pai americano e todos os tios e primos que me adotaram como parte da vida deles. As lembranças da desequilibrada Deborah Rathburn até hoje me trazem alguns calafrios. Mas todo o resto foi tão bom, que valeu mais do que a pena. E mais: cresci, como cresci...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha segunda experiência foi durante a metade final da graduação em Comunicação. Segui com um grupo de amigos da Ufba para Santiago de Compostola, inesquecível cidade espanhola, perto da fronteira com Portugal. Posso dizer que até hoje sinto saudade dos seis meses que passei por lá, uma vida paralela que precisava ter data marcada para acabar. Os estudos, naturalmente, tiveram uma fração de colaboração nessa experiência - especialmente no que tange ao aprendizado da língua espanhola -, mas não posso mentir ao ponto de dizer que essa fração foi grande. Com um curso de Comunicação não tão bom quanto eu esperava, fui deixando a Universidad de Santiago de Compostela um pouco de lado e mergulhei fundo na cultura - e na farra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem viveu a maior parte da vida em Salvador, cidade onde tudo acaba às 2h da manhã, Santiago de Compostela era um parque de diversões. Sair de casa perto da 1h da manhã, já turbinado de cerveja, e iniciar uma peregrinação por quatro ou cinco bares até 8 da manhã era nada menos que incrível. Como uma cidade universitária e turística, Compostela reunia um turbilhão de gringos, muito deles brasileiros. Curtir uma verdadeira Torre de Babel e me sentir independente (administrando meu dinheiro, cozinhando - simplesmente sendo dono exclusivo do meu nariz) foram coisas que eu não tinha como comprar na esquina mais próxima. Além do mais, Santiago de Compostela é uma cidade belíssima, vibrante e com uma carga histórica notável. Experimente entrar na Plaza del Obradoiro distraído... Foi assim que eu sai de uma pequena ruela e dei de cara com aquela Catedral gigantesca, de tirar o fôlego. Naquele momento - lembro como se fosse hoje - agradeci imensamente por aquele intercâmbio que se iniciava. Vivi a Espanha intensamente, não só Santiago, mas as outras espetaculares cidades que conheci. Não a tôa, considero-a a nação européia que oferece o melhor turismo, em virtude da diferença que há entre uma região e outra, da estrutura que oferece ao turista, das belezas naturais e dos sítios históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, ao final de seis meses, a grana já estava ficando curta e as oportunidades de trabalho não surgiam. Os restaurantes e as lojas botavam a culpa no inverno e eu simplesmente não podia esperar o verão das oportunidades chegar. A convite de amigos do Brasil, me mudei para Coimbra, em Portugal. Também milenar, Coimbra não tem metade dos encantos de Santiago de Compostela, mas lá eu vivi outros tantos momentos inesquecíveis. Trabalhei vendendo TV a cabo de porta em porta, fui o "apanha-copos" de uma boate e fiz as vezes de barman num estabelecimento ligado à universidade. Acabei me divertindo muito em cada um desses trabalhos e juntei a grana necessária para me manter mais seis meses na Europa e para passar um desses meses, inteirinho, correndo a Inglaterra, Holanda, Bélgica, França, Itália e Sul da Espanha. Outras tantas farras e amizades especiais foram feitas em terras portuguesas. O sobrado em que morei, mais conhecido como a Casa da Dona Rosa, e o apartamento dos baianos que era nosso quartel-general são lembranças saborosas de um dos melhores anos de minha vida. Vivido no momento certo, como deve ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-4694667437896283122?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/4694667437896283122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=4694667437896283122&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4694667437896283122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4694667437896283122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/12/intercambiando-experiencias.html' title='Intercambiando experiências'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SxrzPdryIfI/AAAAAAAAAJc/qpmIX4WA4Es/s72-c/Santiago_de_Compostela_Catedral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-908361465951531852</id><published>2009-11-25T14:57:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Um país em evidência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sw227R2MIvI/AAAAAAAAAJU/tDt52KiQjKs/s1600/DSC00680.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sw227R2MIvI/AAAAAAAAAJU/tDt52KiQjKs/s320/DSC00680.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408179857061061362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conhecer a Venezuela no momento em que Hugo Chávez está mais em evidência é no mínimo curioso. Na semana que passei neste país da América do Sul que sempre se afeiçou mais à América Central, mas que ultimamente tem se aproximado do sul, o polêmico presidente venezuelano era notícia por três motivos. O primeiro, que ainda não foi resolvido, era a entrada da Venezuela no Mercosul, questão que vem suscitando intensas discussões no Brasil. O segundo era a ameaça de guerra enviada por Chávez para seu colega colombiano Álvaro Uribe, algo que não deve passar de mera retórica. Por fim, o terceiro motivo era o racionamento de energia, que levou o Comandante a solicitar que os venezuelanos tomassem banhos de no máximo três minutos. Essa declaração, pois, entra com honrarias na folclórica lista de frases de efeito proferida por Chávez. O mais irônico de tudo, porém, foi estar na Venezuela e assistir de longe o apagao que ocorreu no Brasil... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia que passei na província de Maracaibo, fronteira (fechada, diga-se de passagem) com a Colômbia, pude sentir uma tensão no ar. Um pouco por causa da ameaça de "guerra", mas muito por conta da insegurança rotineira da região, que sofre com altos índices de assaltos e sequestros. Quando a fronteira estava aberta, era comum a horda de colombianos invandindo os postos de Maracaibo para comprar gasolina barata. Por esse motivo, os postos da região hoje possuem cota diária de abastecimento e contam com filas enormes. Quando me refiro à gasolina barata, devo ressaltar um pouco mais esse ponto: é praticamente de graça. Utilizando como referência o câmbio oficial do dólar (algo como 2,15 bolívares), um tanque cheio de um Suzuki Vitara, por exemplo, pode ser enchido com meros três dólares. Na real (leia câmbio negro), quando um dólar custa cerca de 5 bolívares, dá para sair com o carro entupido de gasolina por cerca de um dólar. Isso mesmo, um! Chorai brasileiros que sofrem com apenas um litro (bem) mais caro que isso. Tabelada e subsidiada pelo governo, a gasolina é motivo de orgulho para o venezuelano, que reprime com revoltas qualquer chance de aumento. Presidentes anteriores tentaram aumentar o preço e o saldo final foram dezenas de mortos em enfrentamento com a polícia. Chávez, que não é bobo nem nada, não mexe nessa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas é uma cidade deveras interessante, com os contrastes típicos das grandes metrópoles latinas. Encravada em uma espécie de depressão, a cidade é rodeada por altas montanhas e morros, que vagamente lembra o Rio de Janeiro. De uma década para cá, boa parte desses morros passou a ser ocupada por imensas favelas, bem menos violentas que as nossas, mas ainda assim impressionantes. No geral, nas regiões mais centrais e movimentadas, Caracas é uma cidade bem cuidada e bonita, com arquitetura interessante e comércio intenso. Dizem, inclusive, que a elite de Caracas só é menos consumista que a brasileira, entre os países da América do Sul. Entretanto, ao entrar um pouco mais na cidade, a sujeira e o caos urbano imperam. O trânsito, naturalmente, é louco. As casas da elite que Chávez não consegue conter, se mantém no alto de alguns morros - aqueles que não são ocupados pelas favelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso perceber também que só uma cadeia internacional de hotéis se manteve: a espanhola Meliá. Todas as outras, notadamente as americanas Hilton e Four Seasons, foram expulsas do país. Não há propriedade privada na Venezuela, ao menos a Constituição deles assim explicita. O que há é posse temporária das terras. Tudo é do governo - "terra livre, homem livre". Com esse mote em mãos, Chavéz tem carta branca para desapropriar sempre que quiser. Sem adversários políticos fortes na oposição, com exceção de parte da imprensa, o Comandante deve se manter no poder por muitos anos. Ainda mais com as reeleições perpétuas que lhe são garantidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três pequenas curiosidades venezuelanas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A cidade Maracaibo é conhecida como a mais quente e a mais fria da Venezuela. Explica-se: as temperaturas externas chegam a mais de 45 graus em alto Verão, mas as internas beiram 15 graus. Não importa a época do ano, onde há espaço fechado em Maracaibo, o ar condicionado entra bombando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os venezuelanos e os brasileiros que vivem em Caracas garantem: Lula é pop star por lá. Admirado pelos seguidores de Chávez e por parte da oposição, o presidente brasileiro agrada a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O fuso horário na Venezuela é possivelmente único no mundo. Lá, os relógios estão acertados com 2h30 a menos que o horário oficial de Brasília. Isso mesmo, tem 30 minutos quebrados de lambuja. Ao perguntar o motivo dessa diferença, esclareceram de prontidão: foi idéia de Chávez, ele consegue o que quer. A justificativa do Comandante foi a seguinte: essa meia hora permite que as crianças levantem cedo para irem a escola com o sol já brilhando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-908361465951531852?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/908361465951531852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=908361465951531852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/908361465951531852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/908361465951531852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/11/um-pais-em-evidencia.html' title='Um país em evidência'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sw227R2MIvI/AAAAAAAAAJU/tDt52KiQjKs/s72-c/DSC00680.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-5106578713236111660</id><published>2009-11-12T19:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>No rastro da informação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SvzMF8Zhx5I/AAAAAAAAAJM/Lh90E7qA3cM/s1600-h/billboard1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SvzMF8Zhx5I/AAAAAAAAAJM/Lh90E7qA3cM/s320/billboard1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403418055422363538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já se passaram dois anos desde que abandonei a redação do jornal Correio da Bahia e passei a me dedicar a área da Comunicação Corporativa. Cada vez mais, percebo que fiz a escolha certa e não me arrependo de um único passo. Algo que é notável para uma pessoa sempre cheia de dúvida como eu e que adora um arrependimento de caju em caju. Não deixo, porém, de olhar com certa nostalgia para alguns dos textos que escrevia no caderno de Cultura do Correio da Bahia, que guardo em uma pasta lá no fundo armário. Por dois anos, muito aprendi. Como era prazeroso escrever sobre música, cinema, literatura e quadrinhos. Desenvolvi meu texto, aprendi a moldar uma certa cara-de-pau, entrevistei artistas que sempre admirei e mantive-me sempre antenado com as novidades do mundo cultural. No Correio, também fiz amizades que levarei para sempre, especialmente entre meus colegas do Folha da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desses 24 meses, posso dizer que não sou mais tão informado sobre música e cinema como antes. Entretanto, acredito que me mantenho acima da média, mesmo que sem o contato antecipado com as tendências e com o que importa nesse meio. É natural, afinal o foco do meu trabalho hoje é outro. Não deixo, porém, de ir ao cinema, de comprar CDs, DVDs e livros, de frequentar os principais festivais de música e de ler bastante. Não perdi, pois, um hábito que levo comigo há anos, que é ler sobre cultura, especialmente música. É uma maneira de prosseguir razoavelmente informado. Em minhas viagens recentes ao exterior, sempre adquiro algumas boas revistas inglesas e americanas, sempre muito caras no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, nosso país está relativamente bem servido na área. Se a Bizz não existe mais, a Rolling Stone ocupou o espaço com vigor e outra publicação internacional acaba de chegar para enfrentá-la: a tradicional Billboard. Há espaço sim para as duas, pois os focos são levemente diferenciados. Enquanto a RS foca no mundo pop e trata também de celebridades, política, moda e comportamento, a Billboard é quase que exclusivamente música, só que passenado pelos mais diversos gêneros- até mesmo pagode, sertanejo e outros estilos de gosto duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rolling Stone comemorou 3 anos de Brasil com uma edição especial com as 100 maiores músicas brasileiras da história. Lista equilibrada, encabeçada pela vigorosa "Construção", de Chico Buarque. Dominam a lista medalhões como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso e Tim Maia, com poucos representantes da safra mais recente. Na edição de estréia, a Billboard estampou o mais popular dos artistas brasileiros na capa, o rei Roberto Carlos. As matérias, em geral, são equilibradas, mesmo que pouco inventivas. O que salta aos olhos mesmo são as listas das paradas de sucesso em várias partes do mundo e no Brasil, com cortes específicos nos principais estados brasileiros. Vale uma curiosa olhada, para perceber como o axé ainda é forte na Bahia e como o sertanejo domina os estados mais centrais. Em São Paulo e no Rio reza uma cartilha mais diversificada e chegada ao internacional. Entre as matérias, a que mais me saltou aos olhos foi a sobre os 30 anos do punk no Brasil. Boa materia que me fez lembrar de um dos melhores livros sobre música que já li, o intenso e inventivo "Mate-me Por Favor" ("Please Kill Me"), que reúne a história do punk (e o que veio logo antes dele) nas declarações daqueles que participaram do movimento. Para ler e guardar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-5106578713236111660?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/5106578713236111660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=5106578713236111660&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5106578713236111660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5106578713236111660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/11/no-rastro-da-informacao.html' title='No rastro da informação'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SvzMF8Zhx5I/AAAAAAAAAJM/Lh90E7qA3cM/s72-c/billboard1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1566247130814642702</id><published>2009-10-30T07:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.096-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A marca de Tarantino</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sur1DI60YUI/AAAAAAAAAJE/mYpJfLek2f4/s1600-h/Bastardos+Inglorios.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sur1DI60YUI/AAAAAAAAAJE/mYpJfLek2f4/s320/Bastardos+Inglorios.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398396537639559490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não canso de rever "Pulp Fiction", obra-prima pop do grande Quentin Tarantino. Foi com esse filme que eu - e boa parte dos seus fãs - mergulhei de vez na cinematografia do cineasta americano, retrocedendo, inclusive, para conhecer o ótimo "Cães de Aluguel". Dos seus filmes - sempre bons, mas nem sempre espetaculares - só não vi a parte que lhe pertence na parceria com Robert Rodriguez, o "Death Proof". Erro que pretendo corrigir logo, por sinal. Semana passada, fui ver "Bastardos Inglórios", novo petardo de Tarantino, que traz o galã (que hoje faz de tudo para se enfeiar) Brad Pitt entre os principais personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo lá: violência desenfreada, diálogos cortantes, personagens bizarros, elenco afinado, trilha sonora cuidadosamente pincelada. A grife Tarantino é facilmente percebida e isso chegou a levantar algumas críticas de meios especializados. Chamam de mais do mesmo, falta de inovação e sugerem até mesmo uma limitação criativa deste que é um dos melhores diretores que surgiram nos anos 90. Bom, eu não sei quanto a estes críticos, mas o que eu espero ao ver um filme de Tarantino é justamente que traga o que o ele sabe fazer de melhor. Guardando as devidas proporções, é o que acontece com o genial Alfred Hitchcock. Em sua extensa filmografia, são poucos os filmes que não trazem o estilo hitchcockiano impresso em cada cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sátira inteligente e propositadamente exagerada do período do nazismo - mais especificamente da França ocupada pelos seguidores de Hitler -, "Bastardos Inglórios" é uma obra divertida e movimentada, que carece talvez de um roteiro mais elaborado, para complementar os espertos diálogos. No ranking tarantiniano, eu colocaria este novo filme no nível de "Jackie Brown". Ainda bem bom, mas sem a excelência dos já citados "Cães de Aluguel"e "Pulp Ficton" e da série "Kill Bill". O que há de melhor no filme é a gangue dos Bastardos Inglórios que dá título à obra, com destaque para o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) e o Sargento Donny Donowitz (Eli Roth, amigo de Tarantino, que também é diretor). Só quem se sobressai a todos é o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz, ganhador do prêmio de Melhor Ator em Cannes). Oficial alemão poliglota, Landa é  implacável e carrega uma frieza notável. Prova disso é a primorosa sequência inicial, quando o oficial faz uma busca por judeus em um rancho no interior da França. Com uma lábia envolvente, o coronel acaba por realizar o seu "trabalho", fazendo jus a fama de caçador de judeus. É bem mais assustador que o caricato Hitler de "Bastardos Inglórios". Fato aliás, compreensível, afinal depois do Hitler de Bruno Ganz em "A Queda - As Últimas Horas de Hitler", todas as reencarnações do líder nazista vão parecer pouco convicentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1566247130814642702?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1566247130814642702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1566247130814642702&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1566247130814642702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1566247130814642702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/10/marca-de-tarantino.html' title='A marca de Tarantino'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sur1DI60YUI/AAAAAAAAAJE/mYpJfLek2f4/s72-c/Bastardos+Inglorios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7822620058729628436</id><published>2009-10-25T12:44:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Canal dos nacionalistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SuSrSYA68KI/AAAAAAAAAI8/fgAYeV_X3ag/s1600-h/DSC00522.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SuSrSYA68KI/AAAAAAAAAI8/fgAYeV_X3ag/s320/DSC00522.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396626585669005474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os panamenhos são muito nacionalistas e admitem o orgulho pelo país sem muita cerimônia. Recheado de problemas, como toda nação da América Latina que se preza, o Panamá tem uma orla que impressiona pelos gigantes arranha-céus que chegam a 100 andares e colocam uma interrogação na cabeça: será mesmo que tem comprador suficente para tantos prédios luxuosos sendo levantados ao mesmo tempo? Bom, há sim muita especulação e lavagem de dinheiro por lá, o que pode acarretar, segundo dizem, em mais uma crise alimentada pelo mercado imobiliário. O que fica, entretanto, é a imagem de uma modernidade latente em um pequeno país centro-americano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar no Panamá, naturalmente o que primeiro vem a cabeça é seu importante canal. Obra de engenharia de imensas proporções, o Canal do Panamá é um projeto do início do século XX que impressiona pela tecnologia e engenho empregados. Quando se toca nesse assunto, novamente surge o tema do nacionalismo. Por muitas décadas, o canal foi administrado pelos Estados Unidos, que passou o bastão para o Panamá no dia 31 de dezembro de 1999. Agora imaginem o que é para um país nacionalista viver com parte do seu território ocupado por estrangeiros, que exploram comercialmente o que poderia ser a sua principal fonte de renda? Foi justíssima, pois, a festa que os panamenhos fizeram no primeiro dia de sua liberdade. E é de se admirar o esforço que eles hoje fazem para ampliar o canal e torná-lo compatível com os gigantescos navios que hoje transportam cargas pelos oceanos. Ali está o futuro do país, não há dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*******************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das coisas mais inusitadas ao viajarmos para outros países - especialmente sem a ânsia do turista que quer ver tudo ao mesmo tempo - é obervar alguns costumes diferentes que nos parecem estranhos. Não sei se é algo comum no Panamá, mas um restaurante chique deveria oferecer mesas compartidas? Bom, se for para curtir a minha solidão numa cidade distante, que seja de fato sozinho, ora bolas. E não dividindo mesas. Afinal, não estou no paulistano Shopping Eldorado, em plena praça de alimentação, ao meio dia! Foi essa estranha proposta que recebi de uma hostess pouco simpática, em um restaurante oriental no Multiplaza, gigante centro comercial na Cidade do Panamá.Frente à minha surpresa e me olhando com um ar de retaliação, a garota acabou me levando para um outro salão do restaurante, onde um balcao e algumas mesas altas satisfaziam os solitários por opção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7822620058729628436?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7822620058729628436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7822620058729628436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7822620058729628436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7822620058729628436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/10/canal-dos-nacionalistas.html' title='Canal dos nacionalistas'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SuSrSYA68KI/AAAAAAAAAI8/fgAYeV_X3ag/s72-c/DSC00522.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1679650366155810340</id><published>2009-10-10T19:05:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:18:54.505-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Doces veraneios</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/StE-SBfiSlI/AAAAAAAAAI0/qYByJn1cDtA/s1600-h/Praia+do+Forte.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/StE-SBfiSlI/AAAAAAAAAI0/qYByJn1cDtA/s320/Praia+do+Forte.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391158708298467922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de 10 anos de minha vida, eu não soube o que significava veranear em Salvador. Como numa eterna colônia de férias, Praia do Forte se tornou o lar dos meus verões, dos 9 aos 19 anos de idade. Lembro que era convidado a passar temporadas em Vilas do Atlântico e na Ilha de Itaparica e, quando cedia, logo me arrependia e contava os dias para voltar para a então bucólica Praia do Forte. Foi nesse pequeno reduto, ainda uma Vila de Pescadores, que pela primeira vez senti uma sensação de liberdade e independência. As ruas de barro da Vila, recheadas ainda com poucos turistas e muitos nativos, eram seguras e conhecidas por nós em todas as suas nuances. A praia, com uma inclinacão peculiar na areia, oferecia um mar calmo, tanto nas pocinhas em frente ao apart onde me hospedava (Garcia D'Ávila) quanto no Papa Gente, passando ainda pelo trecho mais profundo em frente ao famoso Eco Resort. Hotel este, por sinal, que foi invadido seguidas vezes por um bando de crianças ávidas por suas piscinas imensas e sua recreação gratuita. Cansei de correr de seguranças, quando nossa tática de nos dividir em grupos e atacar em várias frentes não dava certo. Os rostos já marcados pelos guardinhas que mantinham a posição na frente do Resort buscavam mesmo era um pouco de emoção, quase sempre recompensada com um gostoso banho de piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse bando de crianças a que me referi, inclusive, foi responsável por alguns dos momentos mais divertidos da minha infância. Logo no primeiro janeiro por lá, eu e meus tios e primas que me convidavam para Praia do Forte conhecemos duas famílias de São Paulo e duas de Brasília, que logo se tornaram amigas. Os adultos estreitaram laços e as crianças não se desgrudavam. Se alguns, como os companheiros de Brasília, só voltaram por mais quatro anos para a nossa solar terra prometida, outros, como os paulistas, bateram ponto conosco durante toda a década. Matávamos as saudades uns dos outros trocando cartas (sim, elas ainda existiam!) e esperando ansiosamente por mais um veraneio. Até hoje tenho essas pessoas como referências em minha vida. Umas não vejo há anos, outras estão ainda bem próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lembranças são muitas do Litoral Norte e, nos anos seguintes que voltei, já sem a garantia do Verão e sem meus amigos de outros Estados, consegui reviver os bons momentos sem grande nostalgia, mas com uma sensação de ter aproveitado cada minuto que passei ali. O delicioso bolinho de peixe do Souza (que bati o recorde de 100 unidades comidas em um verão); os caretas que já começavam a nos assustar no final de janeiro; as tartarugas do Projeto Tamar; a torta de limão do Tango Café; o divertido banana boat (e o fatídico dia que os adultos experimentaram e - apavorados após um pequeno acidente - resolveram nos proibir de utilizá-lo); as trilhas matutinas rumo a Reserva de Sapiranga e suas corredeiras; as puladas noturnas de cerca entre os aparts vizinhos Garcia D'Ávila e o Solar dos Arcos; a moqueca de Maura à beira-mar; as longas caminhadas rumo ao Rio Pojuca; o pôr-do-sol inesquecível frente ao histórico Castelo Garcia D'Ávila; as sessões de música baiana e crepes no Solar dos Arcos; os mergulhos silenciosos no Papa Gente e na Piscina do Lord; os sariguês caçados nos corredores do apart-hotel; as conversas à luz da lua na piscina; as intermináveis partidas de War e outras jogatinas como Rapidinho e Imagem &amp; Ação; as eternas brigas com as primas na hora de lavar, enxugar e guardar a louça do nosso saudoso apartamenteo A4; os surreais shows do Asa de Águia e Fernanda Abreu em um lugar ermo e escuro; as despedidas chorosas no início de fevereiro. Foram momentos fantásticos que devo aos que me proporcionaram a chance de curtir esses inesquecíveis dias de Verão. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1679650366155810340?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1679650366155810340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1679650366155810340&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1679650366155810340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1679650366155810340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/10/doces-veraneios.html' title='Doces veraneios'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/StE-SBfiSlI/AAAAAAAAAI0/qYByJn1cDtA/s72-c/Praia+do+Forte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-3657308429942923805</id><published>2009-10-05T17:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Do You Want To?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsqPu2wOHNI/AAAAAAAAAIs/VNTBR6rgx4g/s1600-h/Franz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsqPu2wOHNI/AAAAAAAAAIs/VNTBR6rgx4g/s320/Franz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389277939236740306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Franz Ferdinand é uma das bandas mais honestas da atualidade. Seus três CDs de estúdio são equilibrados em qualidade, todos eles bem acima da média. Os shows do grupo são explosivos por onde quer que eles passem, seja no gigantesco palco do festival Glastonbury, seja num inferninho para 500 pessoas, onde eles continuam tocando mesmo após se tornarem uma das principais bandas do mundo. Seus integrantes não se metem em confusão, porém tampouco são nerds completos. No palco, despejam doses generosas de energia, com seu rock dançante dos mais empolgantes. São conhecidos também pelo nível cultural destacado, a começar pelo vocalista Alex Kapranos, que mantinha uma coluna no prestigiado jornal The Guardian sobre culinária e já lançou, inclusive, um livro sobre o assunto - o ótimo "Mordidas Sonoras", que tem um capítulo dedicado ao Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, os caras aparentemente gostam muito do Brasil. A primeira vez que eles apareceram por aqui foi no início de 2006, quando fizeram o show de abertura para o U2. Com apenas um disco a tiracolo e num ambiente onde só o que importava para os presentes era mesmo a banda de Bono e cia, o Franz Ferdinand cumpriu o seu papel com dignidade. Não demorou muito, porém, para eles voltarem como headliners do então interessante festival Motomix, em SP, e para um show no mítico Circo Voador, no Rio. Já com o segundo disco na pista e apenas sete meses após a estréia em terras brasileiras, eles impressionaram pela energia e entrega, conquistando ainda mais fãs e consolidando o interesse de admiradores como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, com o terceiro disco bombando, eles foram convidados pela MTV brasileira para tocarem no VMB e foram aproveitados pela Smirnoff para uma festa quase particular, com apenas 500 ingressos pagantes e pouco mais de 500 promocionais. Ouve muita reclamação dos fãs órfãos de ingressos, mas esses escoceses não dão ponto sem nó e trataram logo de anunciar um retorno ao Brasil para quatro shows, em março de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em vista o que foi apresentado para uma platéia reduzida na quarta passada, na The Week, em São Paulo, os fãs podem esperar um grande show no ano que vem. Bem, o ingresso para a apresentação privê não foi barato e eu poderia não comprar caso soubesse da vindoura turnê. Arrependimento? Nenhum, afinal ver uma das suas bandas favoritas num palco pequeno e bem próximo, em local fechado, é uma experiência única - bem rara no Brasil. É quase como assistí-los na Escócia natal, com um público íntimo com o repertório e bem barulhento. Revezando de modo eficiente os hits dos três álbuns e se dando ao luxo de uma longa sessão de oito minutos para "Lucid Dreams", O Franz Ferdinand tocou como se estivesse em um estádio. O guitarrista Nick McCarthy fez questão de lembrar, entretanto, que a história era mais intimista, e tratou de escalar a escadaria lateral e se jogar na platéia com guitarra e tudo. Nada forçado, completamente rock'n'roll. Um show de 1h30 com gostinho de quero mais, que possivelmente será mais extenso em março do ano que vem. Se eu vou? Claro, podem me procurar por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-3657308429942923805?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/3657308429942923805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=3657308429942923805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3657308429942923805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/3657308429942923805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/10/do-you-want-to.html' title='Do You Want To?'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsqPu2wOHNI/AAAAAAAAAIs/VNTBR6rgx4g/s72-c/Franz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-4893043584221917258</id><published>2009-09-30T08:28:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.097-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O mistério do corpo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsOaRUEBJqI/AAAAAAAAAIk/Kl0L5BgaQug/s1600-h/A+Partida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsOaRUEBJqI/AAAAAAAAAIk/Kl0L5BgaQug/s320/A+Partida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387319201499260578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o colorido extravagante e o absurdo nas palavras e ações dos filmes de Pedro Almodóvar. Do outro, a singeleza e os gestos contidos que povoam uma porção da cinematografia japonesa. Filmes distintos em quase tudo,"Fale com Ela" (2002), do fantástico diretor espanhol, e "A Partida" (2008), que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e é dirigido por Yojiro Takita, se cruzam no apuro em que seus personagens cuidam de corpos: mortos ou quase-mortos. Explico melhor: em "Fale com Ela", o esquisito enfermeiro Benigno Martín (Javier Cámara) zela pelo corpo em coma de uma bela bailarina e por ela se apaixona. Tudo, claro, com a carga dramática e o estoque de reviravoltas que se tem direito, quando se trata de Almodóvar. Em "A Partida",  o jovem violoncelista Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki), perdido na busca por respostas que não sabe onde estão, começa a encontrar algumas pistas ao trabalhar como agente de funerária. Em uma cultura que acha infame o trabalho de tocar corpos mortos, mesmo considerando o ato de preparar os mortos como um ritual, Kobayashi exprime uma delicadeza notável no seu ofício, em cenas belíssimas, mesmo que um tanto longas. Mesmo aqueles que o consideram um ser estranho com uma função pouco nobre, incluindo sua noiva, passam a entender a dignidade do trabalho de Kobayashi ao perceber o respeito e a dedicação que ele entrega aos entes queridos dos outros. As cenas ritualísticas e a maneira como o protagonista mergulha gradativamente no seu trabalho emocionam nos singelos detalhes. Se por vezes atua de um modo um tanto caricato, na maior parte das vezes o japonês Masahiro Motoki consegue transmitir muito nos gestos e olhares. Entendemos a angústia no seu peito desde o início do filme e esperamos pela inevitável redenção, que acaba acontecendo em uma cena diretamente ligada ao seu lidar diário com defuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fale com Ela", que revi essa semana, tem uma história mais forte, muito por conta do talento nato de Almodóvar como roteirista. Os diálogos ferinos e a chocante relação do enfermeiro Benigno com a bailarina Alicia (Leonor Watling) se destacam em uma narrativa que tem cenas sublimes. Duas delas estão diretamente ligadas aos brasileiros: a da toureira Lydia Gonzáles (Rosario Flores) em ação, ao som de uma arrepiante canção de Elis Regina, e a de Caetano Veloso arrancando lágrimas do apaixonado Marco Zuluaga (Darío Grandinetti). Nas passagens de dança, protagonizadas pela recém-falecida Pina Bausch, Almodóvar consegue ainda transmitir muito da emoção de seus personagens. Um filme lírico e forte, daqueles ideiais para ver e rever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-4893043584221917258?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/4893043584221917258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=4893043584221917258&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4893043584221917258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4893043584221917258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/09/o-misterio-do-corpo.html' title='O mistério do corpo'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SsOaRUEBJqI/AAAAAAAAAIk/Kl0L5BgaQug/s72-c/A+Partida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6934123148070696264</id><published>2009-09-22T14:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.067-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Um dia após o outro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Srk-YoVS8KI/AAAAAAAAAIc/elULgQWZezU/s1600-h/Lily.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Srk-YoVS8KI/AAAAAAAAAIc/elULgQWZezU/s320/Lily.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384403422362661026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O tema cachaça - e, quem sabe, otras cositas más - roubou a cena de dois shows internacionais recentes, para o bem e para o mal. O primeiros deles ocorreu em um Teatro Castro Alves (em Salvador) lotado, recheado de fãs da banda americana Beirut. O grupo foi rececido por fãs ávidos em cantar as inusitadas canções do grupo a plenos pulmões. Nem a sisudez do teatro poderia barrar, pois logo nos primeiros minutos do show, a platéia já estava toda de pé. O vocalista Zach Condon, porém, bebeu além da conta e pôs tudo a perder. Mesmo com alguns momentos bacanas, muito por conta do resto da banda, a forte embriaguez do cantor atrapalhou a execução das canções, o ritmo do show e ainda provocou uma invasão de palco, culminando com o roubo de um microfone e de um instrumento do Beirut. Resumo da ópera: uma zona completa e absoluta. Dias depois, já curado da cachaça, Zach liderou shows bem mais equilibrados em São Paulo e em Recife. O estrago na Bahia, porém, já tinha sido feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inverso, para a minha felicidade, ocorreu pouco tempo depois, na semana passada, no Via Funchal (São Paulo). A inglesa Lily Allen entregou um excelente show para uma platéia vibrante, mostrando que é sim uma das melhores coisas que surgiram na música pop nos últimos anos. Ela se esforçou - e não foi pouco - para apagar a péssima imagem que deixou no final de 2007, quando virou motivo de chacota no então iniciante festival Planeta Terra. Completamente alterada por conta das muitas biritas que entornou, Lily fez um show abaixo da crítica e desperdiçou a chance de se mostrar mais conhecida para um grande público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, veio em turnê com um excelente disco, "It's Not Me, It's You", um passo além e mais adulto em relação ao anterior "Alright, Still" (2006). Se o álbum de estréia já tinha coisas interessantes, este recém-lançado é elegante e maduro, sem perder uma forte veia pop. É recheado de potenciais hits, traz uma ironia típica dos ingleses nas composições e uma variedade rítmica mais acentuada. Confesso que eu olhava para esta inglesinha com algum preconceito, mas foi só ouvir de fato o disco para respeitá-la. No show, que ela considerou um dos melhores que fez esse ano, em mensagem enviada pelo hypado Twitter, Lily esbanjou qualidade na voz, desfilou as suas canções mais bacanas e interagiu com o público. A sequência inicial matadora - com "Everyone's At It", "I Could Say" e "Never Gonna Happen" -, a execução da bela "The Fear" e do primeiro hit "Smile" e o bis composto pelo cover "Womanizer" (Britney Spears), "Fuck You" ("singela" canção dedicada a George W. Bush) e "Not Fair" foram os pontos altos da apresentação. O som límpido e em ótimo volume, nem sempre regra geral no Via Funchal, apenas completou uma noite em que tudo deu certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6934123148070696264?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6934123148070696264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6934123148070696264&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6934123148070696264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6934123148070696264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/09/um-dia-apos-o-outro.html' title='Um dia após o outro'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Srk-YoVS8KI/AAAAAAAAAIc/elULgQWZezU/s72-c/Lily.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-4385964361097045350</id><published>2009-09-17T06:26:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:17:32.097-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Reencontro com a paz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SrI7Mh3MoEI/AAAAAAAAAIU/5BhQUeZyPOI/s1600-h/Gran+Torino.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SrI7Mh3MoEI/AAAAAAAAAIU/5BhQUeZyPOI/s320/Gran+Torino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382429591095517250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A comparação de um salutar envelhecimento humano com um bom vinho cabe perfeitamente ao caso do grande Clint Eastwood. Na medida em que os anos passam, o veterano diretor, ator e produtor se supera, entregando filmes sensíveis e inventivos, numa regularidade invejável. Arrancando performances acima da média dos seus atores, como Hilary Swank e Morgan Freeman em "Menina de Ouro" e Sean Penn e Tim Robbins em "Sobre Meninos e Lobos" - somente para ficar nos recém-oscarizados -, Clint demonstra como hoje domina completamente o seu ofício. Filme novo deste americano de San Francisco é sinônimo de potencial indicado ao Oscar, garantem as bolsas de apostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, ele próprio se coloca à frente das câmeras, como em "Gran Torino". Revi pela terceira vez essa pequena obra-prima recentemente e mais uma vez me emocionei com a história do homem duro e pouco social, que não esquece as agruras da guerra em que lutou e guarda os mais terríveis preconceitos. Entretanto, por debaixo daquela camada aparentemente intransponível, existe um homem bom e justo. Mesmo que oculte na primeira metade do filme, é na sua interpretação contida que Clint dá a entender que há algo de humano ali. Com falas cortantes, de um humor ferino, porém refinado, o personagem Walt Kowalski conquista a improvável simpatia do espectador. Mérito de Clint, que injustamente não figurou entre os indicados ao Oscar de Melhor Ator de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último remanescente da maioria em um bairro povoado pelas mais marginais minoriais, Kowalski resiste ao presente e ao futuro, se mantendo preso a um passado obscuro. Isso fica evidente desde o recorrente discurso sobre a Guerra da Coréia, que aparentemente o traumatizou, até a residência onde vive e que dividiu por anos com sua esposa recém-falecida, passando também pelo carrão antigo que dá nome ao filme. É na suas relação com a família de asiáticos que mora ao lado, especialmente com o garoto Thao, que o personagem de Eastwood vai reencontrar o seu quinhão humano que ficou perdido em algum chão da distante Coréia. Se já não reconhece entre seus fúteis filhos e netos a possibilidade da redenção, é na desprezada família de olhos puxados que está a saída. Uma lição para um senhor que já viu muitas coisas nos seus mais de 70 anos de vida, mas que ainda precisava de paz interior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-4385964361097045350?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/4385964361097045350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=4385964361097045350&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4385964361097045350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4385964361097045350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/09/reencontro-com-paz.html' title='Reencontro com a paz'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SrI7Mh3MoEI/AAAAAAAAAIU/5BhQUeZyPOI/s72-c/Gran+Torino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6166073777309528533</id><published>2009-09-14T04:32:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>No país do paladar e da buzina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sq6SyGA5dyI/AAAAAAAAAIM/IaH7a_Zm7g0/s1600-h/DSC00481.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sq6SyGA5dyI/AAAAAAAAAIM/IaH7a_Zm7g0/s320/DSC00481.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381399994059814690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, o Peru vem conquistando o Brasil como um dos principais destinos turísticos da América Latina. Nada mais justo para um país que traz características singulares, cultura forte, sítios históricos impressionantes, comida e bebidas típicas e paisagens das mais distintas. Como toda grande cidade deste lado do mundo, a capital Lima é uma metrópole que reserva um certo caos na sua rotina, mas também traz encantos nítidos. É surpreendentemente grande e cheia de opções, mas apresenta pobreza, ruas engarrafadas e alguma violência. O trânsito caótico, aliás, é algo que salta aos olhos. Carros pequenos, vans caindo aos pedaços que fazem o transporte coletivo e carrões importados disputam os espaços, especialmente na conturbada região central da cidade. A buzina é, pois, paixão nacional do peruano. Não chega a apresentar a loucura viária que existe em Angola, na Líbia, na República Dominicana e no Panamá, somente para ficar nos piores que já conheci, mas provoca no brasileiro até uma certa saudade do nosso trânsito mais civilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em Lima, o que logo chama atenção é a grande quantidade dos cassinos Tragamonedas e de lanchonetes americanas como Pizza Hut, Mc Donald´s, Burguer King e KFC (essa última em quantidade assustadora, talvez devido a afinidade do peruano com a carne de frango). O fast food contrasta de modo gritante com a qualidade diferenciada da culinária típica peruana. Hoje uma das mais saborosas do mundo, ela traz como carro-chefe o delicioso ceviche, prato simples marinado no limão, e tem nos mariscos e peixes os seus protagonistas. Nas minhas três viagens que fiz ao Peru, não comi mal uma única vez. Ao contrário, lambi os beiços em praticamente todas elas. Se tem algo que o povo peruano se orgulha é dos seus pratos saborosos e fartos, algo compreensível, diga-se de passagem. Nesta minha última estadia por lá, conheci o La Mar, restaurante do chef mais famoso do país, Gastón Acurio, também proprietário do Astrid &amp; Gastón. O mestre-cuca já afirmou, inclusive, que o desafio dele é transformar a culinária peruana em uma representante tão famosa quanto a japonesa. Um caminho logo, é bem verdade, mas que ele persegue firmemente em seus 42 restaurantes espalhados por 14 países (o mais recente deles em São Paulo, no Itaim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Peru, há tambem duas bebidas típicas das mais inusitadas. Primeiro, no setor dos inofensivos refrigerantes, tem a Inka Kola, discreta bebida em amarelo "cheguei". Hiper popular no país, ela se transformou em caso único no mundo ao barrar o crescimento da poderosa Coca-Cola no Peru. Mas como americano não é besta nem nada, hoje a Inka-Cola, que tem um inconfundível gostinho de chiclete, é produto da Coca-cola Company. É a velha história do se não pode com eles, junte-se a eles. O outro caso é o do mais ofensivo Pisco Sour, bebida feita com a cachaça deles, o saboroso Pisco. Semelhante a marguerita, traz entre seus ingrendientes clara de ovo e angustura. Ao chegar em um bar ou restaurante, sempre lhe é oferecido um e é de fato difícil se resumir a esta única unidade. Como se não bastasse, o pisco sour é motivo de briga entre peruanos e chilenos, que reclamam a invencão desta forte bebida. Mesmo não conhecendo o Chile, minha torcida já é dos peruanos. Próximo passo? Conhecer um pouco mais a aconchegante Cuzco (um dia e uma noite a trabalho foi de fato muito pouco) e desbravar a misteriosa Machu Picchu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6166073777309528533?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6166073777309528533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6166073777309528533&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6166073777309528533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6166073777309528533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/09/no-pais-do-paladar-e-da-buzina.html' title='No país do paladar e da buzina'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sq6SyGA5dyI/AAAAAAAAAIM/IaH7a_Zm7g0/s72-c/DSC00481.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-1404313011527165214</id><published>2009-09-03T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Los hermanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SqB7sw3-ijI/AAAAAAAAAH8/bo2e8VEVB5A/s1600-h/Argentina+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377433964044519986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SqB7sw3-ijI/AAAAAAAAAH8/bo2e8VEVB5A/s320/Argentina+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já conheci muitos países, por conta dos dois intercâmbios que fiz e também devido ao meu trabalho, que tem me levado a nações, digamos, diferentes como Angola, República Dominicana, Panamá e Líbia. Uma país, porém, por algum motivo misterioso, teimava em não aparecer na lista de lugares visitados: a Argentina. A proximidade geográfica, a passagem barata e o real valorizado não surtiram tanto efeito. Porém, graças mais uma vez às andanças profissionais, enfim tive o prazer de conhecer a terra de nuestros hermanos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Buenos Aires pode não ter a marca de cidade do mundo, como tem São Paulo, e não ter as estonteantes belezas naturais do Rio, mas é uma metrópole encantadora. Doa a quem doer, é, de fato, uma capital diferente de todas a que estamos acostumados a ver na América do Sul. Tem ares europeus, avenidas largas, prédios antigos imponentes, muitas pracas e simpáticos cafés e restaurantes cujas mesas se esparramam pelas calçadas. Uma cidade que convida o turista a andar e vivenciar suas ruas na plenitude. Não por acaso, boa parte do comércio acontece nas ruas, em lojas e galerias que se espalham por avenidas como a Cordoba e Santa Fé e ruas como a Florida. Para os preguiçosos de plantão, não há o que se preocupar. Além dos sistemas de metrô e ônibus, os táxis da Argentina são bem em conta. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao contrário do que se costuma bradar aos quatro ventos, o argentino gosta sim do brasileiro. Ou, pelo menos, em tempos de crise econômica e necessidade expressa de turistas, finge muito bem gostar. A gentileza dos mais próximos é também recorrente entre garçons, taxistas e atendentes de hotel. Não raro, eles arriscam - ou mesmo falam com algum talento - o português, num gesto de gentileza. Naturalmente, isso é algo que não se repete quando se trata do futebol, capítulo em que os argentinos e os brasileiros de fato se odeiam. Ao passar por Rosário, simpática cidade que fica a beira do Rio Paraná, fui pego de surpresa com um bom sinal. O estádio onde o clássico mais importante do futebol mundial vai acontecer, no próximo domingo, é decorado pelo verde, amarelo e azul. Cores do Rosário Central, que podem trazer alguma sorte para a Seleção de Dunga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-1404313011527165214?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/1404313011527165214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=1404313011527165214&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1404313011527165214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/1404313011527165214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/09/los-hermanos.html' title='Los hermanos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SqB7sw3-ijI/AAAAAAAAAH8/bo2e8VEVB5A/s72-c/Argentina+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7340004026185532408</id><published>2009-08-31T17:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:12:36.067-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Fim de linha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpxmPnmQbMI/AAAAAAAAAHs/MYaOmn1lVMg/s1600-h/Oasis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376284473687043266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpxmPnmQbMI/AAAAAAAAAHs/MYaOmn1lVMg/s320/Oasis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Oasis acabou. Bom, pelo menos até segunda ordem, devido a saída do guitarrista e principal compositor Noel Gallagher. A notícia não chegou a despertar um sentimento forte em mim, mas deve ser algo muito importante para tantos outros. Na realidade, ainda fica uma pulga atrás da orelha a cada anúncio polêmico dos irmãos Gallagher. Eles são bem chegados numa jogada de marketing e essa pode ser apenas mais uma para a coleção. Quando soube da mais nova briga, cheguei a pensar: "Droga, perdi a oportunidade de vê-los em São Paulo, recentemente". Mas será mesmo que há motivo para tal arrependimento? Creio que não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assisti ao Oasis na terceira edição do saudoso Rock in Rio, que agora corre o mundo descaradamente, levando o nome da Cidade Maravilhosa sem nos dar nada em troca. Naquele show, mesmo dia em que o Guns N'Roses deu as caras pela última vez no Brasil, os britânicos não se esforçaram tanto. Animaram com um punhado de hits, mas se empenharam mesmo foi em manter a pose blasé que lhes é característa. Algo bem cansativo, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já tendo cumprido minha "obrigação" nos idos de 2001, penso que fiz bem em não ter ido ao show desses polêmicos torcedores do Manchester City. Certamente, eles já fizeram coisas muito boas, especialmente nos três primeiros discos, especialmente no segundo, "What's the Story Morning Glory". "Be Here Now", o terceiro álbum, mesmo criticado por muitos, é um bom exempo dos momentos mais gloriosos da banda. Depois deste, confesso, perdi a paciência com os Gallagher. As confusões, as caras feias e o discurso "somos a melhor banda do mundo" ja não me diziam mais nada. Bom, que descansem em paz, pois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7340004026185532408?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7340004026185532408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7340004026185532408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7340004026185532408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7340004026185532408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/fim-de-linha.html' title='Fim de linha'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpxmPnmQbMI/AAAAAAAAAHs/MYaOmn1lVMg/s72-c/Oasis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2690528496766415180</id><published>2009-08-30T07:56:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.627-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>A África romana</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpqmzNuHC7I/AAAAAAAAAHk/XJuf4cyB_H0/s1600-h/DSC00336.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375792504006708146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpqmzNuHC7I/AAAAAAAAAHk/XJuf4cyB_H0/s320/DSC00336.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há coisas nesse mundo que nos surpreendem de um modo impactante. No momento em que soube que estava a caminho da Líbia, tratei de pesquisar um pouco sobre o país e encontrei parcas informações sobre um sítio histórico romano nas cercanias de Trípoli, Leptis Magna. Numa rápida avaliação, levando em conta também que uma ida para a Líbia não é algo que acontece com frequência, julguei que merecia uma visita, mesmo nunca tendo ouvido falar de relevantes ruínas romanas em plena África.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, se fossem apenas pequenas ruínas romanas, ja teria valido o esforço. Mas Leptis Magna é mais do que isso: é uma cidade romana à beira-mar, com dezenas de edificações, grandes avenidas e com um estado de conservação notável. Para além do relativo descaso que o governo líbio trata as suas ruínas, os prédios romanos se sustentam num estado mais digno que muitos dos seus congêneres na própria Roma. O teatro, o mercado, as termas e os seus fóruns datam de 2 a 4 séculos antes de Cristo e ainda mantêm viva a sensação de que houve vida intensa naquelas avenidas romanas. Pouco divulgada como é, Leptis Magna me impressionou ainda mais do que outro grande marco desta civilização, o Fórum Romano da hoje capital italiana. Concentradas em um só local, com um belo mar à frente, as ruínas romanas da Líbia são um tesouro histórico escondido no Norte da África. Mereciam levar o nome da Líbia internacionalmente, no lugar das estripulias do velho Khadafi.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2690528496766415180?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2690528496766415180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2690528496766415180&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2690528496766415180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2690528496766415180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/africa-romana.html' title='A África romana'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SpqmzNuHC7I/AAAAAAAAAHk/XJuf4cyB_H0/s72-c/DSC00336.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7551096932624002392</id><published>2009-08-27T19:04:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:25.627-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Na terra de Khadafi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Spc7jv1M-BI/AAAAAAAAAHc/Ic6-cBv-y9c/s1600-h/OgAAAE4UqxltE2dzqgDFBxsmHQkMdvFVAn56RM0HmkvGdKtigJ1h7lGOli5cL3W8MZmfoedjDSrd8WN4ojHet9eV2h0Am1T1UDJ3xS23NWQ23O4cNfNQVq6QNvqD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374830165611051026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Spc7jv1M-BI/AAAAAAAAAHc/Ic6-cBv-y9c/s320/OgAAAE4UqxltE2dzqgDFBxsmHQkMdvFVAn56RM0HmkvGdKtigJ1h7lGOli5cL3W8MZmfoedjDSrd8WN4ojHet9eV2h0Am1T1UDJ3xS23NWQ23O4cNfNQVq6QNvqD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Líbia não é exatamente um lugar completamente desconhecido para a maioria dos brasileiros. Em algum momento, você já deve ter ouvido falar neste país. Mas quando se trata de ligar alguma informação da nossa memória a esta nação, muitas vezes impera a confusão. Primeiro, é comum a troca recorrente da Líbia pelo Líbano, este último país bem mais presente no imaginário brasileiro, por conta dos muitos imigrantes que vivem na região Sudeste e da comida sírio-libanesa que convencionamos chamar (generalizando) de árabe. Há também um questionamento recorrente: a Líbia está na África ou no Oriente Médio? Pode conferir no mapa, mesmo fazendo parte do mundo árabe, o país que foi colonizado pelos romanos, fenícios, turcos e - por fim - italianos, até o período da Segunda Guerra Mundial, localiza-se no Norte da África, logo ali entre a Tunísia e o Egito. Por fim, há o polêmico Muammar al-Khadafi, governante do país há nada menos que 40 anos. O homem que comanda este país árabe sob uma forte ditadura e implantou um sistema que se diz socialista, é popularíssimo entre os seus e habita as páginas dos jornais de todo o mundo com acusações de cunho terrorista. O mais curioso é que, mesmo com toda (má) fama de Khadafi, muitos não o ligam diretamente a Libia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolto em todo esse misterio, não deixa de ser um prazer desvendar a Líbia, um país que, só por pertencer ao mundo árabe, já desperta as mais diferentes sensações. Ver todas as mulheres com as cabeças cobertas, mesmo que poucas usem a burca completa, perceber como ainda há segregação pesada entre mulheres e homens, entender o papel primordial da religião na vida daquelas pessoas - todos esses são pequenos desafios para o visitante. Imagine então para os estrangeiros que lá vivem e trabalham, como é o caso, por exemplo, dos engenheiros e administradores brasileiros que trabalham na ampliação do Aeroporto Internacional de Trípoli e na construção do Terceiro Anel Viário da mesma cidade. Mesmo sendo um local com amplas oportunidades - que ainda está no início do processo de reconstrução da infraestrutura, após o embargo de anos imposto pelos Estados Unidos - a Líbia é um país que exige amplo desprendimento por parte dos ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira questão básica é a proibição absoluta do consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica. Se na conexão em Londres, vindo do Brasil, você comprar uma birita qualquer, pode se preparar para entregá-la de mãos beijadas às autoridades líbias. E não há muita chance de escapar, afinal sua bagagem passa por incríveis quatro equipamentos de raio-x. Se quiser beber, terá mesmo é que se entregar ao mercado negro, com álcool vendido a preço de ouro. Outro fator determinante é a diferença conceitual do lazer. Para o líbio, lazer é fumar imensos narguilés e comer. Algo que não é exatamente ruim, mas que deixa de ser interessante quando se é praticamente a única opção. Na Líbia, não há cinemas, teatros, casas de shows e boates - ao menos nos moldes que nós ocidentais estamos acostumados. Para se ter uma idéia, o fim de semana se resume à sexta; sábado e domingo são dias de branco, labuta normal. Tanto que o brasileiro que lá vive costuma dizer que a sexta de manhã é o seu sabado e a sexta de tarde é o domingo... Mas não se engane: mesmo com uma única folga oficial por semana, o líbio põe o trabalho como quinta prioridade, abaixo da religião, família, amigos e lazer, não hesitando em faltar por qualquer motivo. A mulher ocidental também pode sofrer na Libia, basta experimentar sair sem véu nas ruas e perceber os olhares lascivos dos árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, mas ainda que existam todas essas restrições - ou, melhor dizendo, diferenças culturais - a Líbia também oferece diversos encantos. Trípoli é uma cidade à beira-mar com uma orla bem cuidada e muito movimento nas ruas. O povo é receptivo ao brasileiro, muito por conta do futebol. A Medina, centro histórico e comercial da cidade, é imponente e traz vibrantes ruelas, que guardam muitos segredos e mercadorias baratas em ouro, prata e panos coloridos. Outra notável característica líbia é a inexistência da miséria, algo que a diferencia do resto da África. Claro, há pobres, mas longe de serem miseráveis. Talvez por esse motivo, a violência é mínima, não há notícias de assaltos e assassinatos. Um oásis para quem vive nas grandes cidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povo religioso, o árabe faz as cinco rezas diárias, como manda o Alcorão. Nas ruas da Medina, é impressionante o chamado dos alto-falantes das mesquitas, com uma ladainha exótica e eloquente. Neste momento, o árabe pára o que está fazendo, se limpa por completo e se apresenta puro para reverenciar a Alá. Na semana em que estive na Líbia, finalizavam-se os preparativos para o Ramadã, que começou no dia 21 de agosto. O Ramadã nada mais é que uma das mais importantes manifestações religiosas do mundo islâmico. Ao nascer do sol, o muçulmano não come, não bebe, não transa e nem fuma. Os mais radicais, nem escovam os dentes, para não correr o risco de engolir água. Quando o sol se põe, o atraso é tirado e eles comem e fumam por toda a noite. O jejum é completo por um longo mês, que este ano se mostrou ainda mais complicado, por ter caído em pleno Verão. Imaginem o que é sentir sede por um dia inteiro, num calor de 38 graus, e não beber absolutamente nada? Naturalmente, os turnos de trabalho são menores e a produtividade cai em 60%, afinal seria humanamente impossível manter a rotina. Tudo em nome da tradicão, que, na terra de Khadafi, é o que importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7551096932624002392?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7551096932624002392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7551096932624002392&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7551096932624002392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7551096932624002392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/na-terra-de-khadafi.html' title='Na terra de Khadafi'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Spc7jv1M-BI/AAAAAAAAAHc/Ic6-cBv-y9c/s72-c/OgAAAE4UqxltE2dzqgDFBxsmHQkMdvFVAn56RM0HmkvGdKtigJ1h7lGOli5cL3W8MZmfoedjDSrd8WN4ojHet9eV2h0Am1T1UDJ3xS23NWQ23O4cNfNQVq6QNvqD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-6379851897818826116</id><published>2009-08-15T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:13:16.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Complô da boa música</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SocMJMFDYwI/AAAAAAAAAG0/_eFkPjHAVL0/s1600-h/Dead+Weather.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370274432663380738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SocMJMFDYwI/AAAAAAAAAG0/_eFkPjHAVL0/s320/Dead+Weather.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os supergrupos não sao exatamente uma novidade. Nos idos de 1988, George Harrison, Roy Orbison, Bob Dylan e Tom Petty cometeram dois grandes discos sob a alcunha de The Traveling Wilburys, uma superbanda difícil de ser combatida. Foi o ultimo projeto de Orbison, que morreu dois meses depois do lançamento do primeiro álbum, uma nobre despedida em excelente companhia. Alguns anos antes, na década de 60, David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e - mais tarde - o reforço de luxo Neil Young se juntaram para um supergrupo folk: o Crosby, Stills, Nash &amp;amp; Young. Um bem-sucedido coletivo que até hoje se reúne sazonalmente. Voltando um pouco mais no tempo, mais precisamente entre 1962 e 1968, o Yardbirds foi casa de músicos em gestação, ainda distantes das lendas que se tornariam anos depois. Três dos melhores guitarristas de todos os tempos passaram por lá: Jimmy Page, Eric Clapton e Jeff Beck. Mesmo não tendo tocado todos juntos na mesma formação, foi nessa panela de pressão que eles surgiram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse fenômeno, que causa um frio na barriga dos fãs, tornou-se ainda mais intenso nos últimos anos. Em 2006, o vocalista Damon Albarn (Blur e Gorillaz) se juntou com o baixista Paul Simonon (The Clash), o baterista Tony Allen (Fela Kuti) e o guitarrista Simon Tong (Verve e Blur) para formar o The Good, The Bad &amp;amp; The Queen. O supergrupo só lançou um disco em 2007, o suficiente para marcar o rock dos anos 2000. No cenário atual, entretanto, três nomes são imbatíveis quando se trata de grandes encontros. O primeiro deles é Jack White, do duo White Stripes. Possivelmente para evitar o possível desgaste do tête-à-tête com a baterista Meg White, Jack já formou outros dois grupos, os ótimos The Raconteurs e The Dead Weather (na foto). O primeiro não é exatamente um supergrupo, pois traz na sua formação três músicos de bandas meio obscuras. O segundo acabou de sair do forno e é composto por Alison Mosshart (The Kills), Dean Fertita (Queens of The Stone Age) e Jack Lawrence (que Jack trouxe a tiracolo do Racounteurs). O disco "Horehound" fez valer a expectativa em torno do projeto, com muito peso e entrosamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os outros dois artistas que não dão ponto sem nó são Dave Ghrol (Nirvana, Foo Fighters) e Josh Homme (Queens of The Stone Age, Eagles of Death Metal, Desert Sessions). Não à toa, os dois estão juntos no novo projeto que vem tirando o sono de muito roqueiro: o Them Crooked Vultures. Só os dois juntos, reeditando a parceria inesquecível do melhor disco da banda principal de Homme, a obra-prima "Songs for the Deaf" do Queens of The Stone Age, já seria suficiente. Mas eles fizeram questão de convocar um dos melhores baixistas de todos os tempos, John Paul Jones, o homem por trás do baixo e do teclado do Led Zeppelin. Muito pouco se ouviu da banda até o momento, apenas trechos do primeiro e único show, um teaser do site (&lt;a href="http://themcrookedvultures.com/"&gt;http://themcrookedvultures.com/&lt;/a&gt;) e muita especulação. O fato é que vai ser muito difícil sair algo ruim dessa quadrilha. A dica é acompanhar cada passo e torcer para o projeto vingar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-6379851897818826116?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/6379851897818826116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=6379851897818826116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6379851897818826116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/6379851897818826116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/complo-da-boa-musica.html' title='Complô da boa música'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SocMJMFDYwI/AAAAAAAAAG0/_eFkPjHAVL0/s72-c/Dead+Weather.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7212167972286024890</id><published>2009-08-10T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:18:25.206-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um artista incomum</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SoBjkorHnJI/AAAAAAAAAGk/TOWS_uo8uAA/s1600-h/Inimigos+Publicos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368400236870343826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SoBjkorHnJI/AAAAAAAAAGk/TOWS_uo8uAA/s320/Inimigos+Publicos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa é uma escolha das mais difíceis, mas eu arriscaria dizer que Johnny Depp é o mais interessante dos atores em atividade. Quase que ouso mais e afirmo que ele é o melhor, mas lembrei de Philip Seymour Hoffman, Robert Downey Jr., Daniel Day Lewis, Javier Bardem e de monstros que mais nada tem para provar como Robert De Niro, Al Pacino, Dustin Hoffman e Jack Nicholson e a dúvida se instaurou. Bom, não dá mesmo para escolher um só, quem sabe um top ten? Melhor mesmo é deixar o momento "Alta Fidelidade" para depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde as escolhas pouco óbvias até a sua capacidade de encarnar os tipos mais variados, passando pela parceria interessantíssima com o cineasta Tim Burton, Johnny Depp encanta pela estranheza. Seu olhar traz uma autenticidade que cria uma cumplicidade com o público, que torce pelo seu personagem, mesmo que ele não seja politicamente correto. Depp já colocou nas telas tipos memoráveis e esquisitos até o talo como Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood, Sweeney Todd e, claro, o tresloucado Capitao Jack Sparrow, da trilogia "Piratas do Caribe", mas também soube imprimir uma marca pessoal a personagens mais comuns como Donnie Brasco, o Gene Watson de "Tempo Esgotado" e o mais recente John Dillinger, do novo filme de Michael Mann, "Inimigos Públicos". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na produção baseada na história real de um mítico assaltante norte-americano, que varreu os bancos na época da Grande Depressão e acabou se tornando o estopim para a criação do FBI, Depp magnetiza com uma segurança única. A companhia da grande Marion Cotillard - que entregou uma das melhores performances deste novo século em "Piaf - Um Hino ao Amor" - e o pouco convicente antagonista vivido por Christian Bale, colaboraram ainda mais para Depp brilhar intensamente. Quando juntos em cena, Depp e Cotillard exalam paixão, numa química que é um dos grandes trunfos do filme. Se não é exatamente brilhante, "Inimigos Públicos" está acima da média. Cresce muito devido ao casal protagonista, mas exibe uma gordurinha de pelo menos 20 minutos na duração. Continua, mesmo assim, merecendo uma indicação aos cinéfilos de plantão, confirmando uma questão já notória: com raras exceções, Johnny Depp se mantém como chamariz para interessantes experiências cinematográficas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7212167972286024890?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7212167972286024890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7212167972286024890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7212167972286024890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7212167972286024890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/um-artista-incomum.html' title='Um artista incomum'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SoBjkorHnJI/AAAAAAAAAGk/TOWS_uo8uAA/s72-c/Inimigos+Publicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7125908126339662042</id><published>2009-08-07T17:02:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:29.640-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>O fim do fumo passivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnzA6bSZO_I/AAAAAAAAAGc/BdAts03p53I/s1600-h/Lei+antifumo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367376965908642802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnzA6bSZO_I/AAAAAAAAAGc/BdAts03p53I/s320/Lei+antifumo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entrou em vigor ontem, em São Paulo, a lei Antifumo, que já gera muita discussão há meses. Em Salvador, a lei já existe e está sendo seguida à risca. A ideia de multar o proprietário do estabelecimento, se algum cliente infrigir a lei, é polêmica, mas foi a melhor saída para fazer com que a lei pegue. Aquela velha história: lei no Brasil tem que pegar, caso contrário vira apenas protocolo bobo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na primeira noite, já senti literalmente na pele os benefícios da nova ordem. Curtir uma festa num local fechado deixou de ser um suplício para quem não fuma. Os olhos já não ardem, o ambiente fica mais claro sem a fumaça maléfica e a roupa já não cheira a cinzeiro depois da noitada. Isso sem contar que não precisamos fumar mais passivamente um maço inteiro de Marlboro; meus pobres pulmões agradecem. Nesta primeira experiência, pude constatar também que os estabelecimentos ainda estão um pouco confusos quanto ao que podem oferecer aos fumantes inveterados. Alguns locais estão montando esquema de recolha dos maços, para que o usuário retire com uma senha se quiser fumar na rua; outros estão oferecendo fumódromos ao ar livre, mas com muros que confinam o local - algo que seria ilegal, segundo a lei. O resultado é mais uma fila para incomodar e mais um motivo para briga entre cliente e estabelecimento. Frente ao benefício aos que não fumam, entretanto, esse incômodo é café pequeno e reversível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O grande problema da Lei Antifumo é o mesmo da Lei Seca: o seu modelo radical. Se a lei que não combina bebida e direção coloca índices de alcolemia baixos demais, tornando arriscado até mesmo duas taças de vinho num jantar inofensivo, a lei do cigarro destrói espaços que poderiam funcionar muito bem: os fumódromos. Reservar - de modo opcional, cabe a cada estabelecimento - um local para os fumantes curtirem seu vício poderia facilitar a vida de todos. Mas por aqui as coisas são assim mesmo, se a lei for permissiva demais, ninguém obedece. Resta saber se a Lei Antifumo vai mesmo emplacar. Minha aposta é que sim, afinal os não-fumantes estão de olho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7125908126339662042?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7125908126339662042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7125908126339662042&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7125908126339662042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7125908126339662042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/o-fim-do-fumo-passivo.html' title='O fim do fumo passivo'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnzA6bSZO_I/AAAAAAAAAGc/BdAts03p53I/s72-c/Lei+antifumo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-2211592077257536622</id><published>2009-08-03T12:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:57.964-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Tempo de educar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Snc4WfF9wZI/AAAAAAAAAGU/835AKtZaBJc/s1600-h/Clube+do+Filme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365819439990030738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Snc4WfF9wZI/AAAAAAAAAGU/835AKtZaBJc/s320/Clube+do+Filme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um livro leve e que prende a atenção do leitor sem grandes arroubos narrativos. Esse é "O Clube do Filme" (Editora Intrínseca, R$24,90, 240 páginas), escrito por David Gilmour, crítico de cinema desempregado que vive de bicos no Canadá. Com um filho adolescente em casa, ele toma uma decisão no mínimo inusitada para um tormento que aflinge muitas famílias. Ao perceber que o garoto Jesse está completamente desmotivado com a escola, David propõe que ele simplesmente largue os estudos. Isso mesmo, abandone, e sem a obrigação de arrumar um emprego para preencher o tempo ocioso. Como era de se esperar, essa proposta acaba por atormentar o pai depois de um tempo, preocupado em não coloborar para arruinar a vida do garoto. É quando surge uma idéia original que cai como uma luva para os dois protagonistas dessa história: David sugere a Jesse que eles assistam dois filmes por semana, acompanhados por uma rápida introdução feita pelo pai e uma discussão posterior sobre a história ou algum artifício técnico. Lidando com a educação de um modo despretensioso, David acaba conseguindo aos poucos prender a atenção do rapaz e ainda provoca uma aproximação forte entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Baseado na sua real história de vida, David acaba por cometer um pequeno, porém agradável, livro. A escrita dele pode por vezes parecer simples demais, mas é carregando na análise da sua relação com seu filho que ele acerta em cheio. Se as informações sobre os filmes que eles assistem - numa lista que vai de clássicos como "Ladrões de Bicicleta" até bombas como "Showgirls", passando por grandes filmes da Nouvelle Vague e obras importantes de cineastas como Woody Allen e Quentin Tarantino - são bem interessantes e dão um tempero a mais para os amantes da arte cinematográfica, são os conflitos de um aborrecente que mora sozinho com o pai que provocam as melhores reflexões. As desventuras amorosas de Jesse, seu envolvimento com drogas e a relação civilizada que David mantém com sua ex-mulher são como intervalos dos mais interessantes entre uma sessão de filme e outra. Mesmo sabendo que aquele pequeno cineclube não vai durar para sempre, David curte cada minuto de sua educação pouco ortodoxa e não esconde a melancolia de um pai que vê seu filho crescendo e se tornando independente. Algo inevitável, mas sempre muito sofrido para quem zela pelos seus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em tempo: o autor David Gilmour é apenas homônimo ao ex-vocalista e guitarrista do Pink Floyd. A foto acima não deixa dúvidas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-2211592077257536622?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/2211592077257536622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=2211592077257536622&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2211592077257536622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/2211592077257536622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/tempo-de-educar.html' title='Tempo de educar'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Snc4WfF9wZI/AAAAAAAAAGU/835AKtZaBJc/s72-c/Clube+do+Filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7763870758916091594</id><published>2009-08-01T11:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:18:25.206-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Espelho de uma realidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnSHLT8gS5I/AAAAAAAAAGM/JB65G5yGTGI/s1600-h/cidade-baixa01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365061684507462546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnSHLT8gS5I/AAAAAAAAAGM/JB65G5yGTGI/s320/cidade-baixa01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa semana revi, pela quarta vez, "Cidade Baixa", filme do baiano Sérgio Machado. Sempre gostei de rever filmes, já cheguei a assistir três vezes a mesma produção no cinema. Naturalmente, isso já levantou suspeitas quanto à minha sanidade. Para mim, assistir a um filme com pessoas diferentes é sempre uma experiência nova. Fora a questão de que, a cada projeção, vemos uma peça transformada, com novas nuances e detalhes antes imperceptíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No caso de "Cidade Baixa", a experiência é ainda mais prazerosa. O triângulo amoroso formado por três atores em estado de graça - Wagner Moura, Lázaro Ramos e Alice Braga - carrega muito significado e traz embutido uma Bahia verdadeira. Na cinematografia recente, nenhum outro filme reproduziu Salvador com tanta verdade, no seu linguajar urbano e nos seus becos e ruelas carregados de muita sacanagem. Se o vocabulário utilizado traduz o Dicionário Baianês com fidelidade, é no que não é dito que o filme se aproxima da excelência. Os olhares trocados, os gestos cheios de significado, o amor e o ódio que une e aparta os amigos Deco (Lázaro) e Naldinho (Wagner). Tudo confluindo para um final silencioso e aberto às mais diversas interpretações. Se você já viu esse pequeno grande filme, reveja. Se não viu, tire o atraso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7763870758916091594?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7763870758916091594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7763870758916091594&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7763870758916091594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7763870758916091594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/08/espelho-de-uma-realidade.html' title='Espelho de uma realidade'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SnSHLT8gS5I/AAAAAAAAAGM/JB65G5yGTGI/s72-c/cidade-baixa01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-4377516733848210774</id><published>2009-07-28T20:34:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:29.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>A cidade que vibra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sm_HDk8D4GI/AAAAAAAAAGE/kH2bKuIYSaw/s1600-h/S%C3%A3o+Paulo4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363724545490673762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sm_HDk8D4GI/AAAAAAAAAGE/kH2bKuIYSaw/s320/S%C3%A3o+Paulo4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é tão difícil entender porque algumas pessoas simplesmente não suportam São Paulo. A cidade é cinza durante boa parte do tempo, o trânsito é caótico, o frio é intenso entre os meses de maio e julho e a poluição afeta a saúde de alguns. Defeitos tão perceptíveis que terminam por lançar outro questionamento à luz: por que, então, eu gosto tanto de São Paulo? Como pude perceber, logo que cheguei nesta movimentada metrópole, é preciso aprender a gostar de São Paulo. Tudo depende também dos gostos pessoais e é isso que explica a minha paixão pela Paulicéia. Primeiro, não posso me considerar um amante da praia, fator crítico para muitos baianos que vêm morar aqui. Adoro ver o mar e gosto de veranear em locais com praias, mas de fato ela sempre exerceu pouca influência na minha rotina. Sair do conforto da minha casa, atravessar a cidade, enfrentar o trânsito e a farofa para tomar um banho de mar na Praia de Aleluia? Bem, não está entre os meus programas favoritos. Troco fácil por uma barraca (de praia ou não) que tenha uma cerveja bem gelada, caranguejos graúdos e uma boa lambreta. Disso sim sinto saudade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo fator: o trânsito. Desse não há como fugir em determinados momentos, mas existem maneiras de atenuar o desconforto. Morar perto do trabalho é a solução ideal e isso eu tratei de priorizar logo que cheguei. Frio? Adoro, as pessoas ficam mais elegantes e o abominável suor deixa de existir. Está frio demais? Agasalhe-se. Poluição: esse é o mais complicado dos fatores, mas o nosso organismo tem o notável poder de se adaptar aos ambientes. Ao chegar aqui, tive reações na pele e nos olhos. Quase cinco meses depois, isso já é coisa do passado.&lt;br /&gt;O que mais me encanta em São Paulo é a sua característica de cidade do mundo, onde tudo se encontra e onde as opções nunca cessam. Há beleza em sair às 4 da manhã e encontrar movimento intenso de carros nas ruas, bares cheios e lanchonetes frequentadas por ávidos baladeiros esfomeados? Há sim, claro, ainda mais quando grande parte das cidades brasileiras não sabem viver a noite a contento. Como notívago, nada pode ser mais prazeroso. A vida cultural intensa, com praticamente todos os shows internacionais passando por aqui e um extenso leque de peças de teatro e exposições, é um prato cheio para qualquer amante das artes. Para quem gosta de comer bem e ainda curte uma novidade como, sei lá, um restaurante de comida contemporânea romena, aqui é o lugar. Basta fuçar; aqui se acha tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso sem contar as afinidades que não se explicam de modo racional, como o sentimento de pertencimento a um local. Aqui me sinto bem, me identifico com as pessoas e com o bairro onde moro, curto as contradições e até o caos urbano, que faz com que eu me sinta vivo. Por outros diversos motivos, o mesmo sentimento existe em relação a Salvador, o que me faz um cidadão feliz em qualquer um das duas metrópoles. Imagino que deve haver uma identificação dos baianos com essa cidade, o que a princípio parece meio estranho, já que temos referências tão distintas. Mas se você pensar, não à toa, foi um baiano que escreveu a mais sincera canção sobre essa selva de pedra: Caetano e a sua - batida, porém inesquecível - Sampa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-4377516733848210774?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/4377516733848210774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=4377516733848210774&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4377516733848210774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/4377516733848210774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/cidade-que-vibra.html' title='A cidade que vibra'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Sm_HDk8D4GI/AAAAAAAAAGE/kH2bKuIYSaw/s72-c/S%C3%A3o+Paulo4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-9035247852319646887</id><published>2009-07-26T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:15:57.144-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><title type='text'>Música para os meus ouvidos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyVcXmipUI/AAAAAAAAAE4/Gn4w7z22trM/s1600-h/New+Orleans.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362825570895963458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyVcXmipUI/AAAAAAAAAE4/Gn4w7z22trM/s320/New+Orleans.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em algumas cidades, você chega e a empatia pulula logo de cara. Comigo, foi assim com a genial Londres, com a belíssima Paris, com a vibrante Barcelona e, mais recentemente, com a misteriosa Cuzco. A cidade de New Orleans acaba de entrar nesta lista, muito por causa da música, outro tanto por causa da comida e uma pitada por conta do sofrimento recente provocado pelo destruidor Katrina. Ver a garra e a força de um povo que se reconstrói é deveras fascinante. Boa dose dessa imediata simpatia se deve também à deliciosa constatação de que essa é uma cidade "esculhambada" frente ao por vezes careta "american way of life". Algo lembra o Brasil, mais especificamente a Bahia, com o que há de quente no povo negro e no caldeirão de influências que passa também pela França, Grécia e Espanha (no caso deles).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A recepção de uma cidade conta muito nas nossas preferências, não é clichê dizer que a primeira impressão é a que fica. Dias chuvosos ou quentes demais, povo antipático ou alheio, poucas opções de lazer. Tudo isso influencia e explica porque uns adoram e outros odeiam determinados destinos turísticos. New Orleans, na beleza de uma América distinta, sabe receber a quem a ela se entrega. Tem algo mais regozijador do que chegar em um hotel em que o lounge está banhado por um discreto som de jazz e, surpresa, o quarto também o recebe com um som ligado numa levada de primeira linha? Bem, welcome to New Orleans. Falta é coragem de desligar o CD player, resta mesmo é a opção de se permitir o encontro com Morfeu ao som de uma bela música para os meus ouvidos. Como numa peça que o destino nos prega, eu mereci somente um dia e meio nesta cidade. Resta aguardar para que uma ida - quem sabe, de férias - compense tamanha rapidez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-9035247852319646887?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/9035247852319646887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=9035247852319646887&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/9035247852319646887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/9035247852319646887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/musica-para-os-meus-ouvidos.html' title='Música para os meus ouvidos'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyVcXmipUI/AAAAAAAAAE4/Gn4w7z22trM/s72-c/New+Orleans.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-8867020748861248851</id><published>2009-07-26T08:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:29.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Aos beijos*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyMKOA1Q2I/AAAAAAAAAEw/Lvl13ETO2Pk/s1600-h/Familia+Bala.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362815363479585634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyMKOA1Q2I/AAAAAAAAAEw/Lvl13ETO2Pk/s320/Familia+Bala.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O lado Sá da minha família sempre foi muito chegado aos beijos. Quase tudo que aprendi sobre carinho foi com eles. Em festas como a que ocorreu no final de junho, aniversário de meu irmão, esse amor fraternal que os mais de 70 parentes diretos sentem um pelo outro fica ainda mais exarcebado. Quando você mora fora de Salvador então, a coisa aumenta exponencialmente. Costumamos dizer que se a família Sá (ou Bala, como somos conhecidos) está presente, a animação da festa é garantida. Somos sempre os últimos a deixarem a pista, os conhecidos "caroços".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, são quatro gerações convivendo, é bom lembrar. Do alto dos seus 97 anos, Nairzinha Bala é o sol que nos norteia. Exemplo de mulher forte, arquétipo da matriarca das famílias tradicionais, minha avó é uma líder que soube manter a família sempre unida. Brigas? Poucas e sempre resolvidas na hora. Não à toa, o meu jeito "pá pum" de resolver as coisas e a minha sinceridade às vezes desmedida veio dessa família Bala. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Triste aquele que não tem família. a minha não largo por nada. Devo minha educação a ela. Aprendi a beber, a conversar, a ser versátil e a me adaptar bem a diferentes públicos com os Balas. Devo o respeito, o amor ao próximo, a vontade de ganhar o mundo à minha família. Devo a ansiedade, o anseio de estar em todos os lugares ao mesmo tempo e o incansável desejo de farrear a cada um deles. Devo a minha cultura. Sou o que sou devido a ela. Sou a família.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;* Esse texto é dedicado ao saudoso Tio Waldir&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-8867020748861248851?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/8867020748861248851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=8867020748861248851&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8867020748861248851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/8867020748861248851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/aos-beijos.html' title='Aos beijos*'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyMKOA1Q2I/AAAAAAAAAEw/Lvl13ETO2Pk/s72-c/Familia+Bala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7349126399235636406</id><published>2009-07-26T08:30:00.001-07:00</published><updated>2010-03-20T19:13:16.154-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Múltiplo Caê</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx6vCgshXI/AAAAAAAAAEo/QXUadh2XDoo/s1600-h/Caetano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362796204837864818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx6vCgshXI/AAAAAAAAAEo/QXUadh2XDoo/s320/Caetano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caetano Veloso envelhece bem, como poucos. Chico Buarque praticamente abandonou a música, tornou-se um compositor bissexto que hoje responde mais ao chamado de escritor. Ainda assim, quando lança um disco, parece preguiçoso e desmotivado. Gilberto Gil ainda tem gás para queimar, especialmente depois que largou a política, mas a voz já não é a mesma e os covers parecem que caíram de vez nas graças desse baiano. Bom, conta contra ele também o fato de ser o pai de Preta. Simplesmente, não dá...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como bom amante do indie rock que sou, fiquei vidrado com a nova fase de Caê. A banda é redonda e as duas últimas turnês, de "Cê" e "Zii e Zie" (essa última ainda no início), ficam marcadas com shows intensos, que cheiram a sangue, suor e sexo. É rock ou não é? Pouco importa. Se o novo disco "Zii e Zie" é inferior ao seu irmão mais velho "Cê", ao menos o show manteve o patamar de excelência. Repertório pouco óbvio, versões viscerais de antigos clássicos e um Caetano com vontade imensa de cantar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Simbólica é a interpretação de "Eu sou neguinha", quando Caetano solta a franga, sem medo de mostrar que é de uma geração que não prioriza nem o preto, nem o branco, mas sim o cinza. Deixando os meninos Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes solarem, ele demonstra que os anos que carrega nas costas o deixaram mais generoso. Uma coisa é certa: a separação da chata Paula Lavigne fez um bem danado a esse grisalho santamarense. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em tempo: nos cinemas, vale a pena conferir o documentário "Coração Vagabundo", gravado em meio a turnê de "A Foreign Sound".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7349126399235636406?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7349126399235636406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7349126399235636406&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7349126399235636406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7349126399235636406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/multiplo-cae.html' title='Múltiplo Caê'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx6vCgshXI/AAAAAAAAAEo/QXUadh2XDoo/s72-c/Caetano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-5898063359304280152</id><published>2009-07-26T08:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:29.644-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>A cidade do sol</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx2XM8km8I/AAAAAAAAAEg/DYA1zomEyMI/s1600-h/Salvador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362791397275769794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx2XM8km8I/AAAAAAAAAEg/DYA1zomEyMI/s320/Salvador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A luminosidade de Salvador é algo que não se explica. Só sentindo para entender. Com um índice de 80%, só perde para Atenas, a cidade grega que leva o título mundial de iluminação natural. Bom, pelo menos não torramos a 40 graus como eles por lá... No dia-a-dia, essa luz gritante vira rotina e a disfarçamos com óculos escuros ou algo que o valha. Mas basta morar longe da velha Bahia e dar somente eventuais pulos na sua terra para valorizar o que há de especial nesse clarão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dispense os óculos escuros e curta Salvador como ela é, com sua cores gritantes, seus contrastes e o mar azul. Há algo mais impressionante que a descida da Avenida Contorno em um dia de luz intensa? Rivaliza com qualquer outra paisagem do mundo. Sabe do que mais? Definitivamente, mais que a praia que a Paulicéia Desvairada não me oferece, sinto falta mesmo é da luminosidade da bela São Salvador. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-5898063359304280152?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/5898063359304280152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=5898063359304280152&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5898063359304280152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/5898063359304280152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/cidade-do-sol.html' title='A cidade do sol'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/Smx2XM8km8I/AAAAAAAAAEg/DYA1zomEyMI/s72-c/Salvador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8665411891821322912.post-7417374005565821123</id><published>2009-07-12T12:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T19:19:29.645-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><title type='text'>Uma nova vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmxvSwhh37I/AAAAAAAAAEY/U7-dE-ssmN0/s1600-h/Vista+ape.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362783624345280434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmxvSwhh37I/AAAAAAAAAEY/U7-dE-ssmN0/s320/Vista+ape.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Confesso: sofro por antecipação. Os dias que precedem uma mudança, mesmo não tão radical, são de uma eterna dúvida na minha cabeça. Será que vai dar certo? Fiz a escolha adequada? Não seria melhor esperar mais um pouco? Uma mudança de cidade então, é quase um parto. Nos dois meses anteriores à minha mudança para São Paulo, diversos longas-metragens passaram na minha frente: como vou viver longe da minha família? E meus amigos? Quando tiver uma festa imperdível e eu não puder ir, segurarei a barra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, no lado profissional, a nova vida era inevitável. Já comecei a trabalhar na área de Comunicação Empresarial sabendo que a ida para São Paulo era questão de tempo. Foi mais rápido do que se esperava, mas no momento certo, num raro alinhamento dos astros. Não tinha do que reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre acontece, desde os dois intercâmbios que fiz para os Estados Unidos e Espanha até essa mudança sem data para voltar, o fim da tormenta se dá no exato momento que piso na nova vida. Como um clique, a cabeça aprende a chamar aquela nova realidade como sua e a adaptação é rápida e sem grandes sofrimentos. Será que nasci para ser nômade? Se sim, assim serei, mesmo que não esquecendo que minhas raízes ficarão sempre a alguns quilômetros de distância, na minha cara Salvador. Para lá sempre retornarei, mesmo que por curtos e bem vividos dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8665411891821322912-7417374005565821123?l=vestigiosurbanos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/feeds/7417374005565821123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8665411891821322912&amp;postID=7417374005565821123&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7417374005565821123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8665411891821322912/posts/default/7417374005565821123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestigiosurbanos.blogspot.com/2009/07/uma-nova-vida.html' title='Uma nova vida'/><author><name>Leo Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03878113041937489029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmyYCu9S7tI/AAAAAAAAAFk/kQC43z-IHTs/S220/eu+no+casorio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bfPuQmkghto/SmxvSwhh37I/AAAAAAAAAEY/U7-dE-ssmN0/s72-c/Vista+ape.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
